VEJA Recomenda
EXPOSIÇÃO
VIVA VILLA! (a partir de segunda-feira, 12 de outubro,
no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro)
Homenagem aos cinquenta anos da morte de Heitor Villa-Lobos,
a exposição apresenta o maestro em suas diferentes facetas: o
compositor que concebeu uma linguagem musical com acento brasileiro, fez canções
infantis, criou o bloco de carnaval Sôdade do Cordão e ajudou a introduzir o canto orfeônico
no currículo das escolas brasileiras durante a ditadura de Getúlio
Vargas. Serão exibidos objetos pessoais, fotos, manuscritos e partituras
que vieram do Museu Villa-Lobos e de instituições estrangeiras
como a Biblioteca do Congresso Americano e a Biblioteca Nacional da França,
país onde o compositor viveu nos anos 20. A maior atração
é a réplica em tamanho real de um trem com cinco vagões,
alusão à obra Trenzinho Caipira. Ao percorrê-la,
o espectador vê, através das janelas, cenas de concertos, imagens
domésticas da família de Villa-Lobos e cenários que inspiraram
sua obra, como o sertão e a Amazônia. |
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Acervo Museu Villa-Lobos

EXPOSIÇÃO
Villa-Lobos: a vida apresentada
em vagões de trem |
LIVROS
FEITIÇO DE AMOR E OUTROS CONTOS, de Ludwig Tieck
(tradução
de Maria Aparecida Barbosa e Karin Volobuef; Hedra; 224 páginas; 22 reais)
Expoente da primeira geração do movimento
romântico na Alemanha, Ludwig Tieck (1773-1853) era um admirador dos contos
folclóricos de seu país e das peças mais fantasiosas de
William Shakespeare como A Tempestade, que ele traduziu para o
alemão. Os seis contos desta coletânea atestam esse gosto pela
narrativa mais extravagante: são histórias de terror, eivadas
de detalhes lúgubres e até sórdidos incesto, assassinato
, mas que ainda assim conservam o encantamento luminoso dos contos de
fadas. O Loiro Eckbert, que abre o livro, é um bom exemplo: começa
com uma situação típica das histórias infantis
a menina abandonada tentando se achar em um bosque e vai progredindo
por uma série de crimes gratuitos, até a revelação
monstruosa do final.
CENAS DA VIDA NA ALDEIA, de Amós Oz
(tradução
de Paulo Geiger; Companhia das Letras; 184 páginas; 38 reais)
Na juventude, o escritor israelense Amós Oz viveu
em um kibutz uma fazenda coletiva. Hoje, ele mora em Arad, pequena cidade
do Deserto de Negev. A experiência da vida em localidades pequenas e isoladas
transparece nesta coletânea sete dos oito contos têm lugar
em uma aldeia fictícia, Tel Ilan. Não é uma visão
compassiva: são contos muitas vezes amargos, com personagens que buscam
a aldeia não pela suposta vida simples do interior, mas para se refugiar
de vilezas e mesquinharias do passado. Um dos maiores escritores de seu país,
Oz, de 70 anos, é conhecido como uma personalidade atuante e uma
voz moderada no conturbado cenário político de Israel.
Mas se irrita com os críticos que tentam ler alegorias políticas
em seus contos: "A ação do livro transcorre em Israel, mas
ele não trata da condição israelense, e sim da condição humana", disse em entrevista ao jornal Haaretz.
DISCO
ALL IN ONE, Bebel Gilberto (Verve)
DVDs
I LOVE LUCY A PRIMEIRA TEMPORADA
(Estados Unidos, 1951.
Paramount)
Durante seis anos, entre 1951 e 1957, a ruiva Lucille
Ball conjugou várias revoluções em um mesmo programa de
TV invadiu o clube masculino da comédia americana, pôs abaixo
o conto da carochinha da mulher em estado beatífico com o casamento (o
seu próprio, com o marido em cena e na vida civil, Desi Arnaz, era uma
bagunça) e, o mais interessante, destilou a fórmula seguida até
hoje pelas sitcoms, as comédias de situação. Os 35 episódios
da temporada inaugural de I Love Lucy, assim, não carecem de interesse histórico
e antropológico. Mas, exceto o piloto da série, um rascunho sem
muito rumo, merecem ser vistos por uma razão bem mais elementar: Lucille
era uma comediante de imenso talento e capaz de resistir ao mais duro dos testes
cinco décadas de mudanças sociais que poderiam ter desatualizado
completamente seu humor, mas mal chegam a arranhá-lo. |
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Divulgação

DVD
I Love Lucy: a avó de todas
as séries cômicas americanas |
SHORT CUTS CENAS DA VIDA (Short Cuts, Estados Unidos, 1993.
Lume)
Divulgação
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DVD
Short Cuts: a tragédia dos
pequenos
acontecimentos |
Depois de uma longa fase em que parecia ter perdido a
capacidade de se comunicar com o público e também com a crítica,
o diretor Robert Altman (1925-2006) reencontrou seu prumo e renasceu artisticamente
primeiro com O Jogador, de 1992, e de forma gloriosa com Short
Cuts, no ano seguinte. Ao adaptar contos do escritor Raymond Carver, um
dos ícones do minimalismo literário americano, Altman arma uma
rede de pequenas histórias, vividas por diferentes personagens, que não
se cruzam propriamente, e sim apenas se tocam. Tudo muito simples, mas devastador
na sua concepção dos acontecimentos que, inofensivos para uns,
ressoam de forma trágica para outros. É emblemático o enredo
do padeiro que atormenta uma freguesa que não foi buscar um bolo de aniversário,
sem saber que o dono da festa acabou de morrer.
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[A|B#] - A] posição do livro na semana anterior
B] há
quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não consecutivas
Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense;
Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau:
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Saraiva, Siciliano; Campinas: Cultura, Fnac, Laselva, Siciliano; Campo Grande:
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Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel,
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