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Edição 1 764 - 14 de agosto de 2002
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"VEJA está contribuindo muito para eliminar as raposas de perto do galinheiro."
Eder de Aguiar e Silva
Belo Horizonte, MG

 

Eleições

A reportagem "As pedreiras de Ciro" (7 de agosto) invoca a escola feita por Collor. A mesma truculência verbal que Collor usava com o malsucedido presidente Sarney, Ciro Gomes usa agora com Fernando Henrique. Collor tinha PC; Ciro, seu Martinez; Collor tinha o Magri; Ciro tem o Paulinho; Collor teve a seu lado a "tropa de choque", ACM e Brizola; Ciro também os tem; Collor fez o "bloqueio dos recursos financeiros"; Ciro promete seu correspondente "alongamento da dívida" e o "controle das remessas ao exterior". Estranha reprise, esta.
José Assis Simões Utsch
Curitiba, PR

O temperamento apimentado de Ciro é coisa de macho, cabra da peste, gente que sabe se defender e não leva desaforo para casa. Tu vais ganhar em disparada, meu bichinho!
Zizi Pontes
Fortaleza, CE

Diante de tantas coincidências, fica muito difícil dissociar o presidenciável Ciro Gomes do ex-presidente Collor. "Jovem", retórico, falastrão, prepotente, egocêntrico e pródigo em amizades discutíveis. Tem em sua retaguarda um timaço: Martinez, Roberto Jefferson, ACM & cia., Paulinho da Força Sindical, Bornhausen, Ricardo Teixeira, Brizola e outros.
Leonel José Gomes de Souza
Lorena, SP

Comparar Ciro com Fernando Collor é inaceitável. Ciro não tem nada a ver com o que aconteceu no passado com esse Martinez. Como diz o ditado popular: "Só se atira pedra em árvore que tem frutos". Meu protesto!
Gizela Paz Magalhães Pinheiro
Teresina, PI

O currículo do senhor Martinez é conhecido há muito tempo. Incrível que o senhor Ciro, ou qualquer um de seu staff, não o conhecesse. Ou vale fazer aliança até com o demônio.
Imir Mulato
Ceggia, Veneza, Itália

 

Stephen Kanitz

Absolutamente brilhante o artigo de Stephen Kanitz ("Aprendendo a pensar", Ponto de vista, 7 de agosto). O principal debate brasileiro não deveria ser a corrida eleitoral nem a desvalorização do real, mas as mudanças profundas e necessárias na educação brasileira. Só assim poderíamos preparar as gerações futuras para encontrar as soluções que hoje, lamentavelmente, não somos capazes de encontrar.
Carlos Ricardo
Coral Gables, Flórida, EUA

As teorias de inflation targeting não foram criadas por americanos, mas por europeus. Especificamente o state-of-art inflation targeting foi desenvolvido por um pesquisador sueco chamado Lars E.O. Svensson, que apenas recentemente se mudou para uma universidade americana. Os europeus, diferentemente dos americanos, tiveram experiências de hiperinflação (a Alemanha nos anos 20, por exemplo), e a Suécia conta com o banco central mais antigo em atuação: o Riksbank, em operação desde 1668.
Jose Mauricio Prado Jr.
Institute for International Economic Studies Universidade de Estocolmo
Estocolmo, Suécia

 

Cartas

VEJA mais uma vez deu provas de honestidade jornalística, respeito ao leitor e, sobretudo, de sensibilidade pedagógica: reconheceu o erro na reportagem "O homem de 7 milhões de anos" (17 de julho), apontado por dois leitores, um dos quais uma garota de 11 anos, Bruna Zini de Paula Freitas ("Caveiras trocadas", Cartas, 31 de julho). Como diretora do Colégio Notre Dame de Campinas, escola em que Bruna estuda desde 1997, expresso o reconhecimento de toda a nossa comunidade, pois, ao dar atenção pública à observação de uma aluna tão jovem, VEJA valorizou a educação não apenas quanto ao cuidado com a informação científica mas, sobretudo, pelo respeito ao espírito crítico, que é um dos principais objetivos trabalhados no processo ensino-aprendizagem.
Alda Lúcia Lousada Dias
Campinas, SP

 

Sérgio Vieira de Mello

Estou muito grato pela entrevista com Sérgio Vieira de Mello (Amarelas, 7 de agosto). Respostas conscientes, objetivas e com conhecimento de causa levam-nos a crer que a ONU está no caminho certo em sua escolha. Nunca li tanta racionalidade em uma entrevista.
Raimundo Corrêa Rodrigues
Belém, PA

 

Dieta coletiva

Gostaria de expressar meu grande contentamento pela reportagem "Mutirão da fome" (7 de agosto), sobre nosso trabalho em Lagoa dos Três Cantos, no Rio Grande do Sul. O destaque com que o assunto foi tratado demonstra que o combate à obesidade desempenha um papel de grande importância para a saúde pública do Brasil. É motivo de orgulho e incentivo o apoio dado por VEJA a nosso estudo científico no município. Desejo também reforçar que sou, e sempre fui, contra toda e qualquer dieta ou regime que imponha restrições a determinados alimentos. Ao longo de mais de trinta anos venho comprovando que o melhor método para obter e manter um peso saudável é ensinar o indivíduo a comer menos sem passar fome e sem deixar de comer o que gosta. E a internet vem se mostrando uma arma muito poderosa para a condução desse processo de educação alimentar. Obrigado a todos, em nome de minha equipe.
Professor-doutor Alfredo Halpern
www.emagrecendo.com.br

 

Moda

O estereótipo de nossas mulheres é incompatível com o das esbeltas e anorexas modelos. Possuímos com muito orgulho uma estrutura óssea avantajada, bela e muitas vezes indescritível. Ah, como seria bom viver no século imperial, quando as mulheres fartas, carnudas e sensuais eram o padrão de beleza. Pobre Gisele Bündchen, seria a patinha feia, pois nenhuma qualidade acima lhe é compatível ("Cheinhas e sem grife", 7 de agosto).
Ariadne Cristina Dias
São Caetano do Sul, SP

 

Diogo Mainardi

Pode-se ter raiva ou revolta ao ler os artigos de Diogo Mainardi em VEJA, mas um fato é certo: são coisas que todos gostariam de dizer e têm vergonha ou receio de expressar. Diogo Mainardi, de forma clara e inteligente, mostra as mazelas nacionais que há séculos procuramos esconder debaixo do tapete ("Não adianta espernear", 7 de agosto).
Jesualdo Pires Ferreira Jr.
Ji-Paraná, RO

No Brasil, pobre tem de se conformar, porque a lei não funciona para quem não tem dinheiro. Tem de se conformar com a bandalheira e com a corrupção. O melhor é ser pobre nos EUA. Aqui, brasileiro é pobre, mas vive com dignidade. Independentemente de ser legais ou não no país, as leis são as mesmas para todos. E mais: graças a Deus não temos um Lula como candidato a presidente do país.
Alzira Rafeal
Boynton Beach, Flórida, EUA

Uma dona-de-casa nunca acusaria uma boa empregada, mesmo que desconfiasse de ela ter pego o relógio da gaveta do criado-mudo. Primeiro, pelo senso mais básico de justiça. Segundo, porque, mesmo que desconfiasse, sendo uma boa empregada, a patroa pensaria duas vezes antes de acusá-la e correr o risco de perdê-la. Trazendo para o plano político, o secretário Paul O'Neill cometeu uma injustiça, ou no mínimo um tremendo erro diplomático, ao fazer uma acusação genérica, sem se apoiar em uma prova pontual.
Pilar de Almeida
Ikatsu-cho, Aichi-ken, Japão

 

Guia

Sempre achei de extrema elegância homens que usam gravata, e como mulher e esposa gostaria de eu mesma ajeitar a gravata de meu marido. Mas os nós sempre me pareciam um bicho-de-sete-cabeças. Hoje, isso não acontece mais. Devo a vocês de VEJA. Vocês são realmente completos ("O manual do nó da gravata", Guia, 7 de agosto)!
Jeane M.S. Borelli
Goiânia, GO

 

Ianomâmis

O estudo mencionado na reportagem "Alto risco na selva" (7 de agosto) nada mais é que um livro a ser publicado sobre sexualidade e prevenção da Aids entre os povos indígenas, que conta com autoria de antropólogos de reconhecida trajetória acadêmica, os quais vêm colaborando sistematicamente com o Ministério da Saúde para reverter o cenário atual da epidemia entre os índios. Não tem nenhum capítulo sobre os ianomâmis, especificamente. A matéria é preconceituosa em relação aos índios e aos homossexuais e há fortes tintas de homofobia.
Ivo Brito
Assessor técnico da Unidade de Prevenção da Coordenação Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde
ivo@aids.gov.br

 

 

INTERESSE POR CLONAGEM

A leitora Beth Calheiros, da capital paulista, escreveu à redação e fez um pedido: "É possível conseguir boas reportagens sobre clonagem já publicadas por VEJA?" Na área VEJA Educação do site da revista, a leitora poderá encontrar, entre outras, a matéria de capa "Dolly, a revolução dos clones" (5 de março de 1997).

 

SORO SALVADOR

Instituto Butantan
A aranha-marrom: veneno pode matar


A nota "Aranhas venenosas" (31 de julho) destacou as três espécies mais perigosas existentes no Brasil desse tipo de aracnídeo, entre elas a marrom. João Teixeira de Freitas, de Curitiba, no Paraná, escreveu para a redação alertando para o perigo que o bicho representa em sua cidade. Sandra Ruíz Sella, diretora do Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, mostra a real dimensão do assunto. "O envenenamento pela aranha-marrom (loxoscelismo) é um importante problema de saúde pública no Sul e no Sudeste do Brasil. Essas aranhas se abrigam sob a casca de árvores, entre fendas de muros, pilhas de tijolos ou telhas, no interior de ambientes de trabalho ou moradias. A pessoa picada pode apresentar, além de comprometimento cutâneo, febre, calafrios, fraqueza, náusea, vômito, exantema, hemólise intravascular e, em alguns casos, insuficiência renal aguda, sendo esta a principal causa de óbito no loxoscelismo", explica. A estudante de biologia Letícia Piaskowski, de Ponta Grossa, lembra que existe um soro para picada desse tipo de aranha. "Uma pessoa ferida por uma aranha-marrom deve receber o soro específico, o antiloxoscélico. Caso não esteja disponível, usa-se o antiaracnídeo", diz. O soro antiloxoscélico é desenvolvido e produzido pelo centro dirigido por Sandra Ruíz Sella e estará disponível a partir de 2003, por meio do Ministério da Saúde, para todo o território nacional.



Veja também
Secretaria de Estado da Saúde do Paraná
Museu Biológico do Instituto Butantan

 

 
 
   
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