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Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro"Conquistada a tão esperada oportunidade
de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, tem início um novo desafio:
provar ao mundo que somos capazes de promover um espetáculo à altura
da beleza do nosso país e da simpatia do nosso povo."
O encarte especial
"Rio 2016" (7 de outubro) foi um trabalho brilhante de jornalismo. Bem
ilustradas, bem documentadas, bem dimensionadas, as reportagens fogem do ufanismo
tão presente nessas horas. Acima de tudo informativo, o texto é
o mais completo e correto em meio a tantas reportagens sobre o tema nos últimos
dias. Em tempo: a ilustração da capa também tem rara beleza. É hora de arregaçar
as mangas e deixar de ser o eterno país do futuro. O Brasil, e não
apenas o Rio, tem a grande chance de mostrar ao mundo que já é um
país de respeito e não pode deixar mais este bonde passar. Nosso
país tem a chance única de sediar e organizar os dois maiores eventos
esportivos do mundo num prazo relativamente curto. Jamais um país teve
ou terá tanta visibilidade durante tanto tempo. Serão seis anos
de holofotes por toda a mídia mundial, mostrando tudo de que o Brasil e
os brasileiros são capazes. Vamos parar de romancear a malandragem e o
jeitinho brasileiro. Eles não têm mais espaço neste mundo. O Rio e o Brasil têm essa missão
de alta responsabilidade de representar a América Latina nos Jogos Olímpicos
de 2016. Mas, para tal, são necessárias medidas extremas e atenção
total na distribuição da megaverba destinada às despesas
do evento. Os atletas e o povo agradecem. Escolhido o Rio como sede da Olimpíada de
2016, espero que o Cristo Redentor inspire os que vão administrar financeiramente
o evento e que, no final, o Rio e o Brasil possam bater todos os recordes de ética
e moral, ganhando as medalhas de bom uso do dinheiro público. Espero sinceramente
que o Rio de Janeiro saia do pódio da impunidade, no qual vigoram as vergonhosas
medalhas de ouro em violência, desemprego e corrupção, para
uma nova fase, de crescimento e desenvolvimento. O Rio, painel do Brasil no exterior,
sinônimo de Carnaval e mulheres, terá a chance de mostrar que nós,
brasileiros, somos muito mais que mulheres seminuas, futebol e cerveja. A escolha do Rio, do Brasil,
para sede dos Jogos Olímpicos de 2016 vai muito além do horizonte
esportivo. As demandas da infraestrutura necessária serão fatores
importantes para sustentar um novo tempo de crescimento, de desenvolvimento. Chegou
a hora de a engenharia brasileira mais uma vez mostrar o seu valor. A engenharia
é a força indutora do desenvolvimento e o ímã do progresso.
As obras e os projetos necessários para a Olimpíada, aliados aos
preparativos para a Copa do Mundo de 2014, movimentarão e aquecerão
a economia do nosso país. Vamos avançar, Brasil. Recessão
nunca mais. Vamos lá,
minha gente! Preparem os tamborins! Lá vêm nossas mulatas carregando
o andor do Cristo Redentor e se desviando das balas perdidas e do mosquito da
dengue.
Diogo MainardiDois brasileiros que não ficaram felizes com a escolha do
Rio para ser a sede da Olimpíada de 2016: eu e o Diogo Mainardi ("O
nosso futuro", 7 de outubro). Acho a pior coisa ver o Lula feliz; fico olhando
para aquele monte de gente que não faz nada a não ser chupar o nosso
sangue e imagino a fortuna que será desviada com as obras para a Olimpíada.
BCMF ArquitetosNa reportagem "O salto do Rio" (7 de outubro), do encarte especial
referente à escolha do Rio de Janeiro para sede da Olimpíada de
2016, foram divulgadas, nas páginas 26 e 27 (Praia de Copacabana), páginas
30 e 31 (Aterro do Flamengo e Marina da Glória) e página 34 (Lagoa
Rodrigo de Freitas), imagens creditadas equivocadamente a Lumo Arquitetos. Na
verdade, elas foram produzidas pela BCMF Arquitetos, em parceria com a Casa Digital
(assim como a imagem do Parque Olímpico da Barra, na página 36).
As imagens e os créditos estão disponíveis para consulta
no site oficial do Comitê Olímpico Brasileiro. Nesta oportunidade,
cumprimentamos VEJA por mais uma excelente reportagem.
HondurasAté
quando o nosso "hóspede" na embaixada brasileira em Honduras
permanecerá lá, em meio a toda essa confusão política
instalada no país ("No cafofo do Zelaya", 7 de outubro)? Se Manuel
Zelaya ainda não percebeu que não há mais nada a fazer, que
não fique criando tumulto na embaixada brasileira, envolvendo um país
que não tem nada a ver com tal situação. Acho que essa sua
atitude, além de não levar a lugar nenhum, o complicará ainda
mais nessa história toda. Muito
esclarecedora a entrevista com o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti
("Zelaya é um boneco de Chávez", 7 de outubro). Agora
realmente dá para entender os interesses que estiveram presentes na burlesca
volta de Manuel Zelaya ao país, no qual foi apeado do poder por ter descumprido
a Constituição Federal. Parabéns a VEJA pela reportagem. Ao fazer uma análise
desapaixonada das pretensões do ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya,
conclui-se que ele é o único golpista, uma vez que feriu preceito
constitucional de seu país. A Corte Suprema, amparada no princípio
da legalidade, agiu com rigor e tratou de afastá-lo, determinando que as
Forças Armadas cumprissem seu dever no afã de proteger a Carta Magna.
Os que dão guarida ao golpista comungam o pensamento neocomunista que já
vigora em Cuba, Venezuela, Bolívia e outros, bem como são adeptos
do avanço perigoso de um programa socializante na América Latina. A entrevista
com o senhor Roberto Micheletti deixa evidente que o que se tentou perpetrar em
Honduras foi mesmo um golpe de estado. É a tal história, como se
não bastassem os últimos avanços nessa área em diferentes
países mais próximos à América do Sul. Parece que
fatos ocorridos no Brasil, na Argentina ou no Chile nas últimas décadas
não serviram de exemplo mesmo. Pertenço
à relativamente pequena, mas qualificada, comunidade brasileira em Honduras.
Vejo de muito perto o que está acontecendo em Tegucigalpa. Acabo de passar
próximo da nossa embaixada. Conheço pessoas que trabalham lá
e posso afirmar: o que Lula e Amorim disseram no Conselho de Segurança
da ONU, sobre ataques à embaixada, absolutamente não procede. Quem
vê o noticiário nos jornais ou na TV é levado a crer que há
risco iminente contra a integridade física e patrimonial. Nossos guias
estão fazendo o jogo que lhes interessa. Honduras é um mau exemplo
para todos os continuístas. Queiram ou não os zelaystas, o governo
provisório hondurenho cumpre, fielmente, a Convenção de Viena.
Yoani SánchezAinda
estou chocada com as revelações da cubana Yoani Sánchez (Amarelas,
7 de outubro) sobre o cotidiano das pessoas que moram em Cuba sem esperança
de dias melhores. O Brasil, com toda a bandidagem e a corrupção
que envolve vários segmentos, ainda é o melhor lugar do mundo para
viver e exercer uma profissão digna. Agradeço de coração
o convite para conhecer aquele país, mas não há necessidade,
pois a senhora já disse o suficiente para eu esquecer que um dia admirei
a vossa excelência Fidel Castro. Estou decepcionada. Para quem teve a chance de conhecer de perto a vida dos cubanos
estive lá por longos períodos, em seis ocasiões ,
as palavras da cubana Yoani Sánchez são mais do que verdadeiras.
São dolorosamente reais. Retratam, sem retoques, a vida de um povo mais
do que sofrido: povo desesperançado, sem expectativas, apático e
temeroso, que convive com as três mentiras, entre tantas outras que lhe
são impostas. Alfabetização computada estatisticamente quando
a criança ou o adulto é capaz de rascunhar uma carta de exaltação
à Revolução. A apregoada longevidade desperta compaixão.
Os velhos estão sempre nas ruas ou na sacada dos prédios ou sentados
na entrada das casas. Os primeiros vendem de tudo para sobreviver: guloseimas,
jornais, bijuterias, cigarros, flores, cafezinho fraco e requentado. Os que estão
na sacada, por suas condições físicas, não descem
as numerosas escadas e permanecem a olhar a vida que se vai. Às vezes,
seu ponto de contato com o mundo é o jaba, saco que fazem descer por uma
corda para receber ou enviar coisas variadas. Os que ficam na entrada dos prédios
também negociam o que podem. A medicina de qualidade não sobrevive.
Teoricamente, há excelente formação médica. Na prática,
resta a indagação: como estão sendo formados os médicos
da geração atual, se os equipamentos estão rotos e, o que
é mais grave, não há medicamentos? Triste, comovente e acima de tudo
realista a entrevista da cubana Yoani Sánchez. Ela fala de uma situação
que no fundo sabemos que existe, mas muitas vezes não queremos enxergar.
Seu depoimento pode ser comparado a um suplício, um grito de liberdade
e pedido de atenção para aquele povo sofrido e necessitado. Quanto
ao relato sobre as internações hospitalares, é impossível
imaginar tal situação em um país onde a beleza natural é
pregada e mostrada para todo o mundo. Ali não pode existir prazer ou algo
parecido. Parabéns pela entrevista.
Fraude no EnemO vazamento da prova do Enem
e o consequente adiamento do exame foram um desastre de proporções
que ainda estão sendo avaliadas ("Em busca da prova segura",
7 de outubro). A probabilidade de que acontecesse, no entanto, era muito alta,
diante da pressa com que foi planejado o aproveitamento do exame como forma de
ingresso em cursos de instituições federais de ensino superior.
Justificando a pressa, ouvimos reiteradas declarações de autoridades
do MEC sobre a competência e experiência do Inep na preparação
e aplicação das versões anteriores do Enem. Houve, no meu
entender, um excesso de confiança do MEC nessa experiência anterior,
sem o devido cuidado com o fato de que o Enem, em seu formato anterior, não
implicava competição entre os que se submetiam ao exame. Para a
nova versão, foi adicionado o ingrediente explosivo da competição
por vagas em cursos de universidades federais. Quem milita na organização
e aplicação de vestibulares conhece bem o cuidado extremo que se
deve tomar com medidas de segurança, em vista da audácia e inventividade
de interessados em fraudar os exames, principalmente na competição
por vagas em cursos de alta demanda.
Nó no estômagoCumprimento
VEJA pela atenção e espaço que tem dado a informações
sobre a obesidade. Inclusive descrevendo doenças associadas e os tratamentos
desse importante problema de saúde pública. Na reportagem "Nó
no estômago" (30 de setembro), foi citada uma pesquisa realizada na
Universidade Federal do Espírito Santo e transformada em tese de doutorado,
defendida no programa de pós-graduação em cirurgia e experimentação
da Universidade Federal de São Paulo, de minha autoria. Na tese, ressaltamos
que a operação gastrectomia vertical é recomendada como um
bom plano B, em situações nas quais a operação mais
comumente realizada é contraindicada de forma absoluta ou relativa (como
descrito na reportagem em questão). Entretanto, a última frase da
matéria "mas tudo indica que a longo prazo ela vai assumir
o primeiro lugar de cirurgia bariátrica" não reflete
a opinião do grupo em que trabalho.
Partido VerdeApós
minha saída do PPS, fui convidado a ingressar em diversos partidos, mas
escolhi o Partido Progressista (PP), no qual pretendo dar sequência a minha
vitoriosa carreira política, vencedora em todas as eleições.
Não flertei, não sondei nem mostrei interesse em ingressar no PV,
nem o faria após a entrada no partido da ex-ministra Marina Silva, que
nada fez por Rondônia, nem sequer visitou o estado quando ministra, mesmo
tendo suas origens no vizinho Acre ("Sinal vermelho no PV", 30 de setembro).
Genética e progressoA ideia de atribuir o progresso econômico de uma nação
à genética de seu povo é perigosa e, a meu ver, sem fundamento
algum ("Um gene capitalista?", 7 de outubro). O darwinismo social é
um conceito antigo, que inclusive justificou o movimento imperialista europeu
e as duas guerras mundiais. Hoje, no entanto, não passa de uma corrente
ultrapassada, visto que a tendência da globalização é
que as nações sejam cada vez mais multiculturais.
Roman PolanskiSer
um artista fenomenal ou ter um passado difícil não é suficiente
para eximir Roman Polanski de seu crime horrível. Ele estuprou uma criança.
É simples assim. Não consigo imaginar como uma vítima de
abuso sexual que não teve a oportunidade de ver seu algoz pagar pelo crime
pode se sentir completamente em paz ("A conta chegou", 7 de outubro). Fiquei extremamente decepcionada
ao saber que algumas celebridades do cinema fizeram uma petição
para a libertação de Roman Polanski. Os valores hoje em dia devem
estar muito distorcidos, pois o fato de ele ser um diretor de cinema brilhante
não deveria isentá-lo de punição por abusar sexualmente
de uma menina de 13 anos. Desde quando o fato de ser profissionalmente bem-sucedido
pode minimizar o estrago de um crime como esse? Será que se Penélope
Cruz tivesse passado por um trauma desses, ou isso tivesse acontecido com algum
familiar seu, ela conseguiria ser compreensiva com o agressor? Crimes como o abuso
sexual, principalmente contra crianças, nunca devem ser esquecidos. Isso
é tão sério quanto o assassinato, pois muda a vida de uma
pessoa para sempre.
Os fichas-sujasDescomunais os dados mostrados pela reportagem "A reação
dos fichas-sujas" (7 de outubro). Tolos os que nada sabem sobre eles. Mais
ainda os que, na sua ignorância, votarão nessas pessoas, que se aproveitam
das classes menos letradas. O que mudou nas eleições desde que foram
instituídas no Brasil? Parabéns ao jornalista Otávio Cabral
pela reportagem! Vamos fazer com que seja mais amplamente divulgada. |