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Edição 1 726 - 14 de novembro de 2001
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Cassado: pelo Tribunal Superior Eleitoral o mandato do governador do Piauí, Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa (PMDB), por abuso de poder econômico na campanha para a reeleição, em 1998. O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí acatou o recurso dos advogados de Mão Santa e cancelou a posse do senador Hugo Napoleão (PFL), segundo colocado na disputa, marcada inicialmente para a manhã de sexta-feira. O presidente da Assembléia Legislativa, Kléber Eulálio (PMDB), assumiu interinamente o governo, enquanto o TRE decide se haverá outra eleição ou se Napoleão assume o cargo. Dia 6, em Brasília.

Anunciada: a demissão de 3.000 funcionários da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo. Entre os motivos, a empresa alega que houve recusa dos trabalhadores em aceitar uma proposta de tornar a jornada de trabalho mais flexível, diante das dificuldades econômicas. Na última sexta-feira, a empresa admitiu rever parte das demissões e negociar com o sindicato. Dia 8, em São Paulo.

Morreram: o boxeador paulista Ralph Zumbano, campeão brasileiro de pesos leves nos anos 50 e primeiro brasileiro a participar de uma competição olímpica, em 1948, em Londres. Era tio do pugilista Éder Jofre e um descobridor de talentos, como Adilson Rodrigues, o Maguila, lançado por ele. Dia 8, aos 76 anos, em decorrência de complicações de diabetes, em São Paulo.

o historiador austríaco Ernst Gombrich, autor de A História da Arte, obra publicada em 1950 que vendeu mais de 6 milhões de exemplares, traduzida em 23 línguas. Dia 3, aos 92 anos, de causas não divulgadas, em Londres.

Condecorados: com a Ordem de Rio Branco, o editor Jorge Fontevecchia, fundador da revista Caras. Outorgada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, a comenda foi entregue pelo embaixador do Brasil na Argentina, Sebastião do Rego Barros, recém-indicado para presidir a Agência Nacional do Petróleo. Na cerimônia, estava presente o ministro Domingo Cavallo. Dia 5, em Buenos Aires.


Dida Sampaio/AE
O sambista Jamelão ginga no Planalto: condecorado por FHC


com a Ordem do Mérito Cultural, o puxador de samba Jamelão, recebido no Palácio do Planalto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O prêmio foi dado também a quatro escolas de samba do Rio, além de personalidades culturais, como Dona Zica da Mangueira e Paulinho da Viola. Dia 7, em Brasília.

Anunciado: acordo entre a Microsoft, de Bill Gates, e o governo dos Estados Unidos, encerrando um processo de três anos em que a empresa é acusada de exercer monopólio. O acordo prevê restrições por cinco anos à Microsoft. Dia 2, em Washington.

Divulgada: a internação do ex-beatle George Harrison, 58 anos, para um tratamento experimental no Hospital Universitário Staten Island (EUA). Ele teria usado nome fictício, a fim de se registrar e fazer tratamento intensivo de radioterapia contra câncer no pulmão e no cérebro. Dia 7, em Nova York.

Acatada: denúncia de abuso sexual, pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), contra o ex-presidente da Nicarágua Daniel Ortega. Ele é acusado de violentar a enteada Zoilamérica Narvaéz, hoje com 33 anos, quando a socióloga tinha apenas 11 anos. Dia 9, em Manágua.

Retomados: pelas companhias aéreas Air France e British Airways os vôos comerciais do supersônico Concorde, após quinze meses de interrupção por causa de um acidente que matou 113 pessoas. O roqueiro Sting foi um dos convidados e embarcou em Londres, com destino a Nova York. Dia 7, na França.

Internado: o prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro (PT-MG), depois de sofrer uma vertigem em sua residência. No Hospital Mater Dei, os médicos constataram isquemia cerebral e fizeram uma operação para diminuir a pressão na região. Ele é cotado como candidato ao governo de Minas Gerais. Célio havia sido internado em fevereiro para tratar de uma pancreatite e, em abril, devido a uma pneumonia. Até a noite de sexta-feira, continuava em estado grave, em coma induzido. Dia 8, em Belo Horizonte.

 

CASÓRIO NO XILINDRÓ

Está de casamento marcado para o próximo ano o maior terrorista preso em todos os tempos, o venezuelano Illich Ramírez Sánchez, 52 anos, conhecido como Carlos, o Chacal, responsável por seqüestros, explosões e assassinatos de expressão. Será com sua própria advogada, 48 anos, a francesa Isabelle Coutant-Peyre, que o visita três vezes por semana na prisão de segurança máxima de La Santé, sudoeste de Paris, onde cumpre prisão perpétua. Nessas ocasiões, segundo Isabelle, eles gostam de fumar charutos cubanos e falar sobre revolução. "Ele é um homem muito caloroso", suspira a advogada, cujo romance anunciado provoca polêmica na França, já que seus colegas querem cassar sua licença profissional. Pelo visto, um amor bandido de altíssima voltagem.

 

INDULTO NO HORIZONTE

AP
Kesey: ícone da contracultura e sucesso no cinema

Condenado a dezenove anos de prisão pelo assassinato da atriz global Daniella Perez, ocorrido em 1992, o ex-ator Guilherme de Pádua está perto de conseguir indulto, medida judicial que na prática vai liberá-lo de cumprir a pena até o fim. O Conselho Penitenciário de Minas Gerais decidiu, na última quarta-feira, por 8 votos a 2, recomendar a concessão do benefício ao Poder Judiciário no Estado, que decide o assunto ainda neste mês. O pedido de seu advogado baseia-se em um decreto presidencial de 1999, que oferece indulto a presos com pena superior a seis anos, não reincidentes, com um terço da sentença cumprida e que tenham filhos menores de 12 anos. Guilherme se enquadra nesses requisitos e tem um filho com Paula Thomaz, também condenada pelo assassinato de Daniella. Há dois anos, o ex-ator vive em Belo Horizonte, beneficiado pelo livramento condicional, e se prepara para fazer vestibular para computação. "Ele é um covarde, muito perigoso e não pode ficar solto", reagiu, indignado, o ex-marido de Daniella e também ator, Raul Gazolla, em programa de televisão na sexta-feira, sentimento compartilhado por Glória Perez, mãe da vítima e autora de novelas.



 
 
   
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