Edição 1922 . 14 de setembro de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Auto-retrato
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"O Brasil assiste estarrecido à voracidade dos políticos. Essa o Severino Cavalcanti literalmente recebeu de bandeja."
Roberto Andrade
João Pessoa, PB

Severino Cavalcanti

A imprensa no Brasil, e principalmente a revista VEJA, vem prestando um grande serviço ao país e ao povo brasileiro. Depois de acreditar nas promessas do Partido dos Trabalhadores durante anos, como militante e cidadão, de repente me sobrou como alternativa abandonar tudo o que eu mais amo: meus filhos. Parti para a Holanda e aqui tenho passado muita dificuldade, ainda sem trabalho, mas acredito que poderei realizar o sonho de ter uma casa própria, para que meus filhos não precisem passar pelo que estou passando. Ainda bem que os Zé Dirceus, Genoínos e Severinos, incluindo o Lula, que condecora amigo e defensor de escravagistas, não passam mais despercebidos dos olhos perplexos do povo ("A propina de Severino", 7 de setembro).
Apolinario Sabino
Roterdã, Holanda  

Severino Cavalcanti representa tudo o que existe de mais atrasado na política nordestina. Fiquei envergonhado ao saber que a Assembléia Legislativa de meu estado aprovou e vai conceder o título de cidadão piauiense a esse "nobre parlamentar".
Renato de Cássia e Silva Filho
Teresina, PI  

Quem conhece o senhor Severino Cavalcanti não se surpreende com nada do que está ocorrendo. Deputado medíocre, em toda a sua atividade política movida a nepotismo, clientelismo, fisiologismo, populismo, empreguismo e armações de bastidores Severino tem como fato marcante a orquestração da expulsão do padre italiano Vito Miracapillo do país, pois ele havia se recusado a rezar uma missa em homenagem à Revolução de 1964 em um de seus currais eleitorais.
Fernando Spanghero
Olinda, PE  

Agora ficam mais claras as razões pelas quais o deputado Severino Cavalcanti, juiz do escândalo do mensalão, quer atenuar as punições aos parlamentares envolvidos no caso.
Dina Lopes da Costa
Rio de Janeiro, RJ  

Em terra de mensalão, 10.000 reais é a parte que lhe cabe nesse latifúndio. Dura esta vida severina.
Frederico C. David dos Santos
Rio Claro, SP  

Cada dia que passa, tenho mais certeza de qual é o principal problema deste país: a desproporcionalidade da ética. Infelizmente, para cada 100 Severinos existe apenas um Gabeira.
Julio Bin
São Paulo, SP  

O número de votos que Severino obteve na eleição para presidente da Câmara é suficiente para cassá-lo. Os parlamentares que o colocaram no poder que agora o tirem.
Marcelo Finkler
Marau, RS  

Sou pernambucana com muito orgulho e fico envergonhada de ver alguns de nossos "representantes" políticos metidos nas mais diversas trapalhadas – começando por Lula. Como ele pode gerir um país se não consegue sequer dar uma explicação a seus eleitores?
Helena Castelo Branco
Recife, PE  

Severino Cavalcanti é um subproduto da política brasileira. Eleito presidente da Câmara, no vácuo da queda-de-braço entre a atrapalhada e incompetente república petista e a oposição de quanto pior, melhor, é o mais legítimo representante do atraso.
Luiz Thadeu Nunes e Silva
São Luís, MA  

Num país que já teve Célio Borja, Ulisses Guimarães, Luiz Eduardo Magalhães, entre outros, na presidência da Câmara dos Deputados, posso afirmar que afundamos muito com João Paulo Cunha e chegamos ao fundo do poço com Severino Cavalcanti, embora esse nível seja compatível com o da Presidência da República.
Celso Tavares dos Reis
Goiânia, GO

Na reportagem "Morte da ética em Severino" (7 de setembro), no quadro "'Biu' na linha sucessória", consta que o processo de aprovação do impeachment do presidente precisa ser aprovado em sessão conjunta da Câmara e do Senado. Não é verdade. O processo de impeachment do presidente, à luz do disposto nos artigos 51, inciso I, e 52, inciso I, da Constituição da República, tem duas fases. Na primeira, a Câmara dos Deputados, sendo o caso, autorizará o processo por dois terços de seus membros. Na segunda fase, já com a autorização da Câmara, o Senado irá processar e julgar o presidente.
Cosmo Ferreira
Procurador regional da República (aposentado)
Niterói, RJ

 

Veja essa

Na seção Veja essa (31 de agosto), li a afirmação de Milton Temer: "Tirando a prefeitura de Porto Alegre, não boto a minha mão no fogo por nenhuma prefeitura do PT". Informo que o MP do RS está investigando treze anos de convivência do PT com a empresa Cores, que fazia a coleta de lixo na cidade. A prefeitura teve suas contas "aprovadas" pelo TC, mas posteriormente foram constatadas irregularidades, e houve pedido de auditoria que foi negado pelo TC. Agora está tudo no MP gaúcho sob investigação. A empresa que substituiu a Cores foi a PRT, que passou a fazer a coleta do lixo em todas as cidades administradas pelo PT. A PRT entrou agora em Gravataí, prefeitura do PT, com transporte coletivo, sem possuir ônibus e só com endereço virtual. É bom avisar ao senhor Temer que poderá queimar a mão.
Luiz Fernando Tubino
Delegado de polícia (ex-chefe de polícia do estado)
Porto Alegre, RS

 

Radar

Em relação às notas "Será para a campanha de 2006?" e "Boa aparência", publicadas na coluna Radar da edição 1.921 (7 de setembro), a Casa Civil da Presidência da República esclarece: a licitação envolve a contratação de motoristas e a relação de 39 tipos distintos de veículos que poderão ser contratados, conforme as necessidades de cada missão a ser executada em São Paulo, e não a locação de 39 veículos. Os veículos serão utilizados para equipes de apoio e de segurança e comitivas durante viagens a São Paulo do presidente e do vice-presidente da República. Os carros também serão utilizados pelos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República em viagens oficiais. O contrato terá vigência da data da assinatura até 31 de dezembro de 2005 e visa a substituir, por meio de licitação, despesas que hoje são quitadas com cartões de pagamento do governo federal. O contrato tem previsão orçamentária de 124.997 reais, valor que pode ou não ser gasto integralmente. A licitação dá encaminhamento à determinação da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, para que, sempre que possível, a aquisição de materiais e serviços seja feita por meio de licitação. O edital exige dos motoristas a ser contratados boa apresentação pessoal, higiênica e de indumentária devido à especificidade dos serviços a ser prestados, mas não veta o uso de barba.
Carlos Bortolas
Assessoria especial da Casa Civil da Presidência da República
Brasília, DF

 

Holofote

Gostaria de tecer alguns esclarecimentos sobre a nota "Diário do Grande PT" (Holofote, 7 de setembro). Os jornalistas do Diário do Grande ABC têm total liberdade na apuração de fatos relacionados à política da região ou a qualquer assunto que seja considerado relevante no Grande ABC. Nunca houve por parte do senhor Ronan Maria Pinto, ou de outros acionistas do jornal, tentativa de interferir no conteúdo produzido pela nossa equipe. Temos total liberdade na apuração de fatos relativos às prefeituras do PT – negativos e positivos – ou a qualquer administração municipal de outros partidos. Quanto ao fato de o senhor Ronan Maria Pinto ser tratado na nota como "sócio oculto", causa-me estranheza, até porque já houve reuniões entre ele e nossos jornalistas, portanto sempre foi clara a sua posição dentro da empresa.
Paula Fontenelle
Diretora de redação do Diário do Grande ABC
Por e-mail

 

Colapso ambiental

Extraordinária a reportagem "A cegueira das civilizações" (7 de setembro). Resumiu de forma esplêndida o destino reservado às gerações devido ao nosso descaso com o meio ambiente.
Wagner Ferreira do Nascimento
Santos, SP

Infelizmente, o brasileiro – cidadão comum e autoridade – vê esse quadro como uma realidade distante do nosso país. Afinal, temos ainda "tantas terras por degradar". Essa afirmativa não só é ingênua como irresponsável. Não podemos esquecer que o Brasil, por causa de suas queimadas, ocupa um lugar "privilegiado" no ranking dos maiores poluidores da atmosfera no nosso planeta. Tecnologias limpas, energias alternativas, materiais biodegradáveis, matérias-primas renováveis. Responsabilidade ambiental e social. Cenários sustentáveis. Esses são alguns dos fatores que provocariam uma nova revolução industrial e social. E essa mudança é urgente.
Leila Lemgruber
Rio de Janeiro, RJ  

Os estudos e os cientistas pesquisados contribuíram consideravelmente para o enriquecimento da reportagem. Porém, há especialistas e estudos no Brasil sobre o nosso avanço desordenado em relação às questões pertinentes à matéria. De qualquer modo, demos um passo importante, e isso merece as minhas felicitações.
Adelson Pimenta
Diretor executivo do Instituto Estratégico de Estudos e Desenvolvimento (IEED)
Por e-mail  

Achei a autora muito enfática ao escrever o seguinte trecho: "Na sua visão (John Maynard Keynes), o Estado tem o dever de garantir emprego e vida digna a todos os cidadãos". Penso que Keynes, um sucessor dos clássicos, defendia a presença do Estado apenas para corrigir as oscilações econômicas. Mesmo em busca do melhor nível de emprego, as intervenções sugeridas por ele eram feitas por meio das políticas fiscal, monetária e cambial. Até porque ele era capitalista, e os capitalistas defendem uma economia privada, com Estado mínimo. Apesar desse ponto de vista, gostei muito da reportagem, pois, num momento em que esperamos ansiosamente os índices de crescimento do PIB, não levamos em conta, como deveríamos, que os recursos naturais são finitos.
Eduardo Medeiros Rubik
Cascavel, PR

 

Furacão Katrina

Confinamento forçado, gangues roubando os escassos mantimentos, condições degradantes de higiene, estupros e mortes. Impossível não ficar chocado com a semelhança entre a agonia das vítimas do furacão Katrina confinadas no ginásio Superdome em Nova Orleans ("Barbaria no coração do império", 7 de setembro) e o horror descrito pelo escritor José Saramago em Ensaio sobre a Cegueira. É assustador descobrir que, mesmo na maior potência econômica mundial, a diferença entre a civilização e a barbárie total é de apenas três dias.
Daniel de Oliveira
Brasília, DF  

Em 2001, a principal polêmica acerca dos EUA era o projeto de defesa espacial. Pensavam que poderiam ser atacados pelo espaço e tinham de desenvolver tecnologia para defender-se. O país estava errado, o problema "era mais embaixo": em 11 de setembro daquele ano o ataque veio de aviões civis. Em 2005, os EUA estão preocupados com o Oriente Médio. É preciso desarticular o "eixo do mal", democratizar o Iraque e dar condições civilizadas para aquele povo viver. O problema está mais perto do que Bush imagina: há pobres em seu país vivendo em condições sub-humanas.
Leandro Coelho
Resende Costa, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

Enquanto o deputado Fernando Gabeira, naquele momento nosso porta-voz, sentenciava que a presença de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara significava "um desastre para o Brasil", o (ex) presidente Luiz Inácio Lula da Silva condecorava Severino com a Ordem de Rio Branco. Felizmente, o silêncio dos que assistiam à cerimônia (em vez dos aplausos, como de praxe nessas ocasiões) significou constrangimento não só ao condecorado como também ao condecorador. A que ainda teremos de assistir (Ensaio, 7 de setembro)?
Gilmar Alves Trindade
Itabuna, BA

 

Tales Alvarenga

Ao artigo "Pizza coisa nenhuma!" (7 de setembro), eu acrescentaria que o Brasil escancarou ser de fato um subpaís, pátria de um subpovo e, ainda, que não elegemos políticos ladrões – elegemos brasileiros comuns, muitas vezes corruptos, outras corruptores, outras ainda hipócritas que fingem espantar-se com o tamanho da roubalheira, como se ela não fizesse parte do nosso dia-a-dia, entre políticos, fiscais...
Alexandre Dantas
São Paulo, SP

 

Chaves

O sucesso permanente de Chaves deve ser pela identificação que as crianças têm com a ingenuidade dele. Eu cresci na periferia da Zona Leste de São Paulo, na Cohab, e assistia ao programa por isso. Com tantos desenhos de luta e morte que passam na TV, Chaves, com esse desprendimento, cativa e faz as crianças de hoje gostar tanto dele quanto as crianças de ontem ("O legítimo comandante Chaves", 7 de setembro).
Alexandre Anselmo
São Paulo, SP  

O seriado Chaves, que tem 35 anos de existência, parece vinho: quanto mais velho, melhor. Realmente, ninguém se cansa de ver; prova disso são os bons índices de audiência que o programa tem conseguido nos 21 anos de exibição no SBT.
Wenderson Gomides Neves
Anicuns, GO  

Chaves está dando show nas estrelas do SBT. Daqui a pouco, Silvio Santos irá exibi-lo cinco vezes por dia, para levantar integralmente a audiência de sua emissora. E olha que o Chapolin está fora do ar. Imagine o estrago que faria nas outras estações se estivesse sendo exibido. Chaves é o humor simples e banal traduzido em explosões de audiência! Pobres Adriane Galisteu e Ratinho!
Rodrigo Romero Prado Leite
Jacareí, SP  

Será que em 2026 alguém se lembrará dos programas de Ratinho, Hebe & cia.? A diferença é que no seriado as asneiras são inocentes, ao contrário das "estrelas do SBT", supostamente intelectuais e reconhecidamente sem conteúdo.
Luís Santos
Curitiba, PR

 

Peter Lindert

A afirmação do professor Peter Lindert, na entrevista das páginas amarelas da edição 1.920 (31 de agosto) – de que quase todo o dinheiro do sistema previdenciário seria usado para pagamento dos militares e juízes –, demonstra sua absoluta ignorância a respeito da realidade brasileira. Num orçamento de bilhões de reais, os poucos mais de 5.000 juízes aposentados representam um porcentual absolutamente insignificante. Além do mais, os juízes contribuem com 11% sobre seu salário integral. É lamentável o desconhecimento do entrevistado.
Carlos Augusto de Barros Levenhagen
Presidente da Associação dos Magistrados Mineiros
Por e-mail

 

Medicina

Muito apropriada a reportagem "Desafio precoce" (7 de setembro), de Roberta Salomone, pontuando muito bem os riscos da prematuridade. A multiparidade é a principal complicação dos tratamentos de reprodução assistida. A incidência de gestações múltiplas nesses tratamentos é de 25%, bastante diferente do 1% que ocorre nas gestações espontâneas. Porém, nosso maior empenho é a tentativa de redução significativa dessas gestações múltiplas, diminuindo, então, a prematuridade e suas conseqüências. Gostaria apenas de observar que nesses casos somente uma em cada quatro gestações é múltipla – e, na imensa maioria das vezes, gemelar. Cumprimento VEJA pela clareza e importância da reportagem.
Doutor Edson Borges Jr.
Diretor científico do Fertility e coordenador do curso de pós-graduação em reprodução humana do Instituto Sapientiae
São Paulo, SP

Mais uma vez somos tomados pela emoção. Nossa filha, Natália, nasceu de uma gestação de 24 semanas, com 870 gramas e 30 centímetros. Teve desenvolvimento motor e intelectual perfeitos. Alguns dizem que a falta de recursos tecnológicos da época (há treze anos, não havia UTI neonatal em nossa cidade) contribuiu para que ela tivesse esse desenvolvimento por força própria. Atualmente, acompanhamos a evolução da tecnologia e estudos para que os prematuros tenham maiores condições de um progresso mais próximo do normal. E partilhamos a alegria de constatar que a nossa pequena não está na estatística desse comprometimento do desenvolvimento intelectual.
Wagner e Lia Regina Bertoni
Bauru, SP

 

Daniel Barenboim

Brilhante a entrevista do maestro Daniel Barenboim (Amarelas, 7 de setembro). Esse notável concertista criou, ao lado do intelectual palestino Edward Said, a West-Eastern Divan Orchestra, formada por jovens músicos judeus e árabes. Barenboim promove com a sua iniciativa a integração social entre diferentes povos, sem distinguir etnias nem fundamentos religiosos. Todos são iguais diante de Beethoven e do encanto da música erudita sem fronteiras. Um exemplo admirável e de profundo respeito ao ser humano.
Nelson Santiago Filho
João Pessoa, PB  

A argumentação que o senhor Daniel Barenboim utiliza para analisar a questão das terras disputadas entre judeus e palestinos é digna de uma tese de doutorado. A certa altura, quando compara o momento atual com uma obra de Wagner, o entrevistado foi perfeito: "...tem passagens complicadas, às vezes você não sabe para onde a melodia vai – mas no fim tudo se resolve". Quem sabe ele não vai ter razão até o fim e a questão centenária do Oriente Médio acabe se resolvendo como que... por música!
Osny Martins
Joinville, SC  

As propostas do maestro Barenboim devem ser examinadas com um olhar crítico. Sob o eufemismo de "compartilhar a casa", ele e Edward Said propõem o fim do Estado de Israel. Com isso, ele está arruinando o tanto que conseguiu tentando reunir árabes e judeus em uma mesma orquestra. O que Barenboim consegue com essa proposta é dar esperança a radicais como os do Hamas de que um dia não haverá um Estado de Israel. Isso não vai conduzir à paz.
Paulo Cesar Kullock
Rio de Janeiro, RJ

 

Ministro Celso de Mello

A propósito da "decisão histórica" do ministro Celso de Mello ("Decisão histórica", Carta ao leitor, 31 de agosto), ilustre cidadão de Tatuí, com quem se pode conversar bem à vontade na Praça da Matriz, em suas férias na cidade, vale lembrar sua "atitude histórica" quando era jovem promotor num dos municípios da Grande São Paulo, em plena ditadura militar. Um preso foi morto na cadeia. Corajosamente e desafiando o sistema da época, Celso de Mello entendeu que a família da vítima teria direito a indenização, uma vez que o preso estava sob a guarda do Estado. E lutou para que assim fosse. Quando ele foi nomeado para o STF, reconheci que ali estava um homem de bem, um paladino da justiça e da liberdade. Parabéns, doutor Celso. Felicitações a VEJA por seu trabalho de informar livremente.
Ivacy Furtado de Oliveira
Tatuí, SP

 

Gente

Gostaria de cumprimentar a atriz Bumba por sua resposta à pergunta sobre o que ela achava da polêmica em torno de sua personagem Índia na novela A Lua Me Disse (Gente, 7 de setembro). Estamos pegando essa mania dos americanos de que tudo é feio, imoral e dá processo. Enquanto se importam com "besteiras", esquecem-se das coisas que realmente têm importância.
Francisco José da Silva
Mossoró, RN

 

Diogo Mainardi

No artigo "O bom de blog" (31 de agosto), Diogo Mainardi, utilizando como fonte um blog da internet, reproduz em sua coluna informações inverídicas sobre o uso de cartões de pagamento do governo federal. De acordo com o blog citado, "um espião infiltrado no Tribunal de Contas da União" teria revelado "detalhes sobre os gastos exorbitantes do casal Lula e Marisa com cartões de crédito corporativos". Ocorre que os referidos cartões de crédito, como já informara nota da Casa Civil, não são utilizados para gastos pessoais e, por determinação legal, todos os gastos com cartões de pagamento sempre estiveram, e estão, à disposição do Tribunal de Contas da União, órgão responsável pela auditoria dos gastos governamentais. Não tem, assim, nenhum fundamento a afirmação de que haveria "gastos exorbitantes do casal Lula e Marisa com cartão de crédito corporativo".
André Singer
Porta-voz da Presidência da República
Brasília, DF

 

Lya Luft

Quando tantos esbarram no senso comum, cansando-nos com palavras repetidas, Lya Luft consegue nos dizer muito mais com o silêncio que perturba, que leva ao desencontro, à solidão, mas que também nos faz mergulhar em nós mesmos o suficiente para admitir que "a gente sabia, ah, sim, sabia" ("Falar, calar", Ponto de vista, 7 de setembro).
Wilma Coqueiro
Cascavel, PR

 

CORREÇÃO: Fernando Gabeira é deputado federal pelo Partido Verde do Rio de Janeiro (Veja essa, 7 de setembro).

 

 

A paciência do embaixador

O embaixador Guilherme Leite Ribeiro, que mora no Rio de Janeiro, ficou indignado ao ver a foto do presidente Lula condecorando o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, com a Ordem de Rio Branco ("Morte da ética em Severino", 7 de setembro). "Nessas horas, diante de tantos absurdos, recordo-me do Visconde Cabo Frio, digno diretor-geral do Itamaraty durante anos. Às vezes se fechava no seu gabinete e não se movia de lá. A quem perguntava a razão disso, respondia: 'Estou esperando que essa gente vá embora'. É o que todos nós, que servimos no presente e no passado com muito orgulho a Casa de Rio Branco, devemos fazer nos dias de hoje, juntamente com todos os brasileiros honrados. Paciência, paciência e paciência!", desabafa o embaixador.

 

Trabalho no exterior

Na edição de 24 de setembro de 2003, a seção Guia publicou uma pequena matéria ("Trabalho no exterior") informando que países de língua inglesa procuravam imigrantes de diversos tipos de profissão. O engenheiro Onilfo Alaniz Filho, de Santo André, na Grande São Paulo, interessou-se pelo assunto. Em e-mail enviado à redação na semana passada, ele conta a novidade: "Foi através dessa pequena (e não menos importante) reportagem que eu, minha mulher e minha filha de 11 anos tivemos agora, em agosto de 2005, nossa vida alterada completamente". Depois de uma seleção criteriosa e de um processo longo, no próximo mês de novembro eles embarcarão para os Estados Unidos, onde pretendem viver. Embora amem o Brasil, Onilfo e família realizam o sonho de morar, estudar e trabalhar no exterior.

 
 
 
 
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