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VEJA Recomenda
DVDs
Divulgação
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| O Grande Roubo: estilo e dom para as
reviravoltas |
O Grande Roubo (The Hard Word,
Austrália/Inglaterra, 2002. Europa) Os três
irmãos Twentymen são excelentes ladrões de
banco, mas falta-lhes alguma esperteza. Do contrário, não
teriam se colocado nas mãos do advogado Frank, que provavelmente
está passando a perna em Dale, o líder do bando, em
assuntos financeiros e também conjugais. O diretor Scott
Roberts às vezes exagera na violência e na tentativa
de chocar a platéia, mas não há como negar
que ele tem estilo e um dom para as reviravoltas. O melhor do filme,
porém, fica por conta de Guy Pearce e Rachel Griffiths (a
Brenda da série A Sete Palmos), ambos aqui numa rara
volta ao seu cinema natal, o australiano.
Divulgação
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| Peter Pan: para fazer suspirar as pré-adolescentes
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Peter Pan (Estados Unidos, 2003. Columbia) Não
é só que o garoto Jeremy Sumpter, que interpreta o
personagem-título, seja de fazer suspirar as pré-adolescentes:
esta versão da história do menino que se recusa a
crescer dá um banho nas adaptações anteriores
do clássico infantil. Dirigido pelo australiano P. J. Hogan
(de O Casamento do Meu Melhor Amigo) e amparado por um ótimo
elenco, o filme recupera o espírito de fantasia e aventura
do texto do inglês J. M. Barrie. Bom para as crianças
e igualmente agradável para os adultos. Entre os extras caprichados,
um em especial é de deixar o espectador roído de inveja:
aquele que mostra como foram feitas as cenas em que os personagens
voam pela Terra do Nunca. Veja
cenas.
LIVROS
A
Viagem Vertical, de Enrique Vila-Matas
(tradução de Laura Janina Hosiasson; Cosac & Naify;
256 páginas; 39,50 reais) A mulher de Federico Mayol,
um eminente empresário do ramo de seguros de Barcelona, está
descascando ervilhas na cozinha quando diz ao marido que deseja
a separação, encerrando um casamento de cinqüenta
anos. Depois de ver suas certezas desmoronarem nessa cena quase
trivial, Mayol decide viajar para o sul, onde relembra os traumas
de sua infância na Guerra Civil Espanhola. Vencedor do Prêmio
Rómulo Gallegos de Melhor Romance em Língua Espanhola
de 2001, A Viagem Vertical é uma excelente apresentação
da obra de Vila-Matas, até hoje inédita no Brasil.
Antonio Milena
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| Haroldo: invenção poética |
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Galáxias, de Haroldo de Campos (Editora 34; 128 páginas;
45 reais) Compostos entre 1963 e 1976, os cinqüenta
fragmentos de Galáxias estão entre as mais
instigantes criações do poeta, ensaísta e tradutor
Haroldo de Campos, morto no ano passado. Não há versos
nesse livro, mas os textos de uma página e sem pontuação
estão carregados de criação poética,
explorando obsessivamente o valor sonoro da palavra. A primeira
edição integral da obra, de 1984, tornou-se item de
colecionador, pois nunca foi reeditada. A nova edição
que chega agora às livrarias brasileiras vem acompanhada
do CD Isto Não É um Livro de Viagem, em que
Haroldo lê dezesseis fragmentos. Ouça
um trecho.
Egberto Nogueira
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| Rose Saldiva: tom afetivo |
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Os Saldivas Aprendizados Nominais,
de Rose Saldiva (Geração Editorial; 200 páginas;
42 reais) Fundadora, ao lado do irmão Wanderley, da
agência Saldiva & Associados, a autora conta sua bem-sucedida
trajetória na publicidade. Mas o livro não vai interessar
somente aos publicitários. Misturando o registro coloquial
da crônica com a introspecção das memórias,
Rose fala da São Paulo de sua infância, de sua família,
dos amigos. Em tom afetivo, trata também das perdas que sofreu
especialmente da morte da mãe, Cecília, e do
irmão e sócio Wanderley. De quebra, o livro inclui
seções que funcionam como auto-ajuda, entre elas o
capítulo que reúne algumas máximas úteis
principalmente para os publicitários como "prefira
o diretor de artistas ao de recursos humanos".
DISCOS
Uh
Huh Her, PJ Harvey (Universal)
Uma das principais vozes do rock inglês, a cantora
e guitarrista PJ Harvey tem um método peculiar de criação.
Para cada disco de rock clássico que lança, ela produz
um outro álbum de sonoridade mais crua. Em 2000, Harvey lançou
o celebrado Stories from the City, Stories from the Sea,
gravado em Nova York com músicos tarimbados. Uh Huh Her
é, portanto, um trabalho artesanal. Harvey tocou todos os
instrumentos e pinçou suas letras mais pessoais para compor
o cardápio. Letras que ela, aliás, mais sussura do
que canta, criando uma atmosfera de intimidade. Ouça as faixas
The
Desperate Kingdom Of Love e The
Slow Drug.
Movie
Masterpieces, Ennio Morricone (BMG) Em novembro do
ano passado, o compositor italiano Ennio Morricone comemorou 75
anos de idade e quarenta de carreira. Foram lançadas diversas
coletâneas em sua homenagem, entre elas uma caixa com quatro
discos que trazia, além dos temas musicais mais famosos do
maestro, incursões de Morricone no mundo erudito. Ao Brasil,
porém, chega apenas a coletânea de suas trilhas para
o cinema. Músico de formação clássica,
Morricone atuou como "faz-tudo" do cinema italiano nos anos 60 e
70, criando desde músicas para filmes de faroeste como Três
Homens em Conflito e Por um Punhado de Dólares
até canções funk. Essa versatilidade o transformou
num dos compositores mais populares e reverenciados do século
XX.
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