Edição 1922 . 14 de setembro de 2005

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As lições de quem já fez esse caminho

Ex-trainees que ocupam cargos de liderança são boa fonte de recomendações para quem espera ser selecionado e se destacar dentro da empresa. O que recomendam alguns desses vencedores:

LUCIANA VILLA NOVA, gerente de gestão de tecnologias da Natura, foi trainee em 1996. O período se revelou essencial para que entendesse a cultura da empresa. "Eu já era consumidora dos produtos Natura, mas não sabia por que a empresa não tinha lojas", lembra.

Seleção
"Não adianta tentar uma dúzia de processos seletivos. É preciso querer trabalhar naquela companhia. Nas dinâmicas só são escolhidos aqueles cujo ponto de vista condiz com a cultura da empresa."

Espontaneidade
"Cada empresa busca um perfil diferente. Não adianta imitar um modelo, parecer o que não é. A atitude forçada é percebida."

 

LUIZ FERNANDO EDMOND, presidente da AmBev, foi trainee na turma de 1990. "Na época, já pensava em adquirir conhecimento para alavancar minha carreira", diz. "Sempre busquei alcançar resultados extraordinários em todas as funções que ocupei."

Motivação
"É preciso demonstrar interesse genuíno em trabalhar na empresa, desde o processo seletivo. Outras características importantes são desenvoltura para lidar com imprevistos, habilidade para negociações, capacidade de liderança e visão empreendedora."

Oportunidade
"O trainee é um funcionário da empresa. Para crescer, precisa dedicar-se ao aprendizado e identificar focos de possíveis melhorias. Propor soluções deve fazer parte da rotina desde o primeiro dia."

 

MARCELO ORTICELLI, diretor de gestão de riscos do Unibanco, foi trainee na turma de 1991.  

Superação
"Não basta ter talento. É preciso se dedicar. Em um grupo de trainees, os mais esforçados são os que sobressaem. Deve-se investigar qualquer assunto a fundo e transformar idéias em ações práticas."  

Exemplos
"O trainee tem a oportunidade de interagir com diversos executivos. Observar o comportamento de quem atingiu o sucesso é uma boa maneira de aprender como agir. As atitudes valem mais do que o conhecimento. Quem não sabe lidar com pessoas não sobrevive."

 

PAULA GIANNETTI, gerente de desenvolvimento de talentos da Unilever, entrou na empresa como trainee em 1997. Aluna de psicologia, desconhecia o ambiente corporativo. "O programa é como um mini-MBA", conta.  

Moderação
"Na dinâmica de grupo, ser extrovertido não é impedir os outros de falar. É preferível demonstrar segurança a ser o primeiro a responder."  

Interesse
"Durante o programa, é preciso mostrar disposição para desenvolver um projeto novo, atuar em área diferente ou até morar em outro estado. A empresa valoriza quem topa desafios."

 
 
 
 
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