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Guia Para
ler na viagem  Monica
Weinberg
| Lailson
Santos | | | O
executivo Gustavo Costa, 40 anos, usa os guias para organizar suas viagens: dicas
de bons hotéis quatro-estrelas pelo preço de um de duas |
A
pedido de VEJA, um grupo de especialistas em viagem entenda-se: gente que
já rodou o mundo e não passa muito tempo longe de um avião
leu e avaliou seis dos best-sellers mundiais na prateleira dos guias de
turismo. Eles se dedicaram
à análise daqueles guias destinados a duas das cidades mais procuradas
por brasileiros no exterior: Buenos Aires e Nova York. Em julho, espera-se que
o número de turistas que embarcam para tais cidades, motivados pela desvalorização
do peso e do dólar perante o real, cresça 20% em comparação
com as últimas férias. Para essas pessoas, escolher um bom guia
de turismo pode ajudar a tomar decisões acertadas na hora de planejar
e evitar maus momentos fora de casa. Como cada qual viaja de um jeito e com certo
orçamento, não existe um único guia que seja o melhor para
todo mundo. É justamente aí que a avaliação dos especialistas
revela sua utilidade, ao enfatizar pontos altos e baixos de cada um e, no final,
diferenciá-los. Os comentários. Destino:
Buenos Aires Lonely
Planet (Argentina, só em inglês) Ponto
alto: as dicas alternativas ao roteiro tradicional, como praças menos
lotadas e tão vibrantes quanto a Recoleta e shows gratuitos de tango ao
ar livre bem menos turísticos do que os indicados pelas agências
de viagem
Ponto baixo: resume demais explicações
sobre ótimas atrações da cidade, como o
Museu de Arte Latinoamericano, ao qual destina apenas cinco
linhas. Quanto aos preços de hotéis e restaurantes,
estão desatualizados quatro anos
Rough Guide (Argentina,
em português) Ponto alto: chama
atenção pelos bons roteiros organizados por bairros. Outra vantagem
é vir com informações específicas para brasileiros,
entre as quais cardápio típico traduzido para o português
Ponto baixo: não informa horários nem preços dos
restaurantes, tampouco dá informações sobre como chegar aos
lugares que indica Time
Out (Buenos Aires, em português) Ponto
alto: é o que fornece mais fotos e referências históricas
sobre as principais atrações de Buenos Aires. Inclui ainda bons
passeios para crianças Ponto baixo: o número reduzido
de restaurantes e hotéis a preços razoáveis 75% deles
cobram diária superior a 100 dólares
Frommers (Argentina,
em inglês) Ponto alto: o capítulo dedicado a hotéis
e restaurantes deixa claro quando um lugar cobra um preço alto demais para
o que oferece e garimpa estabelecimentos de bom serviço por um valor justo Ponto
baixo: é raso ao se referir às principais atrações
da cidade, dedicando a elas apenas 20% das páginas relativas a Buenos Aires
ao passo que o restante delas trata de hotéis, restaurantes e compras
Destino:
Nova York Lonely Planet
(em inglês) Ponto
alto: 20% dos passeios incluídos passam ao largo do roteiro turístico
típico, com boas sugestões de galerias de arte, restaurantes e lugares
para visitar a bordo de uma bicicleta Ponto baixo: a atrações
de alto nível como a Frick Collection, com seus El Grecos e Goyas, o guia
reserva pouquíssimo espaço Rough
Guide (em inglês) Ponto
alto: bons roteiros organizados por bairros e resumos dos lugares que vão
direto ao ponto Ponto baixo: o serviço. O guia não justifica
a escolha dos restaurantes que inclui e reserva apenas três páginas
para a programação noturna da cidade
Michelin (em
inglês) Ponto alto: é o que reúne mais informações
sobre atrações como o museu Metropolitan, cujas referências
tomam vinte páginas com o que há de melhor para ver em cada uma
de suas alas Ponto baixo: o capítulo destinado a hotéis,
restaurantes e compras responde por apenas 10% das páginas. Nos demais
guias avaliados ele é algo três vezes maior
Time Out (em
português) Ponto alto: o serviço sobressai por duas
razões: supera os outros na quantidade de hotéis e restaurantes
e faz as devidas críticas a cada um. Inclui um bom roteiro para crianças Ponto
baixo: a maioria das indicações situa-se numa faixa de preço
alta, portanto inacessível a quem viaja com menos dinheiro
Guia Visual
(em português) Ponto
alto: é muito bem ilustrado. Ajuda a achar determinado quadro na parede
de um museu ou a identificar detalhes arquitetônicos em prédios como
o do Guggenheim, obra do americano Frank Lloyd Wright Ponto baixo:
o serviço. Não inclui o preço das atrações.
Os hotéis e restaurantes estão organizados apenas por faixas. Também
não informa como chegar aos lugares
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