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Não
é golpe
A carreira de Mark Wahlberg vai bem.
Ele tem mesmo carisma
Isabela Boscov
Divulgação
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Wahlberg:
o diretor não apagou o seu brilho
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É
preciso admitir que não é tudo golpe de marketing. Mark
Wahlberg é o astro que mais rapidamente ascende no momento, porque
de fato tem carisma e consegue injetar vibração até
num produto de sabor sintético como Rock Star (Estados
Unidos, 2001), que estréia nesta quinta-feira em São Paulo
e no Rio. No filme, Wahlberg está em seu elemento o palco,
onde ele se lançou como o rapper Marky Mark, no início dos
anos 90. O gênero musical, contudo, é bem diverso. Wahlberg
interpreta Chris Cole, um rapaz de família operária que,
nas horas vagas, é vocalista de uma banda que imita nos mais ínfimos
detalhes o maior grupo de heavy metal dos anos 80, o fictício Steel
Dragon. Tudo sugere que a vida de Chris não vai dar em nada, até
que ele recebe um telefonema. O cantor do Steel Dragon acaba de ser demitido
e ele ficou com a vaga. Parece história da carochinha, mas é
inspirada na trajetória real de Ripper Owens, vocalista do Judas
Priest. Também para aumentar o teor de credibilidade, há
cenas de sexo e drogas (com a presença de Jennifer Aniston, de
Friends) e foram distribuídos papéis a músicos
de verdade como o baterista Jason, filho de John Bonham, do Led
Zeppelin. Se o filme não vai além do medianamente divertido,
é porque a direção óbvia soterra qualquer
brilho. Mas não o magnetismo de Wahlberg. É por isso que
a carreira dele vai de bem a melhor.
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