|
Guia As
lições de quem já fez esse caminho Ex-trainees
que ocupam cargos de liderança são boa fonte de recomendações
para quem espera ser selecionado e se destacar dentro da empresa. O que recomendam
alguns desses vencedores: LUCIANA
VILLA NOVA, gerente de gestão de tecnologias
da Natura, foi trainee em 1996. O período se revelou essencial para que
entendesse a cultura da empresa. "Eu já era consumidora dos produtos Natura,
mas não sabia por que a empresa não tinha lojas", lembra. Seleção
"Não adianta tentar uma dúzia de processos seletivos.
É preciso querer trabalhar naquela companhia. Nas dinâmicas só
são escolhidos aqueles cujo ponto de vista condiz com a cultura da empresa."
Espontaneidade "Cada
empresa busca um perfil diferente. Não adianta imitar um modelo, parecer
o que não é. A atitude forçada é percebida." LUIZ
FERNANDO EDMOND, presidente da AmBev, foi trainee na
turma de 1990. "Na época, já pensava em adquirir conhecimento para
alavancar minha carreira", diz. "Sempre busquei alcançar resultados extraordinários
em todas as funções que ocupei." Motivação "É
preciso demonstrar interesse genuíno em trabalhar na empresa, desde o processo
seletivo. Outras características importantes são desenvoltura para
lidar com imprevistos, habilidade para negociações, capacidade de
liderança e visão empreendedora." Oportunidade "O
trainee é um funcionário da empresa. Para crescer, precisa dedicar-se
ao aprendizado e identificar focos de possíveis melhorias. Propor soluções
deve fazer parte da rotina desde o primeiro dia."
MARCELO ORTICELLI, diretor
de gestão de riscos do Unibanco, foi trainee na turma de 1991.
Superação
"Não basta ter talento. É preciso se dedicar. Em um grupo de
trainees, os mais esforçados são os que sobressaem. Deve-se investigar
qualquer assunto a fundo e transformar idéias em ações práticas."
Exemplos "O
trainee tem a oportunidade de interagir com diversos executivos. Observar o comportamento
de quem atingiu o sucesso é uma boa maneira de aprender como agir. As atitudes
valem mais do que o conhecimento. Quem não sabe lidar com pessoas não
sobrevive." PAULA
GIANNETTI, gerente de desenvolvimento de talentos da
Unilever, entrou na empresa como trainee em 1997. Aluna de psicologia, desconhecia
o ambiente corporativo. "O programa é como um mini-MBA", conta.
Moderação
"Na dinâmica de grupo, ser extrovertido não é impedir os
outros de falar. É preferível demonstrar segurança a ser
o primeiro a responder." Interesse "Durante
o programa, é preciso mostrar disposição para desenvolver
um projeto novo, atuar em área diferente ou até morar em outro estado.
A empresa valoriza quem topa desafios." |