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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Bette
Davis, em Vaidosa: uma intérprete que não envelhece |
Coleção
Bette Davis (Warner) Como atriz ou como personagem, poucas mulheres
revelaram um dom tão definitivo para intimidar quanto Bette Davis (1908-1989).
Nessa coleção, a personalidade formidável dessa veterana
de mais de uma centena de filmes pode ser conferida numa de suas facetas mais
marcantes: a melodramática. Em se tratando de Bette, isso significa uma
combinação complexa de tragédia, humor, sensualidade e seu
característico ímpeto para dominar a cena mesmo quando é
ela quem está por baixo. Composta de Vitória Amarga, A Carta,
Vaidosa e Lágrimas Amargas, realizados entre 1939 e 1952, a
caixa, é fato, não traz nenhum título à altura de
A Malvada. Ainda assim, proporciona a oportunidade de apreciar um tipo
raro de intérprete: a que não envelhece.
A
Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant's Woman, Inglaterra,
1981. Fox) Sarah e Mike (Meryl Streep e Jeremy Irons), par central de uma
produção de época, vivem durante as noites um caso ilícito
assim como os personagens vitorianos que eles interpretam durante o dia.
Adaptado pelo dramaturgo Harold Pinter de um intrigante romance do inglês
John Fowles, o filme se alterna entre o entrecho contemporâneo e aquele
passado na Inglaterra do século XIX dividida entre as pessoas que
tinham direito a ter caráter e aquelas que não dispunham desse luxo
, para defender de forma inovadora o argumento de que não há
nada mais relativo que a moral. O filme é belissimamente fotografado, mas
o que o realça é o desempenho de Meryl Streep. Atenção,
por exemplo, à cena em que ela confronta a mulher de seu amante.
CINEMA
 | | Quatro
Amigas: para adolescentes |
Quatro
Amigas e um Jeans Viajante (The Sisterhood of the Traveling Pants, Estados
Unidos, 2005. Estréia nesta sexta-feira no país) Os filmes
para as adolescentes geralmente seguem duas linhas: a das rivalidades na escola
ou a dos romances cor-de-rosa. Quatro Amigas, baseado num best-seller da
americana Ann Brashares, foge de ambas. Sem subestimar seu público, ele
trata dos ritos de passagem na vida de quatro meninas a partir da descoberta de
um par de jeans que, misteriosamente, serve a todas elas. Os temas são
fortes: suicídio, doença terminal, indiferença paterna, perda
da virgindade. O filme, porém, lida com eles com delicadeza e traz boas
atuações. O resultado é sentimental, mas saudável.
Veja
cenas. LIVROS Colina
Negra, de Bruce Chatwin (tradução de Luciano Machado; Companhia
das Letras; 344 páginas; 47,50 reais) O inglês Bruce Chatwin
(1940-1989) era um sujeito inquieto. Chegou a largar um emprego como avaliador
de obras de arte da casa de leilões Sotheby's para viver entre as tribos
nômades do Sudão. O romance Colina Negra traz personagens
que são o oposto da inquietude do autor: o universo dos gêmeos Lewis
e Benjamin se restringe à sua fazenda, na fronteira entre a Inglaterra
e o País de Gales. Submetidos ao pai tirânico, eles atravessam a
II Guerra Mundial quase sem perceber as conseqüências do conflito.
Chatwin retrata de forma impressionante um lugar no qual o tempo parece ter parado.
Menina
de Ouro, de F.X. Toole (vários tradutores; Geração
Editorial; 304 páginas; 37 reais) "O boxe é um ato antinatural.
Ao invés de fugir da dor, você vai na direção dela",
diz um personagem do conto-título dessa coletânea. F.X. Toole (1930-2002)
sabia do que estava falando: foi treinador antes de se consagrar com seus contos
sobre o mundo do boxe. A consagração, aliás, foi póstuma:
o autor morreu antes de o diretor e ator Clint Eastwood transformar Menina
de Ouro num filme oscarizado. Nos textos recolhidos nesse livro, o autor retrata
os personagens do boxe treinadores, lutadores, empresários, apostadores
sob uma luz crua e realista, que no entanto não dispensa uma bem
medida dose de sentimentalismo. Esse é, afinal, o livro de um apaixonado
por boxe. Leia
trecho.
Dicionário
de Economia do Século XXI, de Paulo Sandroni (Record; 912 páginas;
69,90 reais) Versão ampliada do Novíssimo Dicionário
de Economia, lançado em 2000, esse dicionário é uma obra
de referência útil tanto para o economista profissional quanto para
o leigo que deseja se orientar em meio ao jargão às vezes indevassável
da economia. Escrito pelo economista Paulo Sandroni, professor da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo e da Fundação Getúlio
Vargas, o dicionário traz 6.500 verbetes, que abrangem os mais diversos
aspectos da ciência e da história econômicas da obra
de economistas clássicos como Adam Smith aos sucessivos planos econômicos
que alteraram o Brasil nas últimas décadas.
DISCO
Divulgação
 |  | | McCartney:
no novo CD, ele canta e toca tudo | |
Chaos
and Creation in the Back Yard, Paul McCartney (EMI) De tempos em
tempos, o cantor e compositor inglês lança um disco autoral, em que
toca todos os instrumentos e assina todas as músicas. Foi assim com McCartney
(1970) e McCartney II (1980). Esse novo CD foi gravado praticamente
nos mesmos moldes. O único elemento externo foi o produtor inglês
Nigel Godrich, conhecido pelos trabalhos ao lado do grupo Radiohead. O ex-beatle
exibe seus dotes de melodista em canções como Fine Line.
Algumas faixas são inspiradas em clássicos de sua antiga banda.
São os casos da acústica Jenny Wrenm, que McCartney considera
prima de Blackbird, do Álbum Branco, e Promise to You
Girl, que remete ao lado mais experimental de Abbey Road, derradeiro
álbum dos Beatles. |