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Edição 1 726 - 14 de novembro de 2001
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Não é golpe

A carreira de Mark Wahlberg vai bem.
Ele tem mesmo carisma

Isabela Boscov


Divulgação

Wahlberg: o diretor não apagou o seu brilho


É preciso admitir que não é tudo golpe de marketing. Mark Wahlberg é o astro que mais rapidamente ascende no momento, porque de fato tem carisma e consegue injetar vibração até num produto de sabor sintético como Rock Star (Estados Unidos, 2001), que estréia nesta quinta-feira em São Paulo e no Rio. No filme, Wahlberg está em seu elemento – o palco, onde ele se lançou como o rapper Marky Mark, no início dos anos 90. O gênero musical, contudo, é bem diverso. Wahlberg interpreta Chris Cole, um rapaz de família operária que, nas horas vagas, é vocalista de uma banda que imita nos mais ínfimos detalhes o maior grupo de heavy metal dos anos 80, o fictício Steel Dragon. Tudo sugere que a vida de Chris não vai dar em nada, até que ele recebe um telefonema. O cantor do Steel Dragon acaba de ser demitido e ele ficou com a vaga. Parece história da carochinha, mas é inspirada na trajetória real de Ripper Owens, vocalista do Judas Priest. Também para aumentar o teor de credibilidade, há cenas de sexo e drogas (com a presença de Jennifer Aniston, de Friends) e foram distribuídos papéis a músicos de verdade – como o baterista Jason, filho de John Bonham, do Led Zeppelin. Se o filme não vai além do medianamente divertido, é porque a direção óbvia soterra qualquer brilho. Mas não o magnetismo de Wahlberg. É por isso que a carreira dele vai de bem a melhor.

 

   
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