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Cartas  | "O
Brasil assiste estarrecido à voracidade dos políticos. Essa o Severino
Cavalcanti literalmente recebeu de bandeja." Roberto
Andrade João Pessoa, PB |
Severino
Cavalcanti A imprensa no Brasil, e principalmente
a revista VEJA, vem prestando um grande serviço ao país e ao povo
brasileiro. Depois de acreditar nas promessas do Partido dos Trabalhadores durante
anos, como militante e cidadão, de repente me sobrou como alternativa abandonar
tudo o que eu mais amo: meus filhos. Parti para a Holanda e aqui tenho passado
muita dificuldade, ainda sem trabalho, mas acredito que poderei realizar o sonho
de ter uma casa própria, para que meus filhos não precisem passar
pelo que estou passando. Ainda bem que os Zé Dirceus, Genoínos e
Severinos, incluindo o Lula, que condecora amigo e defensor de escravagistas,
não passam mais despercebidos dos olhos perplexos do povo ("A propina de
Severino", 7 de setembro). Apolinario Sabino Roterdã, Holanda
Severino Cavalcanti representa tudo o que
existe de mais atrasado na política nordestina. Fiquei envergonhado ao
saber que a Assembléia Legislativa de meu estado aprovou e vai conceder
o título de cidadão piauiense a esse "nobre parlamentar". Renato
de Cássia e Silva Filho Teresina, PI Quem
conhece o senhor Severino Cavalcanti não se surpreende com nada do que
está ocorrendo. Deputado medíocre, em toda a sua atividade política
movida a nepotismo, clientelismo, fisiologismo, populismo, empreguismo e armações
de bastidores Severino tem como fato marcante a orquestração da
expulsão do padre italiano Vito Miracapillo do país, pois ele havia
se recusado a rezar uma missa em homenagem à Revolução de
1964 em um de seus currais eleitorais. Fernando Spanghero Olinda,
PE Agora ficam mais claras as razões
pelas quais o deputado Severino Cavalcanti, juiz do escândalo do mensalão,
quer atenuar as punições aos parlamentares envolvidos no caso. Dina
Lopes da Costa Rio de Janeiro, RJ Em
terra de mensalão, 10.000 reais é a parte que lhe cabe nesse latifúndio.
Dura esta vida severina. Frederico C. David dos Santos Rio Claro,
SP Cada dia que passa, tenho mais certeza
de qual é o principal problema deste país: a desproporcionalidade
da ética. Infelizmente, para cada 100 Severinos existe apenas um Gabeira. Julio
Bin São Paulo, SP O número
de votos que Severino obteve na eleição para presidente da Câmara
é suficiente para cassá-lo. Os parlamentares que o colocaram no
poder que agora o tirem. Marcelo Finkler Marau, RS
Sou pernambucana com muito orgulho e fico envergonhada de
ver alguns de nossos "representantes" políticos metidos nas mais diversas
trapalhadas começando por Lula. Como ele pode gerir um país
se não consegue sequer dar uma explicação a seus eleitores?
Helena Castelo Branco Recife, PE Severino
Cavalcanti é um subproduto da política brasileira. Eleito presidente
da Câmara, no vácuo da queda-de-braço entre a atrapalhada
e incompetente república petista e a oposição de quanto pior,
melhor, é o mais legítimo representante do atraso. Luiz Thadeu
Nunes e Silva São Luís, MA Num
país que já teve Célio Borja, Ulisses Guimarães, Luiz
Eduardo Magalhães, entre outros, na presidência da Câmara dos
Deputados, posso afirmar que afundamos muito com João Paulo Cunha e chegamos
ao fundo do poço com Severino Cavalcanti, embora esse nível seja
compatível com o da Presidência da República. Celso
Tavares dos Reis Goiânia, GO Na
reportagem "Morte da ética em Severino" (7 de setembro), no quadro "'Biu'
na linha sucessória", consta que o processo de aprovação
do impeachment do presidente precisa ser aprovado em sessão conjunta da
Câmara e do Senado. Não é verdade. O processo de impeachment
do presidente, à luz do disposto nos artigos 51, inciso I, e 52, inciso
I, da Constituição da República, tem duas fases. Na primeira,
a Câmara dos Deputados, sendo o caso, autorizará o processo por dois
terços de seus membros. Na segunda fase, já com a autorização
da Câmara, o Senado irá processar e julgar o presidente. Cosmo
Ferreira Procurador regional da República (aposentado) Niterói,
RJ Veja essa
Na seção Veja essa (31 de agosto), li a afirmação
de Milton Temer: "Tirando a prefeitura de Porto Alegre, não boto a minha
mão no fogo por nenhuma prefeitura do PT". Informo que o MP do RS está
investigando treze anos de convivência do PT com a empresa Cores, que fazia
a coleta de lixo na cidade. A prefeitura teve suas contas "aprovadas" pelo TC,
mas posteriormente foram constatadas irregularidades, e houve pedido de auditoria
que foi negado pelo TC. Agora está tudo no MP gaúcho sob investigação.
A empresa que substituiu a Cores foi a PRT, que passou a fazer a coleta do lixo
em todas as cidades administradas pelo PT. A PRT entrou agora em Gravataí,
prefeitura do PT, com transporte coletivo, sem possuir ônibus e só
com endereço virtual. É bom avisar ao senhor Temer que poderá
queimar a mão. Luiz Fernando Tubino Delegado de polícia
(ex-chefe de polícia do estado) Porto Alegre, RS
Radar Em relação às
notas "Será para a campanha de 2006?" e "Boa aparência", publicadas
na coluna Radar da edição 1.921 (7 de setembro), a Casa Civil da
Presidência da República esclarece: a licitação envolve
a contratação de motoristas e a relação de 39 tipos
distintos de veículos que poderão ser contratados, conforme as necessidades
de cada missão a ser executada em São Paulo, e não a locação
de 39 veículos. Os veículos serão utilizados para equipes
de apoio e de segurança e comitivas durante viagens a São Paulo
do presidente e do vice-presidente da República. Os carros também
serão utilizados pelos titulares dos órgãos essenciais da
Presidência da República em viagens oficiais. O contrato terá
vigência da data da assinatura até 31 de dezembro de 2005 e visa
a substituir, por meio de licitação, despesas que hoje são
quitadas com cartões de pagamento do governo federal. O contrato tem previsão
orçamentária de 124.997 reais, valor que pode ou não ser
gasto integralmente. A licitação dá encaminhamento à
determinação da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência
da República, Dilma Rousseff, para que, sempre que possível, a aquisição
de materiais e serviços seja feita por meio de licitação.
O edital exige dos motoristas a ser contratados boa apresentação
pessoal, higiênica e de indumentária devido à especificidade
dos serviços a ser prestados, mas não veta o uso de barba. Carlos
Bortolas Assessoria especial da Casa Civil da Presidência da República Brasília,
DF Holofote
Gostaria de tecer alguns esclarecimentos sobre a nota "Diário do Grande
PT" (Holofote, 7 de setembro). Os jornalistas do Diário do Grande ABC
têm total liberdade na apuração de fatos relacionados
à política da região ou a qualquer assunto que seja considerado
relevante no Grande ABC. Nunca houve por parte do senhor Ronan Maria Pinto, ou
de outros acionistas do jornal, tentativa de interferir no conteúdo produzido
pela nossa equipe. Temos total liberdade na apuração de fatos relativos
às prefeituras do PT negativos e positivos ou a qualquer
administração municipal de outros partidos. Quanto ao fato de o
senhor Ronan Maria Pinto ser tratado na nota como "sócio oculto", causa-me
estranheza, até porque já houve reuniões entre ele e nossos
jornalistas, portanto sempre foi clara a sua posição dentro da empresa. Paula
Fontenelle Diretora de redação do Diário do Grande
ABC Por e-mail
Colapso ambiental Extraordinária a
reportagem "A cegueira das civilizações" (7 de setembro). Resumiu
de forma esplêndida o destino reservado às gerações
devido ao nosso descaso com o meio ambiente. Wagner Ferreira do Nascimento Santos,
SP Infelizmente, o brasileiro
cidadão comum e autoridade vê esse quadro como uma realidade
distante do nosso país. Afinal, temos ainda "tantas terras por degradar".
Essa afirmativa não só é ingênua como irresponsável.
Não podemos esquecer que o Brasil, por causa de suas queimadas, ocupa um
lugar "privilegiado" no ranking dos maiores poluidores da atmosfera no nosso planeta.
Tecnologias limpas, energias alternativas, materiais biodegradáveis, matérias-primas
renováveis. Responsabilidade ambiental e social. Cenários sustentáveis.
Esses são alguns dos fatores que provocariam uma nova revolução
industrial e social. E essa mudança é urgente. Leila Lemgruber Rio
de Janeiro, RJ Os estudos e
os cientistas pesquisados contribuíram consideravelmente para o enriquecimento
da reportagem. Porém, há especialistas e estudos no Brasil sobre
o nosso avanço desordenado em relação às questões
pertinentes à matéria. De qualquer modo, demos um passo importante,
e isso merece as minhas felicitações. Adelson Pimenta
Diretor executivo do Instituto Estratégico de Estudos e Desenvolvimento
(IEED) Por e-mail Achei
a autora muito enfática ao escrever o seguinte trecho: "Na sua visão
(John Maynard Keynes), o Estado tem o dever de garantir emprego e vida
digna a todos os cidadãos". Penso que Keynes, um sucessor dos clássicos,
defendia a presença do Estado apenas para corrigir as oscilações
econômicas. Mesmo em busca do melhor nível de emprego, as intervenções
sugeridas por ele eram feitas por meio das políticas fiscal, monetária
e cambial. Até porque ele era capitalista, e os capitalistas defendem uma
economia privada, com Estado mínimo. Apesar desse ponto de vista, gostei
muito da reportagem, pois, num momento em que esperamos ansiosamente os índices
de crescimento do PIB, não levamos em conta, como deveríamos, que
os recursos naturais são finitos. Eduardo Medeiros Rubik Cascavel,
PR Furacão Katrina
Confinamento forçado, gangues roubando
os escassos mantimentos, condições degradantes de higiene, estupros
e mortes. Impossível não ficar chocado com a semelhança entre
a agonia das vítimas do furacão Katrina confinadas no ginásio
Superdome em Nova Orleans ("Barbaria no coração do império",
7 de setembro) e o horror descrito pelo escritor José Saramago em Ensaio
sobre a Cegueira. É assustador descobrir que, mesmo na maior potência
econômica mundial, a diferença entre a civilização
e a barbárie total é de apenas três dias. Daniel de
Oliveira Brasília, DF
Em 2001, a principal polêmica acerca dos EUA era o projeto de defesa espacial.
Pensavam que poderiam ser atacados pelo espaço e tinham de desenvolver
tecnologia para defender-se. O país estava errado, o problema "era mais
embaixo": em 11 de setembro daquele ano o ataque veio de aviões civis.
Em 2005, os EUA estão preocupados com o Oriente Médio. É
preciso desarticular o "eixo do mal", democratizar o Iraque e dar condições
civilizadas para aquele povo viver. O problema está mais perto do que Bush
imagina: há pobres em seu país vivendo em condições
sub-humanas. Leandro Coelho Resende Costa, MG
Roberto Pompeu de Toledo
Enquanto o deputado Fernando Gabeira, naquele momento nosso porta-voz, sentenciava
que a presença de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara
significava "um desastre para o Brasil", o (ex) presidente Luiz Inácio
Lula da Silva condecorava Severino com a Ordem de Rio Branco. Felizmente, o silêncio
dos que assistiam à cerimônia (em vez dos aplausos, como de praxe
nessas ocasiões) significou constrangimento não só ao condecorado
como também ao condecorador. A que ainda teremos de assistir (Ensaio, 7
de setembro)? Gilmar Alves Trindade Itabuna, BA
Tales Alvarenga Ao artigo "Pizza coisa nenhuma!"
(7 de setembro), eu acrescentaria que o Brasil escancarou ser de fato um subpaís,
pátria de um subpovo e, ainda, que não elegemos políticos
ladrões elegemos brasileiros comuns, muitas vezes corruptos, outras
corruptores, outras ainda hipócritas que fingem espantar-se com o tamanho
da roubalheira, como se ela não fizesse parte do nosso dia-a-dia, entre
políticos, fiscais... Alexandre Dantas São Paulo, SP
Chaves
O sucesso permanente de Chaves deve ser pela identificação que as
crianças têm com a ingenuidade dele. Eu cresci na periferia da Zona
Leste de São Paulo, na Cohab, e assistia ao programa por isso. Com tantos
desenhos de luta e morte que passam na TV, Chaves, com esse desprendimento, cativa
e faz as crianças de hoje gostar tanto dele quanto as crianças de
ontem ("O legítimo comandante Chaves", 7 de setembro). Alexandre
Anselmo São Paulo, SP
O seriado Chaves, que tem 35 anos de existência, parece vinho: quanto
mais velho, melhor. Realmente, ninguém se cansa de ver; prova disso são
os bons índices de audiência que o programa tem conseguido nos 21
anos de exibição no SBT. Wenderson Gomides Neves Anicuns,
GO Chaves está
dando show nas estrelas do SBT. Daqui a pouco, Silvio Santos irá exibi-lo
cinco vezes por dia, para levantar integralmente a audiência de sua emissora.
E olha que o Chapolin está fora do ar. Imagine o estrago que faria
nas outras estações se estivesse sendo exibido. Chaves é
o humor simples e banal traduzido em explosões de audiência! Pobres
Adriane Galisteu e Ratinho! Rodrigo Romero Prado Leite Jacareí,
SP Será que em 2026
alguém se lembrará dos programas de Ratinho, Hebe & cia.? A
diferença é que no seriado as asneiras são inocentes, ao
contrário das "estrelas do SBT", supostamente intelectuais e reconhecidamente
sem conteúdo. Luís Santos Curitiba, PR
Peter Lindert A afirmação do
professor Peter Lindert, na entrevista das páginas amarelas da edição
1.920 (31 de agosto) de que quase todo o dinheiro do sistema previdenciário
seria usado para pagamento dos militares e juízes , demonstra sua
absoluta ignorância a respeito da realidade brasileira. Num orçamento
de bilhões de reais, os poucos mais de 5.000 juízes aposentados
representam um porcentual absolutamente insignificante. Além do mais, os
juízes contribuem com 11% sobre seu salário integral. É lamentável
o desconhecimento do entrevistado. Carlos Augusto de Barros Levenhagen
Presidente da Associação dos Magistrados Mineiros Por e-mail
Medicina
Muito apropriada a reportagem "Desafio precoce" (7 de setembro), de Roberta Salomone,
pontuando muito bem os riscos da prematuridade. A multiparidade é a principal
complicação dos tratamentos de reprodução assistida.
A incidência de gestações múltiplas nesses tratamentos
é de 25%, bastante diferente do 1% que ocorre nas gestações
espontâneas. Porém, nosso maior empenho é a tentativa de redução
significativa dessas gestações múltiplas, diminuindo, então,
a prematuridade e suas conseqüências. Gostaria apenas de observar que
nesses casos somente uma em cada quatro gestações é múltipla
e, na imensa maioria das vezes, gemelar. Cumprimento VEJA pela clareza
e importância da reportagem. Doutor Edson Borges Jr. Diretor
científico do Fertility e coordenador do curso de pós-graduação
em reprodução humana do Instituto Sapientiae São Paulo,
SP Mais uma vez somos tomados pela
emoção. Nossa filha, Natália, nasceu de uma gestação
de 24 semanas, com 870 gramas e 30 centímetros. Teve desenvolvimento motor
e intelectual perfeitos. Alguns dizem que a falta de recursos tecnológicos
da época (há treze anos, não havia UTI neonatal em nossa
cidade) contribuiu para que ela tivesse esse desenvolvimento por força
própria. Atualmente, acompanhamos a evolução da tecnologia
e estudos para que os prematuros tenham maiores condições de um
progresso mais próximo do normal. E partilhamos a alegria de constatar
que a nossa pequena não está na estatística desse comprometimento
do desenvolvimento intelectual. Wagner e Lia Regina Bertoni
Bauru, SP Daniel Barenboim
Brilhante a entrevista do maestro Daniel
Barenboim (Amarelas, 7 de setembro). Esse notável concertista criou, ao
lado do intelectual palestino Edward Said, a West-Eastern Divan Orchestra, formada
por jovens músicos judeus e árabes. Barenboim promove com a sua
iniciativa a integração social entre diferentes povos, sem distinguir
etnias nem fundamentos religiosos. Todos são iguais diante de Beethoven
e do encanto da música erudita sem fronteiras. Um exemplo admirável
e de profundo respeito ao ser humano. Nelson Santiago Filho João
Pessoa, PB A argumentação
que o senhor Daniel Barenboim utiliza para analisar a questão das terras
disputadas entre judeus e palestinos é digna de uma tese de doutorado.
A certa altura, quando compara o momento atual com uma obra de Wagner, o entrevistado
foi perfeito: "...tem passagens complicadas, às vezes você não
sabe para onde a melodia vai mas no fim tudo se resolve". Quem sabe ele
não vai ter razão até o fim e a questão centenária
do Oriente Médio acabe se resolvendo como que... por música! Osny
Martins Joinville, SC
As propostas do maestro Barenboim devem ser examinadas com um olhar crítico.
Sob o eufemismo de "compartilhar a casa", ele e Edward Said propõem o fim
do Estado de Israel. Com isso, ele está arruinando o tanto que conseguiu
tentando reunir árabes e judeus em uma mesma orquestra. O que Barenboim
consegue com essa proposta é dar esperança a radicais como os do
Hamas de que um dia não haverá um Estado de Israel. Isso não
vai conduzir à paz. Paulo Cesar Kullock Rio de Janeiro, RJ
Ministro Celso de Mello
A propósito da "decisão histórica"
do ministro Celso de Mello ("Decisão histórica", Carta ao leitor,
31 de agosto), ilustre cidadão de Tatuí, com quem se pode conversar
bem à vontade na Praça da Matriz, em suas férias na cidade,
vale lembrar sua "atitude histórica" quando era jovem promotor num dos
municípios da Grande São Paulo, em plena ditadura militar. Um preso
foi morto na cadeia. Corajosamente e desafiando o sistema da época, Celso
de Mello entendeu que a família da vítima teria direito a indenização,
uma vez que o preso estava sob a guarda do Estado. E lutou para que assim fosse.
Quando ele foi nomeado para o STF, reconheci que ali estava um homem de bem, um
paladino da justiça e da liberdade. Parabéns, doutor Celso. Felicitações
a VEJA por seu trabalho de informar livremente. Ivacy Furtado de Oliveira Tatuí,
SP Gente
Gostaria de cumprimentar a atriz Bumba por sua resposta à pergunta sobre
o que ela achava da polêmica em torno de sua personagem Índia na
novela A Lua Me Disse (Gente, 7 de setembro). Estamos pegando essa mania
dos americanos de que tudo é feio, imoral e dá processo. Enquanto
se importam com "besteiras", esquecem-se das coisas que realmente têm importância. Francisco
José da Silva Mossoró, RN
Diogo Mainardi No artigo "O bom de blog"
(31 de agosto), Diogo Mainardi, utilizando como fonte um blog da internet, reproduz
em sua coluna informações inverídicas sobre o uso de cartões
de pagamento do governo federal. De acordo com o blog citado, "um espião
infiltrado no Tribunal de Contas da União" teria revelado "detalhes sobre
os gastos exorbitantes do casal Lula e Marisa com cartões de crédito
corporativos". Ocorre que os referidos cartões de crédito, como
já informara nota da Casa Civil, não são utilizados para
gastos pessoais e, por determinação legal, todos os gastos com cartões
de pagamento sempre estiveram, e estão, à disposição
do Tribunal de Contas da União, órgão responsável
pela auditoria dos gastos governamentais. Não tem, assim, nenhum fundamento
a afirmação de que haveria "gastos exorbitantes do casal Lula e
Marisa com cartão de crédito corporativo". André Singer Porta-voz
da Presidência da República Brasília, DF
Lya Luft
Quando tantos esbarram no senso comum, cansando-nos com palavras repetidas, Lya
Luft consegue nos dizer muito mais com o silêncio que perturba, que leva
ao desencontro, à solidão, mas que também nos faz mergulhar
em nós mesmos o suficiente para admitir que "a gente sabia, ah, sim, sabia"
("Falar, calar", Ponto de vista, 7 de setembro). Wilma Coqueiro Cascavel,
PR CORREÇÃO:
Fernando Gabeira é deputado federal pelo Partido Verde do Rio de Janeiro
(Veja essa, 7 de setembro). 
A paciência do embaixador
O
embaixador Guilherme Leite Ribeiro, que mora no Rio de Janeiro, ficou indignado
ao ver a foto do presidente Lula condecorando o presidente da Câmara, Severino
Cavalcanti, com a Ordem de Rio Branco ("Morte da ética em Severino", 7
de setembro). "Nessas horas, diante de tantos absurdos, recordo-me do Visconde
Cabo Frio, digno diretor-geral do Itamaraty durante anos. Às vezes se fechava
no seu gabinete e não se movia de lá. A quem perguntava a razão
disso, respondia: 'Estou esperando que essa gente vá embora'. É
o que todos nós, que servimos no presente e no passado com muito orgulho
a Casa de Rio Branco, devemos fazer nos dias de hoje, juntamente com todos os
brasileiros honrados. Paciência, paciência e paciência!", desabafa
o embaixador. | |
Trabalho no exterior
Na
edição de 24 de setembro de 2003, a seção Guia publicou
uma pequena matéria ("Trabalho no exterior") informando que países
de língua inglesa procuravam imigrantes de diversos tipos de profissão.
O engenheiro Onilfo Alaniz Filho, de Santo André, na Grande São
Paulo, interessou-se pelo assunto. Em e-mail enviado à redação
na semana passada, ele conta a novidade: "Foi através dessa pequena (e
não menos importante) reportagem que eu, minha mulher e minha filha de
11 anos tivemos agora, em agosto de 2005, nossa vida alterada completamente".
Depois de uma seleção criteriosa e de um processo longo, no próximo
mês de novembro eles embarcarão para os Estados Unidos, onde pretendem
viver. Embora amem o Brasil, Onilfo e família realizam o sonho de morar,
estudar e trabalhar no exterior. | | |