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Home  »  Revistas  »  Edição 2134 / 14 de outubro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Tensão em Honduras - 200
Olimpíada de 2016 (capa) - 101
Yoani Sánchez (Entrevista) - 30
Vazamento no Enem - 12
Fichas-sujas - 10

 

Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro

"Conquistada a tão esperada oportunidade de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, tem início um novo desafio: provar ao mundo que somos capazes de promover um espetáculo à altura da beleza do nosso país e da simpatia do nosso povo."
Hugo L. Coelho
Recife, PE

Vitória do Brasil
Josep Chias, coordenador de marketing dos Jogos de Barcelona: "Não foi uma vitória só do Rio. Trata-se de uma reverência ao Brasil, pelo lugar de destaque que ele ocupa hoje no mundo"

Paulo Mumia/Ag. Gingafotos



O encarte especial "Rio 2016" (7 de outubro) foi um trabalho brilhante de jornalismo. Bem ilustradas, bem documentadas, bem dimensionadas, as reportagens fogem do ufanismo tão presente nessas horas. Acima de tudo informativo, o texto é o mais completo e correto em meio a tantas reportagens sobre o tema nos últimos dias. Em tempo: a ilustração da capa também tem rara beleza.
Osny Martins
Joinville, SC

É hora de arregaçar as mangas e deixar de ser o eterno país do futuro. O Brasil, e não apenas o Rio, tem a grande chance de mostrar ao mundo que já é um país de respeito e não pode deixar mais este bonde passar. Nosso país tem a chance única de sediar e organizar os dois maiores eventos esportivos do mundo num prazo relativamente curto. Jamais um país teve ou terá tanta visibilidade durante tanto tempo. Serão seis anos de holofotes por toda a mídia mundial, mostrando tudo de que o Brasil e os brasileiros são capazes. Vamos parar de romancear a malandragem e o jeitinho brasileiro. Eles não têm mais espaço neste mundo.
Renzo Grosso
São Paulo, SP

O Rio e o Brasil têm essa missão de alta responsabilidade de representar a América Latina nos Jogos Olímpicos de 2016. Mas, para tal, são necessárias medidas extremas e atenção total na distribuição da megaverba destinada às despesas do evento. Os atletas e o povo agradecem.
Antonio Kämpffe
Rio de Janeiro, RJ

Escolhido o Rio como sede da Olimpíada de 2016, espero que o Cristo Redentor inspire os que vão administrar financeiramente o evento e que, no final, o Rio e o Brasil possam bater todos os recordes de ética e moral, ganhando as medalhas de bom uso do dinheiro público.
Walter Lemos Filho
Florianópolis, SC

Espero sinceramente que o Rio de Janeiro saia do pódio da impunidade, no qual vigoram as vergonhosas medalhas de ouro em violência, desemprego e corrupção, para uma nova fase, de crescimento e desenvolvimento. O Rio, painel do Brasil no exterior, sinônimo de Carnaval e mulheres, terá a chance de mostrar que nós, brasileiros, somos muito mais que mulheres seminuas, futebol e cerveja.
Fernanda Isquierdo
São Caetano do Sul, SP

A escolha do Rio, do Brasil, para sede dos Jogos Olímpicos de 2016 vai muito além do horizonte esportivo. As demandas da infraestrutura necessária serão fatores importantes para sustentar um novo tempo de crescimento, de desenvolvimento. Chegou a hora de a engenharia brasileira mais uma vez mostrar o seu valor. A engenharia é a força indutora do desenvolvimento e o ímã do progresso. As obras e os projetos necessários para a Olimpíada, aliados aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, movimentarão e aquecerão a economia do nosso país. Vamos avançar, Brasil. Recessão nunca mais.
Paulo Cesar Bastos
Salvador, BA

Vamos lá, minha gente! Preparem os tamborins! Lá vêm nossas mulatas carregando o andor do Cristo Redentor e se desviando das balas perdidas e do mosquito da dengue.
Pedro Galuchi
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Dois brasileiros que não ficaram felizes com a escolha do Rio para ser a sede da Olimpíada de 2016: eu e o Diogo Mainardi ("O nosso futuro", 7 de outubro). Acho a pior coisa ver o Lula feliz; fico olhando para aquele monte de gente que não faz nada a não ser chupar o nosso sangue e imagino a fortuna que será desviada com as obras para a Olimpíada.
Fernando Carlos Cruz
Indaiatuba, SP

 

BCMF Arquitetos

Na reportagem "O salto do Rio" (7 de outubro), do encarte especial referente à escolha do Rio de Janeiro para sede da Olimpíada de 2016, foram divulgadas, nas páginas 26 e 27 (Praia de Copacabana), páginas 30 e 31 (Aterro do Flamengo e Marina da Glória) e página 34 (Lagoa Rodrigo de Freitas), imagens creditadas equivocadamente a Lumo Arquitetos. Na verdade, elas foram produzidas pela BCMF Arquitetos, em parceria com a Casa Digital (assim como a imagem do Parque Olímpico da Barra, na página 36). As imagens e os créditos estão disponíveis para consulta no site oficial do Comitê Olímpico Brasileiro. Nesta oportunidade, cumprimentamos VEJA por mais uma excelente reportagem.
Bruno Campos e Marcelo Fontes
Diretores da BCMF Arquitetos
Belo Horizonte, MG

 

Honduras

Até quando o nosso "hóspede" na embaixada brasileira em Honduras permanecerá lá, em meio a toda essa confusão política instalada no país ("No cafofo do Zelaya", 7 de outubro)? Se Manuel Zelaya ainda não percebeu que não há mais nada a fazer, que não fique criando tumulto na embaixada brasileira, envolvendo um país que não tem nada a ver com tal situação. Acho que essa sua atitude, além de não levar a lugar nenhum, o complicará ainda mais nessa história toda.
Ada Vidal
Curitiba, PR

Muito esclarecedora a entrevista com o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti ("Zelaya é um boneco de Chávez", 7 de outubro). Agora realmente dá para entender os interesses que estiveram presentes na burlesca volta de Manuel Zelaya ao país, no qual foi apeado do poder por ter descumprido a Constituição Federal. Parabéns a VEJA pela reportagem.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

Ao fazer uma análise desapaixonada das pretensões do ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya, conclui-se que ele é o único golpista, uma vez que feriu preceito constitucional de seu país. A Corte Suprema, amparada no princípio da legalidade, agiu com rigor e tratou de afastá-lo, determinando que as Forças Armadas cumprissem seu dever no afã de proteger a Carta Magna. Os que dão guarida ao golpista comungam o pensamento neocomunista que já vigora em Cuba, Venezuela, Bolívia e outros, bem como são adeptos do avanço perigoso de um programa socializante na América Latina.
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

A entrevista com o senhor Roberto Micheletti deixa evidente que o que se tentou perpetrar em Honduras foi mesmo um golpe de estado. É a tal história, como se não bastassem os últimos avanços nessa área em diferentes países mais próximos à América do Sul. Parece que fatos ocorridos no Brasil, na Argentina ou no Chile nas últimas décadas não serviram de exemplo mesmo.
Marco Valois
Recife, PE

Pertenço à relativamente pequena, mas qualificada, comunidade brasileira em Honduras. Vejo de muito perto o que está acontecendo em Tegucigalpa. Acabo de passar próximo da nossa embaixada. Conheço pessoas que trabalham lá e posso afirmar: o que Lula e Amorim disseram no Conselho de Segurança da ONU, sobre ataques à embaixada, absolutamente não procede. Quem vê o noticiário nos jornais ou na TV é levado a crer que há risco iminente contra a integridade física e patrimonial. Nossos guias estão fazendo o jogo que lhes interessa. Honduras é um mau exemplo para todos os continuístas. Queiram ou não os zelaystas, o governo provisório hondurenho cumpre, fielmente, a Convenção de Viena.
Victor M. de Moraes
Tegucigalpa, Honduras

 

Yoani Sánchez

Ainda estou chocada com as revelações da cubana Yoani Sánchez (Amarelas, 7 de outubro) sobre o cotidiano das pessoas que moram em Cuba sem esperança de dias melhores. O Brasil, com toda a bandidagem e a corrupção que envolve vários segmentos, ainda é o melhor lugar do mundo para viver e exercer uma profissão digna. Agradeço de coração o convite para conhecer aquele país, mas não há necessidade, pois a senhora já disse o suficiente para eu esquecer que um dia admirei a vossa excelência Fidel Castro. Estou decepcionada.
Ana Maria Félix
Caicó, RN

Para quem teve a chance de conhecer de perto a vida dos cubanos – estive lá por longos períodos, em seis ocasiões –, as palavras da cubana Yoani Sánchez são mais do que verdadeiras. São dolorosamente reais. Retratam, sem retoques, a vida de um povo mais do que sofrido: povo desesperançado, sem expectativas, apático e temeroso, que convive com as três mentiras, entre tantas outras que lhe são impostas. Alfabetização computada estatisticamente quando a criança ou o adulto é capaz de rascunhar uma carta de exaltação à Revolução. A apregoada longevidade desperta compaixão. Os velhos estão sempre nas ruas ou na sacada dos prédios ou sentados na entrada das casas. Os primeiros vendem de tudo para sobreviver: guloseimas, jornais, bijuterias, cigarros, flores, cafezinho fraco e requentado. Os que estão na sacada, por suas condições físicas, não descem as numerosas escadas e permanecem a olhar a vida que se vai. Às vezes, seu ponto de contato com o mundo é o jaba, saco que fazem descer por uma corda para receber ou enviar coisas variadas. Os que ficam na entrada dos prédios também negociam o que podem. A medicina de qualidade não sobrevive. Teoricamente, há excelente formação médica. Na prática, resta a indagação: como estão sendo formados os médicos da geração atual, se os equipamentos estão rotos e, o que é mais grave, não há medicamentos?
Maria das Graças Targino
Teresina, PI

Triste, comovente e acima de tudo realista a entrevista da cubana Yoani Sánchez. Ela fala de uma situação que no fundo sabemos que existe, mas muitas vezes não queremos enxergar. Seu depoimento pode ser comparado a um suplício, um grito de liberdade e pedido de atenção para aquele povo sofrido e necessitado. Quanto ao relato sobre as internações hospitalares, é impossível imaginar tal situação em um país onde a beleza natural é pregada e mostrada para todo o mundo. Ali não pode existir prazer ou algo parecido. Parabéns pela entrevista.
Samuel do Valle
Divinópolis, MG

 

Fraude no Enem

O vazamento da prova do Enem e o consequente adiamento do exame foram um desastre de proporções que ainda estão sendo avaliadas ("Em busca da prova segura", 7 de outubro). A probabilidade de que acontecesse, no entanto, era muito alta, diante da pressa com que foi planejado o aproveitamento do exame como forma de ingresso em cursos de instituições federais de ensino superior. Justificando a pressa, ouvimos reiteradas declarações de autoridades do MEC sobre a competência e experiência do Inep na preparação e aplicação das versões anteriores do Enem. Houve, no meu entender, um excesso de confiança do MEC nessa experiência anterior, sem o devido cuidado com o fato de que o Enem, em seu formato anterior, não implicava competição entre os que se submetiam ao exame. Para a nova versão, foi adicionado o ingrediente explosivo da competição por vagas em cursos de universidades federais. Quem milita na organização e aplicação de vestibulares conhece bem o cuidado extremo que se deve tomar com medidas de segurança, em vista da audácia e inventividade de interessados em fraudar os exames, principalmente na competição por vagas em cursos de alta demanda.
Harley Paiva Martins
Professor
João Pessoa, PB

 

Nó no estômago

Cumprimento VEJA pela atenção e espaço que tem dado a informações sobre a obesidade. Inclusive descrevendo doenças associadas e os tratamentos desse importante problema de saúde pública. Na reportagem "Nó no estômago" (30 de setembro), foi citada uma pesquisa realizada na Universidade Federal do Espírito Santo e transformada em tese de doutorado, defendida no programa de pós-graduação em cirurgia e experimentação da Universidade Federal de São Paulo, de minha autoria. Na tese, ressaltamos que a operação gastrectomia vertical é recomendada como um bom plano B, em situações nas quais a operação mais comumente realizada é contraindicada de forma absoluta ou relativa (como descrito na reportagem em questão). Entretanto, a última frase da matéria – "mas tudo indica que a longo prazo ela vai assumir o primeiro lugar de cirurgia bariátrica" – não reflete a opinião do grupo em que trabalho.
Gustavo Peixoto Soares Miguel
Professor doutor do Departamento de Clínica Cirúrgica da Universidade Federal do Espírito Santo
Por e-mail

 

Partido Verde

Após minha saída do PPS, fui convidado a ingressar em diversos partidos, mas escolhi o Partido Progressista (PP), no qual pretendo dar sequência a minha vitoriosa carreira política, vencedora em todas as eleições. Não flertei, não sondei nem mostrei interesse em ingressar no PV, nem o faria após a entrada no partido da ex-ministra Marina Silva, que nada fez por Rondônia, nem sequer visitou o estado quando ministra, mesmo tendo suas origens no vizinho Acre ("Sinal vermelho no PV", 30 de setembro).
Ivo Cassol
Governador do estado de Rondônia
Porto Velho, RO

 

Genética e progresso

A ideia de atribuir o progresso econômico de uma nação à genética de seu povo é perigosa e, a meu ver, sem fundamento algum ("Um gene capitalista?", 7 de outubro). O darwinismo social é um conceito antigo, que inclusive justificou o movimento imperialista europeu e as duas guerras mundiais. Hoje, no entanto, não passa de uma corrente ultrapassada, visto que a tendência da globalização é que as nações sejam cada vez mais multiculturais.
Lourenço Galvão Diniz Faria
Uberlândia, MG

 

Roman Polanski

Ser um artista fenomenal ou ter um passado difícil não é suficiente para eximir Roman Polanski de seu crime horrível. Ele estuprou uma criança. É simples assim. Não consigo imaginar como uma vítima de abuso sexual que não teve a oportunidade de ver seu algoz pagar pelo crime pode se sentir completamente em paz ("A conta chegou", 7 de outubro).
Emilia Wolfrum
Uberlândia, MG

Fiquei extremamente decepcionada ao saber que algumas celebridades do cinema fizeram uma petição para a libertação de Roman Polanski. Os valores hoje em dia devem estar muito distorcidos, pois o fato de ele ser um diretor de cinema brilhante não deveria isentá-lo de punição por abusar sexualmente de uma menina de 13 anos. Desde quando o fato de ser profissionalmente bem-sucedido pode minimizar o estrago de um crime como esse? Será que se Penélope Cruz tivesse passado por um trauma desses, ou isso tivesse acontecido com algum familiar seu, ela conseguiria ser compreensiva com o agressor? Crimes como o abuso sexual, principalmente contra crianças, nunca devem ser esquecidos. Isso é tão sério quanto o assassinato, pois muda a vida de uma pessoa para sempre.
Maria Luisa Bottai
São Paulo, SP

 

Os fichas-sujas

Descomunais os dados mostrados pela reportagem "A reação dos fichas-sujas" (7 de outubro). Tolos os que nada sabem sobre eles. Mais ainda os que, na sua ignorância, votarão nessas pessoas, que se aproveitam das classes menos letradas. O que mudou nas eleições desde que foram instituídas no Brasil? Parabéns ao jornalista Otávio Cabral pela reportagem! Vamos fazer com que seja mais amplamente divulgada.
Vitória Denck
Curitiba, PR

 
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