Edição 1960 . 14 de junho de 2006

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Radar

Felipe Patury (patury@abril.com.br)

• MENSALÃO

Página virada
O escritor Fernando Morais desistiu de escrever a biografia de José Dirceu. Disse a amigos que as entrevistas gravadas com o ex-ministro nada tinham de interessante e revelador. Boa desculpa, Morais.  

Nova militância
Sem ghost-writer, Dirceu mergulhou de vez no ramo da "consultoria". Apresenta-se, agora, como representante do mexicano Carlos Slim, da Telmex. Já andou até tentando recrutar pessoal em nome dele.

Um UFO eleitoral
Em julho, Lula anuncia a criação da Universidade Federal de Osasco, a UFO. Com isso, pretende embalar a campanha a deputado de João Paulo Cunha, cuja base é na cidade paulista. Flagrado no mensalão, João Paulo foi decisivo para que Aloizio Mercadante se tornasse o candidato do PT ao governo de São Paulo, como queria Lula. O presidente retribui o obséquio.  

Pizza em casa
Quando eclodiu o mensalão, o carequinha Marcos Valério deixou sua casa em Belo Horizonte e refugiou-se em um condomínio fechado. Como os mensaleiros foram absolvidos, voltou ao lar, agora ampliado com sauna, quadra e sala de ginástica.

 

• ELEIÇÕES 2006

Ele joga nas onze
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, tem dito que o aumento concedido por Lula aos funcionários públicos é ilegal e que o Supremo Tribunal Federal o cancelará se for chamado a julgá-lo.

 

Lula acena com 2010 para Aécio

Emmanuel Pinheiros/AE
Aécio: de papo com Lula. O presidente promete hoje, mas só quer entregar a encomenda daqui a quatro anos

O presidente Lula tenta solidificar uma ponte com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Em suas conversas com o governador, Lula disse que não acredita que o PT seja capaz de lançar um candidato capaz de disputar a Presidência da República em 2010. Nesse caso, estaria disposto, se reeleito neste ano, a apoiar uma eventual candidatura Aécio. Em tal cenário, o único obstáculo no caminho do governador rumo ao Planalto seria seu próprio partido, o PSDB. Por isso, voltou à mesa uma proposta feita no ano passado por José Sarney e Renan Calheiros para que Aécio se mudasse para o PMDB.

 

• FISCO

O ralo dos tribunais
Um estudo do economista Raul Velloso feito para o instituto Etco aponta o Judiciário e o Ministério Público como dois dos maiores sorvedouros do dinheiro dos impostos. Desde 1995, a participação desses setores no gasto de pessoal da União cresceu 70%. Os recursos foram usados para contratações e aumentos de salários.

 

• ENERGIA

Com todo o gás
A British Gas, dona da Comgás, pretende aumentar de 2 bilhões para 4 bilhões de dólares seus investimentos no país.

 

• SEGURANÇA

Efeito PCC
No ano passado, o mercado de equipamentos de segurança eletrônica cresceu apenas 6%. Neste, as previsões mais otimistas apontavam um aumento de 10%. Por causa dos ataques do PCC em São Paulo, no entanto, o faturamento deve subir mais de 15% em relação a 2005.

 

• SIDERURGIA

Evo amoleceu
O empresário Eike Batista foi informado de que o governo boliviano liberará o equipamento de sua EBX, apreendido pelo governo Evo Morales. Batista usará o material, avaliado em 30 milhões de dólares, em um empreendimento de ferro-gusa em Mato Grosso do Sul.

 

• TELEFONIA

Alô? Caiu
A Claro terá novo presidente. Sai Luis Cosio e entra João Cox, ex-presidente da Telemig Celular. A substituição pode dar início a uma troca de cadeiras no setor.

 

• SEGUROS

De volta à prateleira
O governo retomou o projeto de privatizar o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), no qual o PTB descolava parte do mensalão. Pendente desde o período tucano, a tarefa foi entregue a Bernard Appy, secretário executivo da Fazenda.

 

• FUTEBOL

Tricolor na TV
Depois da Copa, o São Paulo lança uma campanha de TV, produzida pela F/Nazca, para aumentar o número de torcedores. Hoje, o clube tem a terceira maior torcida do país, atrás de Flamengo e Corinthians. Quer chegar ao primeiro lugar até 2013 e, com isso, ampliar o seu faturamento com marketing esportivo.

 

Com ele na disputa, Serra vence
no primeiro turno

Marcio Fernandes/AE

Quércia: o veto tucano o aproximou do Planalto

O PT não desistiu do ex-governador Orestes Quércia, do PMDB. O partido do presidente faz força para que ele se candidate ao governo de São Paulo, a fim de baixar a bola dos tucanos no estado. Mas Quércia só topou conversar com Lula depois de ter sido vetado por José Serra, candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, como vice de sua chapa. Numa eventual aliança com o PMDB, Serra prefere que a vaga seja ocupada por Michel Temer. Uma pesquisa não registrada feita pelo instituto Analítica mostra que o Planalto erra ao apoiar Quércia. Pela pesquisa, a candidatura do peemedebista reforça a tendência de Serra vencer no primeiro turno. Quando Quércia é incluído entre os candidatos, Mercadante perde 5 pontos porcentuais. Serra permanece estável.

 

Colaboraram Heloisa Joly e José Edward

 

 

Foto Joedson Alves/AE

 
 
 
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