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Gustavo Poloni [e-mail: hipertexto@abril.com.br] Não foi desta vez
Desde então, os problemas da gigante da informática pioraram nos tribunais. Na metade da década passada, a decisão de amarrar o navegador Explorer ao Windows 95 fez com que 27 Estados americanos e mais empresas movessem uma ação contra a Microsoft. O caso teve idas e vindas (veja quadro abaixo) até que, no início de novembro, Bill Gates propôs um acordo ao Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos. Pela proposta, os fabricantes de PCs poderão instalar programas de outros fabricantes que não a Microsoft. Além disso, a empresa vai abrir alguns códigos do Windows à concorrência. O DOJ, que representa o governo, aceitou. Caso encerrado? Ainda não. Nove dos dezoito Estados e as companhias rivais resistem. Afirmam que o acordo não garante a competição nem protege o consumidor. E decidiram manter o processo. A polêmica continua e Gates ainda não pode dormir tranqüilo.
Se sobrenome
ainda conta,
HP e Compaq anunciaram em setembro que vão fundir suas estruturas numa só empresa de tecnologia com receita de 87 bilhões de dólares anuais e mais de 145.000 funcionários. Em faturamento, a nova companhia será apenas 3 bilhões de dólares menor que a IBM. Os números resplandecem, mas a proposta não agradou a todos. Na semana passada, membros das famílias Hewlett e Packard anunciaram que são contra a fusão e que a empresa fundada por seus antepassados pode sobreviver sozinha. O argumento é que os clientes serão prejudicados com a demora na integração com a Compaq e que a nova corporação se concentrará em segmentos pouco promissores, como o de PCs. Prova de que o negócio é contra-indicado, segundo os descendentes dos fundadores: as vendas da HP caíram consideravelmente desde o anúncio. Os executivos que comandam a empresa lamentaram a atitude dos Hewlett e dos Packard. Mas, apesar de respeitar a opinião e os sobrenomes deles, garantiram que o processo de fusão continua firme e forte.
O portal
que nem nasceu e Uma nova lufada de más notícias passou pela internet brasileira nos últimos dias. A Globo.com abortou o lançamento de um megaportal de esporte, previsto para o fim do ano. A empresa gastou os tubos na contratação de equipe e tecnologia para transmitir conteúdo de banda larga. Mas desistiu e mandou cinqüenta profissionais para a rua. Além do momento ruim do futebol brasileiro, os maus resultados até agora obtidos pelo co-irmão Globonews.com fizeram com que a emissora colocasse os dois pés no freio. Outro grupo de internet que está segurando ao máximo as despesas é o UOL. O corte mais recente foi a extinção do portal Zip.Net, uma das marcas do grupo, que voltou a oferecer apenas serviço de e-mail.
Casa de Intel, espeto de IBM
Craig Barret, o todo-poderoso presidente da fabricante de processadores Intel, não deve estar nada contente com seus garotos-propagandas. O Blue Man Group, um grupo de artistas pintados de azul dos pés à cabeça para promover os processadores da empresa, foi flagrado usando computadores Apple na montagem de suas apresentações. De Intel, as máquinas da Apple não têm nada. Usam processadores das concorrentes IBM e Motorola.
Diz, que
a Gradiente A Gradiente anuncia nos próximos dias o lançamento do MeDiz, um serviço de internet com comando de voz que acessa e-mail, notícias, horóscopo e, em breve, agenda pelo telefone. O novo serviço vai disputar mercado com o Vocall, da Telemar, que parece não ter agradado muito: começou a operar há onze meses com 180.000 usuários e hoje tem apenas 68.000.
Novidades
(ou seriam factóides?)
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