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Edição 1 726 - 14 de novembro de 2001
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Gustavo Poloni [e-mail: hipertexto@abril.com.br]

Não foi desta vez


AP

Gates: acordo para tentar acabar com processo


As agruras da Microsoft na Justiça americana começaram há mais de dez anos, quando um grupo de empresas de software acusou um jovem de nome Bill Gates de adotar práticas monopolistas para conquistar mercado. Era o primeiro capítulo de uma novela que ninguém arrisca dizer se está perto de seu último capítulo.

Desde então, os problemas da gigante da informática pioraram nos tribunais. Na metade da década passada, a decisão de amarrar o navegador Explorer ao Windows 95 fez com que 27 Estados americanos e mais empresas movessem uma ação contra a Microsoft. O caso teve idas e vindas (veja quadro abaixo) até que, no início de novembro, Bill Gates propôs um acordo ao Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos.

Pela proposta, os fabricantes de PCs poderão instalar programas de outros fabricantes que não a Microsoft. Além disso, a empresa vai abrir alguns códigos do Windows à concorrência. O DOJ, que representa o governo, aceitou. Caso encerrado? Ainda não. Nove dos dezoito Estados e as companhias rivais resistem. Afirmam que o acordo não garante a competição nem protege o consumidor. E decidiram manter o processo. A polêmica continua e Gates ainda não pode dormir tranqüilo.

 

 
Para navegar
Leia na CNETNews a íntegra da proposta da Microsoft para encerrar o processo antitruste movido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (em inglês)
O site de tecnologia IDG Now! traz uma linha do tempo sobre o caso da Microsoft. Confira
Reportagem da Folha Online mostra que autoridades antitruste encontraram falhas no acordo
A CNET News também preparou um especial sobre o caso Microsoft X governo americano (em inglês)
Reportagem do IDG Now! mostra que a Europa continuará investigando a Microsoft
Nove Estados americanos continuam tocando o processo contra a empresa de Bill Gates. Leia reportagem do The New York Times. Para ler o texto, é preciso fazer um cadastro gratuito no site (em inglês)
Reportagem de VEJA mostra a reação do mercado ao anúncio da sentença do juiz Thomas Penfield Jackson, que sugeriu que a empresa de Gates fosse dividida em duas
Leia reportagem de VEJA on-line sobre a decisão do governo americano de não dividir a Microsoft
VEJA on-line mostra também as origens dos problemas judiciais da gigante de software

 

Se sobrenome ainda conta,
a fusão não sai

HP e Compaq anunciaram em setembro que vão fundir suas estruturas numa só empresa de tecnologia com receita de 87 bilhões de dólares anuais e mais de 145.000 funcionários. Em faturamento, a nova companhia será apenas 3 bilhões de dólares menor que a IBM. Os números resplandecem, mas a proposta não agradou a todos. Na semana passada, membros das famílias Hewlett e Packard anunciaram que são contra a fusão e que a empresa fundada por seus antepassados pode sobreviver sozinha. O argumento é que os clientes serão prejudicados com a demora na integração com a Compaq e que a nova corporação se concentrará em segmentos pouco promissores, como o de PCs. Prova de que o negócio é contra-indicado, segundo os descendentes dos fundadores: as vendas da HP caíram consideravelmente desde o anúncio. Os executivos que comandam a empresa lamentaram a atitude dos Hewlett e dos Packard. Mas, apesar de respeitar a opinião – e os sobrenomes – deles, garantiram que o processo de fusão continua firme e forte.

 
Para navegar
Reportagem de VEJA on-line sobre o anúncio da fusão
Leia matéria de VEJA sobre o anúncio da fusão da HP com a Compaq
A CNETNews registrou o descontentamento da família Packard com a fusão. Leia a reportagem (em inglês)
A família Hewlett também está brava com o negócio. A reportagem é do IDG Now!

 

O portal que nem nasceu e
o outro que morreu

Uma nova lufada de más notícias passou pela internet brasileira nos últimos dias. A Globo.com abortou o lançamento de um megaportal de esporte, previsto para o fim do ano. A empresa gastou os tubos na contratação de equipe e tecnologia para transmitir conteúdo de banda larga. Mas desistiu e mandou cinqüenta profissionais para a rua. Além do momento ruim do futebol brasileiro, os maus resultados até agora obtidos pelo co-irmão Globonews.com fizeram com que a emissora colocasse os dois pés no freio. Outro grupo de internet que está segurando ao máximo as despesas é o UOL. O corte mais recente foi a extinção do portal Zip.Net, uma das marcas do grupo, que voltou a oferecer apenas serviço de e-mail.

 
Para navegar
Leia reportagem do site de notícias Blue Bus sobre as mudanças de planos na Globo.com. Para ler a notícia, digite Globo.com na busca
O site Blue Bus também noticiou as demissões e mudanças no Zip.Net. Para ler a reportagem, digite o nome do provedor na busca

 

Casa de Intel, espeto de IBM

 
Divulgação

Craig Barret, o todo-poderoso presidente da fabricante de processadores Intel, não deve estar nada contente com seus garotos-propagandas. O Blue Man Group, um grupo de artistas pintados de azul dos pés à cabeça para promover os processadores da empresa, foi flagrado usando computadores Apple na montagem de suas apresentações. De Intel, as máquinas da Apple não têm nada. Usam processadores das concorrentes IBM e Motorola.

 
Para navegar
Conheça os rapazes azuis do Blue Man Group (em inglês)
Leia reportagem do site da Apple sobre a trupe (em inglês)
Mais uma da série de reportagens (em inglês)
Outra reportagem sobre os rapazes (em inglês)

 

Diz, que a Gradiente
promete atender

A Gradiente anuncia nos próximos dias o lançamento do MeDiz, um serviço de internet com comando de voz que acessa e-mail, notícias, horóscopo e, em breve, agenda pelo telefone. O novo serviço vai disputar mercado com o Vocall, da Telemar, que parece não ter agradado muito: começou a operar há onze meses com 180.000 usuários e hoje tem apenas 68.000.

 
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Saiba mais sobre os portais de voz em reportagem de VEJA

 

 

Novidades (ou seriam factóides?)
na partida


Antonio Milena


O
s últimos dias de Nizan Guanaes na presidência do iG serão tão barulhentos quanto os primeiros. Até 31 de dezembro, quando deixa o cargo para pilotar a campanha eleitoral de algum presidenciável, o publicitário vai anunciar com estardalhaço as novidades do portal. A principal delas: ele jura que deixa a empresa no azul. O enxugamento no quadro de funcionários (de quase 400 para 180), o repasse da conta do acesso grátis para a Telemar e a cobrança por alguns serviços ajudaram o iG a arrecadar por mês mais que os 2,5 milhões de reais de despesas. Outra promessa é o lançamento de um serviço de acesso pago em 2002. Vendo as coisas pela ótica de Nizan, pode parecer que ele deixará saudade. Mas um importante acionista do iG não pensa assim. Para ele, o publicitário muitas vezes atrapalhou a caminhada da empresa ao criar factóides, como a venda de flores e pizza pela internet. Segundo esse investidor, que conhece muito bem o iG, o ritmo imposto por Nizan ao iG nem sempre foi o mais adequado.

Para navegar
Leia reportagem do Último Segundo sobre o anúncio da saída de Nizan Guanaes do iG

 

 

Salve

Volta ao topo


Divulgação


O mercado de computadores de mão continua agitado. Depois de perder a liderança para a Compaq, a Palm deu o troco. Segundo números do Gartner Group, a empresa voltou ao primeiro posto.

 

 

 

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Confira os resultados da pesquisa realizada pelo Gartner Group sobre o mercado de computadores de mão (em inglês)
Reportagem da Folha Online mostra a recuperação da Palm no mercado de handhelds
Saiba mais sobre os computadores de mão da Palm (em inglês)
Conheça os iPaqs Pockets, handhelds da Compaq

 

Delete

Tudo escancarado


Marlos Bakker


O Passport, serviço de autenticação digital da Microsoft, ficou fora do ar por mais de 48 horas na semana passada. Uma falha na segurança deixou expostos dados confidenciais dos usuários.

 

 

 
Para navegar
Conheça o Passport, serviço de autenticação digital da Microsoft
Reportagem da Info Exame mostra as falhas do Passport, da Microsoft

 

Vitrine

BOM, BONITO E CARO


Divulgação


A Leadership (www.leadership.com.br) está lançando um mouse dos mais simpáticos. Com visual inspirado nos modelos da Apple, o Mouse Cristal não tem botões aparentes. A capa translúcida é cortada apenas por um botão de scroll, usado para subir e descer uma página de internet, e os cliques são feitos pressionando o aparelhinho para baixo. A novidade chega ao país no começo de dezembro e vai custar 135 reais. Ou seja: só falta mesmo baixar o preço.

 

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Conheça os produtos da Leadership
Na loja virtual da Leadership será feita uma pré-venda do Mouse Cristal a partir da segunda quinzena de novembro

 

ELE JÁ TEM TRÊS DÉCADAS

Divulgação/Input


O mouse surgiu há 33 anos na Universidade Stanford. Os precursores eram grandes, pesados e registravam apenas movimentos verticais e horizontais. Muita coisa mudou desde então. As rodinhas deram lugar a uma pequena bola de borracha que movimenta sensores. Recentemente, surgiu a leitura óptica. Ao mesmo tempo, o mouse ganhou design moderno e anatômico e ficou menor. Passou de utilitário a objeto de decoração – e de desejo – dos usuários de PC.



 
 
   
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