Edição 1 653 -14/6/2000

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Atenas

Porto livre do terrorismo

AP
Atentado a tiros: adido inglês morto numa rua de Atenas


O assassinato de Stephen Saunders, adido militar inglês em Atenas, na semana passada, confirmou um dado trágico: a Grécia é, ao lado de Paquistão e Afeganistão, o país onde o terrorismo atua com desenvoltura impressionante. Foram mais de vinte atentados em 1999. Só o grupo esquerdista 17 de Novembro, autor do assassinato de Saunders, matou 23 pessoas em 25 anos. Apesar de tantas atrocidades, a polícia grega jamais prendeu qualquer um de seus membros. Os Estados Unidos, o principal alvo do terror grego, acusam as autoridades de Atenas de lenientes com o terror.

 

Londres

Heroísmo roubado

O primeiro-ministro Tony Blair está urrando contra a mania hollywoodiana de atribuir a americanos atos heróicos praticados por outros. É o que acontece no filme U-571, sobre a captura da máquina de códigos nazista Enigma por um comando inglês, na II Guerra. Na fita, os heróis são todos americanos. "É uma afronta", diz Blair.

 

Pisa

Quase caindo, mas segura

AFP
Torre reformada: inclinação mantida


Após dez anos de reformas, a Torre de Pisa, na Itália, será reaberta simbolicamente neste sábado, 17, dia de São Ranieri, patrono da cidade. A obra para estabilizar a construção que ameaçava desabar consumiu 20 milhões de dólares. A reabertura definitiva para o público ocorrerá em junho de 2001, com o fim dos trabalhos.

 

 

Kinshasa

Uma guerra com 2,3 milhões de mortos

A guerra civil no Congo, ex-Zaire, matou 2,3 milhões de pessoas nos últimos dois anos, e não 600 000 como se acreditava. A conclusão é do levantamento feito pelo Comitê Internacional de Resgate, uma ONG que trabalha com refugiados, divulgado na semana passada. Além dos mortos em combate, o estudo computa também as vítimas da fome e de doenças, como a malária e a cólera, em conseqüência da anarquia causada pelo conflito.

 

 

Enfim, a arma de raios

AP


Americanos e israelenses desenvolveram um sistema de interceptação de mísseis de curto alcance utilizando um raio laser disparado do solo. A nova arma, testada na semana passada, é mais eficiente e mais barata que antimísseis convencionais

 

Reuters
O míssil Katyusha disparado para o teste é detectado pelo radar O raio de laser é acionado e viaja na velocidade da luz para atingir o alvo Aquecido a uma altíssima temperatura, o foguete explode em segundos