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• Justiça: Bolsa guerrilha: indenização milionáriaImagem da SemanaVivinho da silvaComandante talibã ressurge e simboliza outra má notícia
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Nasser Meshud/AFP![]() |
Numa demonstração cabal de que as notícias sobre sua morte foram grandemente exageradas, Hakimullah Mehsud reapareceu na semana passada. Ele é o chefe atual dos talibãs do Paquistão, aliado dos vizinhos afegãos na região do mundo informalmente chamada de infernistão. Era dado como morto, mas posou todo sorridente, de mãos dadas com um amigo. Embora seja apenas um chefete tribal, sem reputação firmada fora a previsível crueldade, Mehsud encarnou mais uma má notícia para o presidente Barack Obama. Mergulhado em dúvidas, Obama tem de resolver o que fazer no Afeganistão e adjacências, onde os Estados Unidos combatem há oito anos o foco de fundamentalismo que originou o 11 de Setembro. Durante a campanha, o presidente prometeu sair fora do Iraque e se concentrar na outra e, segundo suas palavras, necessária guerra. A realidade, como sempre, é mais complicada. Obama se estranhou com o atual comandante in loco, general Stanley McChrystal, por ter dito em público que a coisa vai piorar no Afeganistão se os Estados Unidos não enviarem um reforço de 40.000 militares. O outro general capaz de fazer e acontecer, David Petraeus, responsável pela estabilização no Iraque, está em tratamento de câncer de próstata. A reeleição do presidente afegão Hamid Karzai depende da recontagem da fraudadíssima votação; a situação no Paquistão continua a desgraça habitual. Robert Gates, secretário da Defesa, achou necessário dizer que não existe hipótese de uma solução à la Vietnã declarar vitória e cair fora. Imediatamente, todo mundo cogitou o oposto. Será que o impensável pode acontecer? E que um certo prêmio na prateleira de Obama vai pesar na decisão?