Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 726 - 14 de novembro de 2001
Brasil Lobby

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
 

Roseana dispara e se consolida em segundo lugar
Redução da imunidade e fim da impunidade
Governo proíbe lobistas no Palácio do Planalto

Geral
Economia e Negócios
Internacional
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Pacote anti-lobby

Casa Civil proíbe seus
funcionários de ter emprego
privado e dificulta ação de lobistas

Vannildo Mendes

 
Ana Araujo
O ministro Pedro Parente anunciou a portaria que proíbe até almoços

O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, anunciou na semana passada uma ofensiva para tentar barrar a ação de lobistas no Palácio do Planalto. Os funcionários foram proibidos de trabalhar em empresas privadas ou associações de classe fora do horário de expediente. Também está proibida a marcação de audiências com autoridades por meio de intermediários – uma especialidade que rende dinheiro e influência aos lobistas brasilienses, que chegam a cobrar uma taxa de sucesso pelo agendamento desses encontros. As medidas foram editadas depois que se descobriu que Alexandre Paes dos Santos, um dos maiores lobistas de Brasília, tinha em sua folha de pagamento uma secretária lotada num dos pontos estratégicos da estrutura de governo – a própria Casa Civil. A secretária foi afastada, mas o episódio mostrou que os tentáculos do lobista eram bem mais longos do que se imaginava.

Ana Cristina Improise era secretária do secretário executivo da Casa Civil, Silvano Gianni, um funcionário público que, na ausência do ministro Pedro Parente, chega a despachar diretamente com o presidente Fernando Henrique. A secretária tinha dupla jornada de trabalho. De manhã organizava a agenda de Gianni e, à tarde, prestava serviços para a APS, a empresa do lobista. Segundo ela, Gianni sabia disso. A portaria da Casa Civil reúne um conjunto de normas cujo objetivo é evitar contatos que possam mostrar-se constrangedores. Além do fim da dupla jornada de trabalho, ficou estabelecido que os servidores estão proibidos de aceitar convites para almoços, jantares e festas patrocinadas por empresas ou associações de classe. Um dos artigos chega a lembrar que é proibida a divulgação de informações confidenciais do governo. Os ocupantes de cargos de confiança também devem apresentar declaração de renda e não podem aceitar presentes. É, sem dúvida, um golpe na estratégia de grandes lobistas, que gostam de promover reuniões chiques para atrair funcionários que possam ter alguma utilidade para eles, oferecer pequenos serviços e distribuir agrados – tudo, é claro, sem nenhum interesse.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS