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Radar
Felipe Patury (patury@abril.com.br)
MENSALÃO Página
virada O escritor Fernando Morais desistiu de escrever a biografia
de José Dirceu. Disse a amigos que as entrevistas gravadas com o ex-ministro
nada tinham de interessante e revelador. Boa desculpa, Morais.
Nova militância Sem ghost-writer, Dirceu
mergulhou de vez no ramo da "consultoria". Apresenta-se, agora, como representante
do mexicano Carlos Slim, da Telmex. Já andou até tentando recrutar
pessoal em nome dele. Um
UFO eleitoral Em julho, Lula anuncia a criação da Universidade
Federal de Osasco, a UFO. Com isso, pretende embalar a campanha a deputado de
João Paulo Cunha, cuja base é na cidade paulista. Flagrado no mensalão,
João Paulo foi decisivo para que Aloizio Mercadante se tornasse o candidato
do PT ao governo de São Paulo, como queria Lula. O presidente retribui
o obséquio. Pizza
em casa Quando eclodiu o mensalão, o carequinha Marcos Valério
deixou sua casa em Belo Horizonte e refugiou-se em um condomínio fechado.
Como os mensaleiros foram absolvidos, voltou ao lar, agora ampliado com sauna,
quadra e sala de ginástica.
ELEIÇÕES 2006 Ele joga nas onze
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, tem dito
que o aumento concedido por Lula aos funcionários públicos é
ilegal e que o Supremo Tribunal Federal o cancelará se for chamado a julgá-lo.
Lula acena com 2010 para Aécio Emmanuel
Pinheiros/AE
 | | Aécio:
de papo com Lula. O presidente promete hoje, mas só quer entregar a encomenda
daqui a quatro anos |
O presidente Lula
tenta solidificar uma ponte com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Em suas conversas com o governador, Lula disse que não acredita que o PT
seja capaz de lançar um candidato capaz de disputar a Presidência
da República em 2010. Nesse caso, estaria disposto, se reeleito neste ano,
a apoiar uma eventual candidatura Aécio. Em tal cenário, o único
obstáculo no caminho do governador rumo ao Planalto seria seu próprio
partido, o PSDB. Por isso, voltou à mesa uma proposta feita no ano passado
por José Sarney e Renan Calheiros para que Aécio se mudasse para
o PMDB. | |
FISCO O ralo dos tribunais Um
estudo do economista Raul Velloso feito para o instituto Etco aponta o Judiciário
e o Ministério Público como dois dos maiores sorvedouros do dinheiro
dos impostos. Desde 1995, a participação desses setores no gasto
de pessoal da União cresceu 70%. Os recursos foram usados para contratações
e aumentos de salários. ENERGIA
Com todo o gás A
British Gas, dona da Comgás, pretende aumentar de 2 bilhões para
4 bilhões de dólares seus investimentos no país.
SEGURANÇA Efeito
PCC No ano passado, o mercado de equipamentos de
segurança eletrônica cresceu apenas 6%. Neste, as previsões
mais otimistas apontavam um aumento de 10%. Por causa dos ataques do PCC em São
Paulo, no entanto, o faturamento deve subir mais de 15% em relação
a 2005. SIDERURGIA Evo
amoleceu O empresário Eike Batista foi informado
de que o governo boliviano liberará o equipamento de sua EBX, apreendido
pelo governo Evo Morales. Batista usará o material, avaliado em 30 milhões
de dólares, em um empreendimento de ferro-gusa em Mato Grosso do Sul.
TELEFONIA Alô?
Caiu A Claro terá novo presidente. Sai Luis
Cosio e entra João Cox, ex-presidente da Telemig Celular. A substituição
pode dar início a uma troca de cadeiras no setor.
SEGUROS De volta à prateleira O
governo retomou o projeto de privatizar o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB),
no qual o PTB descolava parte do mensalão. Pendente desde o período
tucano, a tarefa foi entregue a Bernard Appy, secretário executivo da Fazenda.
FUTEBOL Tricolor
na TV Depois da Copa, o São Paulo lança
uma campanha de TV, produzida pela F/Nazca, para aumentar o número de torcedores.
Hoje, o clube tem a terceira maior torcida do país, atrás de Flamengo
e Corinthians. Quer chegar ao primeiro lugar até 2013 e, com isso, ampliar
o seu faturamento com marketing esportivo.
Com ele na disputa, Serra vence no primeiro
turno Marcio
Fernandes/AE
 | Quércia:
o veto tucano o aproximou do Planalto |
O PT não desistiu do ex-governador Orestes Quércia, do PMDB. O partido
do presidente faz força para que ele se candidate ao governo de São
Paulo, a fim de baixar a bola dos tucanos no estado. Mas Quércia só
topou conversar com Lula depois de ter sido vetado por José Serra, candidato
do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, como vice de sua chapa. Numa eventual
aliança com o PMDB, Serra prefere que a vaga seja ocupada por Michel Temer.
Uma pesquisa não registrada feita pelo instituto Analítica mostra
que o Planalto erra ao apoiar Quércia. Pela pesquisa, a candidatura do
peemedebista reforça a tendência de Serra vencer no primeiro turno.
Quando Quércia é incluído entre os candidatos, Mercadante
perde 5 pontos porcentuais. Serra permanece estável. |
| Colaboraram
Heloisa Joly e José Edward |