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Cartas
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"Essa
fantástica reportagem nos enche de esperança.
Um dia, os criminosos serão punidos e a corrupção
será apenas uma lembrança ruim."
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP |
Corrupção
Parabéns a VEJA pela publicação da reportagem
"As vitórias parciais contra a corrupção" (7
de julho), em que destaca o salto de qualidade das investigações
e o descompasso do processo penal brasileiro, a permitir que manobras
legais sejam levadas a efeito para manter os corruptos fora da cadeia,
quase inatingíveis. Entretanto, essa constatação
não chega a causar espécie num país tão
acostumado às desigualdades, ao favorecimento do rico, do
poderoso, que se serve, à vontade, do mecanismo do Estado,
como se estivesse num "self-service" dos favores, da ocasião
e da oportunidade. O único recurso do impotente cidadão
brasileiro tem sido a mídia, que vem revelando as mazelas
da injustiça, da inércia e da omissão estatal.
Denise Ladeira Costa Ferreira
Procuradora do Distrito Federal
Brasília, DF
A reportagem "As vitórias parciais contra a corrupção"
faz duas afirmações que merecem ser refletidas e refutadas.
A primeira, quando cita, em três oportunidades, que o trabalho
do advogado criminal é protelar o processo. Na verdade, o
criminalista atua para garantir a defesa à luz da Constituição,
de forma que a pena não extrapole a culpa do acusado ou busque
sua absolvição, caso seja inocente. É fundamental
quebrar o mito sobre os "poderes mágicos" do advogado criminal
ou de seu envolvimento com o crime, a ponto de defender a impunidade.
Se há demora no processo, não é em razão
do recurso do advogado, mas do tempo que a Justiça leva para
decidir. Um exemplo dessa morosidade está no volume de 550.000
processos em grau de recurso, parados nos tribunais de São
Paulo, que demoram de quatro a cinco anos para voltar a tramitar.
A morosidade da Justiça é contrária aos interesses
da advocacia e do cliente, porque eterniza a angústia do
réu. A segunda afirmativa da reportagem que merece uma rediscussão
está contida no boxe "Caçadores de corruptos". A OAB-SP
tem profundo respeito pelo Ministério Público e pelo
papel que exerce como titular da ação penal, objetivando
a condenação do réu. Todavia, esse papel difere
da investigação, que deve ser exercida por um braço
isento do Estado, vocacionado e treinado para esse fim: a polícia
judiciária, na esfera estadual e federal. Ao recolher as
provas e desvendar o crime, encaminhando o inquérito ao MP,
a polícia mantém o equilíbrio que se busca
para uma decisão imparcial, uma vez que o Ministério
Público é parte do processo.
Luiz Flávio Borges D'Urso
Advogado criminal, mestre e doutor em direito penal pela USP
Presidente da OAB-SP
São Paulo, SP
Sobre a reportagem de capa da edição 1 861 de VEJA,
cabe destacar que, dos trinta processos penais abertos contra minha
pessoa, já fui absolvido em 25. Exerci por cinco anos e meio
os cargos públicos de deputado distrital e senador, não
sofrendo nenhuma acusação de corrupção.
Inexplicável a inclusão de meu nome na citada matéria,
já que não sou réu em acusação
de corrupção e fui inocentado no processo do TRT sobre
o qual, inclusive, a revista VEJA deveria se atualizar, visto que
as perícias judiciais concluídas no processo desmentiram
a fantasiosa história, criada pelo MP, do desvio de 169 milhões
de reais.
Luiz Estevão
Brasília, DF
A reportagem relata justamente o que ocorre na realidade. É
importante conscientizar os leitores das verdadeiras causas da impunidade
no Brasil: o excesso de recursos no decorrer do processo penal,
os curtos prazos de prescrição no Brasil e o inchaço
dos tribunais superiores, o STJ e o STF. Infelizmente, tais problemas
ainda não foram enfrentados de forma corajosa por nossos
legisladores. A reforma do Judiciário que está em
trâmite não prestigia esses temas e por isso não
acabará com a morosidade dos processos judiciais no Brasil.
Ryanna Pala Veras
Procuradora da República
Santo André, SP
A reportagem de capa da última semana serviu não só
para refrescar a memória como, sobretudo, para nos despertar
o senso de cidadania adormecido ultimamente. Quem ainda lembra o
que fizeram Jorgina, Lalau, Luiz Estevão, Jader, João
Alves? Na minha visão, o próprio sistema de leis vigente
(anacrônico e obsoleto) e a progressiva mercantilização
do acesso à Justiça é que geram a sensação
de impunidade e a idéia de que o crime sobretudo o
de colarinho branco compensa. Somem-se a isso a corrupção
e a ignorância e está pronta a receita predileta das
aves de rapina. Felizmente, para não cairmos de vez no breu
da anarquia, existem publicações sérias como
VEJA, cuja coragem desafia a arrogância das elites e a caneta
dos poderosos, sem medo das conseqüências. Valeu. É
para ler e guardar.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
Aliança
política
Não me surpreendem mais as alianças políticas.
Tudo isso mostra que eles se preocupam apenas com seus interesses
pessoais, colocando-os bem acima dos interesses da população.
E o povo? O povo que fique à mercê da própria
sorte! Mas acredito que o brasileiro está aprendendo a votar
e a identificar esses parasitas, que terão a resposta nas
urnas ("É a geléia geral", 7 de julho)!
Hélder Fábio Cabral Barbosa
Gravatá, PE
Vereadores
Apesar de todos os problemas pelos quais passa a maioria dos brasileiros,
com um famigerado salário mínimo, juros estapafúrdios,
corrupção, violência, educação
precária etc. etc., ainda assim acredito neste país.
Ler a matéria "Fim da farra" (7 de julho) foi um alívio.
Afinal de contas, quem ainda acredita que o Brasil vai piorar com
menos vereadores?
Paulo Reckziegel
Pato Branco, PR
Evangélicos
Temos uma boa notícia em meio a tantas tragédias.
A fé está mudando a vida de pessoas que antes trilhavam
os becos do crime e agora caminham no desígnio do Criador.
O que podemos esperar é que a fé dos evangélicos
sirva de exemplo como instrumento apaziguador. O papel da religião
não é criar preconceitos e diferenças que levam
à guerra, mas, sim, unir e harmonizar ("A fé de resultados",
7 de julho).
Micheli Rueda Pinto
São Paulo, SP
Nos corredores da Febem percebem-se claramente os resultados do
trabalho desenvolvido pelos pastores na recuperação
de menores infratores. Esse mesmo resultado tem ocorrido no interior
paulista, na parceria entre aquela instituição e as
igrejas evangélicas. Esses homens simplesmente estão
seguindo os passos do mestre Jesus Cristo. Ah, se todos seguissem...!
Renê Humberto Muniz Pereira
Jales, SP
PT
A reportagem "O PT marchou rumo às vagas no governo..." (7
de julho) contém, sobre o BNDES, erros de informação
que necessitam ser reparados. O principal deles é o de que
o BNDES cobra taxa de risco maior dos bons pagadores do que dos
inadimplentes. Não existe tal prática nas relações
do banco com seus mutuários. Aparentemente, a revista se
baseia em declaração atribuída ao ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, para a saraivada de críticas à
diretoria do BNDES presidida pelo professor Carlos Lessa. De qualquer
forma, o ex-presidente seria o brasileiro menos qualificado para
opinar sobre o BNDES. Foi durante seus oito anos de governo que
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social se
transformou em banco de investimento, simples corretor de ativos
preexistentes, que vendia bens públicos sem se importar com
os interesses nacionais e nem mesmo com a qualidade bancária
das transações. A equipe de técnicos, todos
de carreira e concursados, que hoje ocupa as superintendências
do BNDES aliás, eram 27 no governo de FHC e hoje são
treze é, no mínimo, tão competente quanto
a anterior.
Paulo Totti
Assessor de imprensa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES)
Rio de Janeiro, RJ
Louve-se
o esforço de VEJA na sua luta contra a ingerência da
política partidária em organizações
como a Embrapa. Fui diretor e presidente da Embrapa e da Codevasf,
ao todo dezessete anos. Sei quão forte é a pressão
da política partidária e quão danoso pode ser
o curvar-se aos seus caprichos. Ressalto, contudo, que a Embrapa
criou mecanismo de escolha dos dirigentes de suas unidades que representa
um grande avanço. O presidente Clayton cuida de proteger
a Embrapa nos limites do possível. O ponto fraco do mecanismo
existente é que inexiste uma lei do Congresso Nacional que
o ponha a salvo do poder maior. Ou seja, ele pode ser revogado ou
desrespeitado a qualquer momento por aquele poder. Ainda, o mecanismo
não cobre a escolha da diretoria executiva da Embrapa. Por
que o Congresso Nacional não cria uma lei que discipline
a escolha de dirigentes, a exemplo do que se fez nos países
desenvolvidos? VEJA não acerta na crítica à
morosidade das licitações. Essa morosidade é
ditada pelo contingenciamento dos recursos. Se continuar como está,
orçamento minguado e contingenciamento de recursos, o governo
Lula passará à história por ter matado a jóia
da coroa, como é conhecida a Embrapa.
Eliseu Roberto de Andrade Alves
Pesquisador e ex-presidente da Embrapa e da Codevasf
Brasília, DF
A reportagem revela a fórmula matemático-financeira
que constitui o fundamento da governabilidade petista: cargos em
comissão + titulares petistas e/ou simpatizantes = dízimos
para o PT. Essa contribuição tributária não
tem controle externo, é óbvio. Resta aguardar a esperada
mudança. Pois, se a situação vigente é
um bem, não há bem que nunca acabe; se é um
mal, não há mal que sempre dure.
Pedro Luís de Campos Vergueiro
São Paulo, SP
Não
há preenchimento de cargos sem critério técnico
na Embrapa. Os chefes dos centros de pesquisa têm mandato
de dois anos, podendo ser reconduzido por mais dois. As substituições
realizadas obedeceram a esse critério. A seleção,
que é pública, a partir de 2003 inclui análise
de perfil gerencial e ficou ainda mais rígida com relação
à formação científica, pois, dos 28
chefes designados (e não dezenove, como afirma VEJA), 26
têm doutorado, freqüência maior em comparação
aos que deixaram o cargo, dos quais 23 tinham doutorado. Continua
a ser exigida experiência de dez anos e diploma de mestrado,
no mínimo.
Paola Andrea Ligasacchi
Chefe da Assessoria de Comunicação Social Embrapa
Brasília, DF
O
diretor regional de Mato Grosso do Sul é o único carteiro
do país a ocupar tal posição e possui curso
superior completo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Os carteiros que trabalham nos Correios representam 50% do efetivo
da empresa, e uma grande parte possui nível superior ou está
cursando alguma faculdade; por isso, não entendemos a discriminação
"inclusive por carteiros". O destino das empresas públicas
não pode estar limitado às mãos de uma pequena
minoria, o que, nos Correios, com as amarras existentes anteriormente,
representava 5% do efetivo, em um universo de 100 000 trabalhadores.
Temos muitas pessoas qualificadas e capacitadas em nosso quadro
de empregados que necessitam apenas de oportunidades para que possam
comprovar isso.
João Rocha
Diretor regional DR/MS
Campo Grande, MS
Diogo
Mainardi
Lula
"e seus partidários" posicionaram-se contrariamente à
invasão do Iraque. Pronta razão, portanto, para Diogo
Mainardi aderir à barbárie americana no Golfo Pérsico.
A obsessão do colunista em contrapor-se ao presidente "e
aos seus partidários" leva-o inclusive a justificar os atos
de Bush no Iraque ("uma necessidade iraquiana"), condenados por
segmentos bem díspares do pensamento mundial, aí incluída
a metade da opinião pública dos EUA. Patético
o "menino prodígio" de VEJA ("Bush não é um
Saddam", 7 de julho).
Nivaldo da Costa Pereira
Cuiabá, MT
Há
anos, VEJA oferece informação, cultura e lazer. Diogo
Mainardi ensina que a revista pode, também, ajudar a formar
críticos. A crítica é o resultado que se tem
quando se decide questionar. E questionar é fundamental!
Allan Robert Paula de Jesus
Piacenza, Itália
Law
Kin Chong
Refuto,
com veemência, as inverdades a mim atribuídas por reportagem
publicada na edição de VEJA de 7 de julho de 2004.
Em nome da verdade, informo que sou sócia majoritária
da empresa Marketing Consulting Ltda., que tem por objetivo a divulgação
dos empreendimentos de meu marido, Law Kin Chong. Informo ainda
que minha empresa jamais esteve envolvida em nenhuma atividade ilegal
ou irregular. Reafirmo que eu e meu marido nunca participamos de
nenhuma atividade ilegal. Considero levianas, mentirosas, injuriosas
e caluniosas as afirmações feitas na referida reportagem,
atribuídas a pessoas que se mantêm de forma covarde
e ilegal no anonimato.
Hwu Su Chiu Law
São Paulo, SP
Correção:
A Estação Finlândia fica em São Petersburgo,
e não em Moscou, como informou a reportagem "Rumo à
'Estação INSS'" (7 de julho).
| AS
NOTAS E AS ACADEMIAS |
VEJA
tem publicado análises das melhores academias de
ginástica em algumas capitais, em suas edições
especiais regionais Viver Melhor. Com critérios
definidos por especialistas, são atribuídas
notas em diversos quesitos para cada academia. Na edição
que circulou em Salvador (junho de 2004), a academia Hangar
45 acabou injustiçada na apresentação
das informações sobre seus equipamentos
e sua estrutura. Diferentemente do publicado, a Hangar
45 tem 31 bicicletas de spinning, e não oito, e
dezesseis boxes nos vestiários, e não doze,
além de oferecer loja de roupas e acessórios.
Isso altera o total de pontos conquistados pela academia
no ranking geral de 3,7 para 3,9 e faz da
Hangar 45 a nona colocada. |
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| UM
BILHÃO DE GIGABYTES |
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Fabiano
Silvestri, estudante de ciência da computação
em São Paulo, leu a matéria "Uma prévia
do futuro" (7 de julho) e, assim como outros cinco leitores,
fez uma importante observação: "Um exabyte,
sem 'h', realmente corresponde a 1 bilhão de
gigabytes (mais precisamente 1 073 741 824 gigabytes).
Um bilhão de gigabytes, porém, corresponde
a 1 152 921 504 606 846 976 bytes (próximo ao
quintilhão de bytes), e não a 1 bilhão
de bytes, como está escrito no texto". Silvestri
apresentou ainda uma tabela com algumas unidades de
informática. Acompanhe:
1
byte = 8 bits
1 kilobyte =
1 024 bytes
1 megabyte =
1 024 kilobytes
1 gigabyte =
1 024 megabytes
1 terabyte =
1 024 gigabytes
1 petabyte =
1 024 terabytes
1 exabyte =
1 024 petabytes
1 zettabyte =
1 024 exabytes
1 yottabyte =
1 024 zettabytes
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