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Edição 2060

14 de maio de 2008
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Cartas

"Uma pessoa com enorme capacidade
de superação e imenso potencial de autodestruição. Esse é Ronaldo, realmente
um fenômeno."

Joao Luiz Zander
Ponta Grossa, PR

Ronaldo

Um título de uma reportagem jornalística não poderia cair tão bem quanto "Uma escorregada fenomenal" (7 de maio). Não pelo aspecto de deboche, que na verdade não há, mas sim pela verdade que contém o título. Lamento muito pelo Ronaldo, posto que um ídolo como ele precisa saber se comportar. Pobre por esse fato ele não ficará. Sua imagem, sim, agora está na maior pobreza.
Djalma Alves Gomes
Salvador, BA

Nos últimos dias, a cidade do Rio de Janeiro parou para comentar esse caso, que atingiu seriamente a imagem de um grande jogador. O que será que passou pela cabeça do "Fenômeno" para se envolver com travestis? Uma personalidade como ele, com a fama que tem e as excelentes oportunidades que apareceram em sua vida, deveria ter bom senso e aproveitá-las.
Héber Ramos D’Elia Neto
Rio de Janeiro, RJ

Ronaldo é um ídolo de infância para mim. Um atleta moderno que aliava força e técnica com a velocidade e um poder de finalização inquestionável. Alguém como eu procurava ser nas aulas de educação física, principalmente nas comemorações, em um devaneio infantil. Ao ver um dos maiores atletas do futebol se degradando de tal maneira, eu me pergunto: quanto posso confiar em um ídolo?
Thiago Toledo Araújo
Jaguariúna, SP

Ronaldo demonstra continuar sendo um pobre menino rico. "Pobre" de conceitos, princípios e valores. "Menino", porque continua infantil nas ações e reações de alguém que, pela idade, pelas oportunidades e pela vivência, deveria ser um adulto mais centrado, como muitos que ganharam o tetra e o penta com ele.
Jáder Borges Filho
São José dos Campos, SP

Se numa área, cercado de adversários, ele consegue fazer lindos gols, como não conseguiu safar-se de uma trama provocada por algumas pessoas de reputação não ilibada? Afinal, como heterossexual assumido, segundo suas declarações, ele deveria ter tido a competência de safar-se da confusão na qual se meteu, como o faz numa grande área que invade por dever de ofício. Pegou muito mal o que ele fez.
Uriel Villas Boas
Santos, SP

Não dá para explicar esse episódio. Dinheiro, fama e amigos influentes vão livrá-lo de desagradáveis conseqüências que essa farra com os travestis poderia lhe trazer. Para nós, porém, ficou a certeza do início de um fim melancólico daquele que já foi um maravilhoso jogador de futebol, encheu o Brasil de alegria e não soube administrar sua vida pessoal.
Ronaldo Gomes Ferraz
Rio de Janeiro, RJ

Ronaldo, por ser um grande jogador de futebol em recuperação, em vez de descansar para acelerar sua volta aos gramados, pareceu não se preocupar com ela, levando três travestis ao motel, de madrugada. E, depois, o que apanha é o joelho!
Vinícius Fugulin Barbosa, 14 anos
São Paulo, SP

Ronaldo foi, sim, Fenômeno, mas há tempos perdeu o título de ídolo nacional, assim como seu futebol se distancia cada vez mais do auge. A confusão em que se meteu foi lamentável e corrobora seu declínio. O assunto teria sido digno de nota nessa edição? Sim, já que foi exaustivamente explorado em todos os jornais e programas de TV durante semana. Mas será que foi mesmo necessário a maior revista do Brasil dar dimensão de capa a um fato que fez Ronaldo virar motivo de piada de esquina, forçou-o a se isolar envergonhado, além de ver a noiva e polpudos contratos publicitários darem adeus? Esses castigos não bastavam a ele? Poxa, VEJA, não precisava chutar o defunto!
Flavia Janot
Rio de Janeiro, RJ

Realmente, foi muito desagradável o episódio de Ronaldo com os travestis. Porém, acredito que ele vai superá-lo rapidamente e voltará a trazer muita alegria aos seus numerosos fãs, pois sempre demonstrou ser um homem de caráter.
Sandra Maria Pereira Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

Fiquei olhando longamente para a capa e relendo o comentário. Cheguei à conclusão de que a imprensa, de modo geral, é demasiado compreensiva com Pelé. Não podemos nos esquecer de que o rei também tem sua vida povoada por escândalos. E, a meu ver, um mais grave que todos os do Ronaldo. Não teve a hombridade de reconhecer a filha; só o fez "debaixo de vara", negando à filha e aos netos o sagrado direito da descendência. Que rei é esse?
Regina Reverdito Viveiros
Cuiabá, MT

Como pode uma revista como VEJA permitir que se compare nosso Ronaldinho, eterno fenômeno, a Maradona? Como comparar um atleta a um viciado convicto? Nosso rei Pelé já deu suas mancadazinhas e nem por isso deixa de ser o maior de todos os tempos.
Antonio Wilson Dias de Souza
Porto Velho, RO

Partiu meu coração saber das escolhas que Ronaldo tem feito em sua vida. Não precisava ser assim! Filho do Brasil que tanta alegria deu ao povo deste país merece e precisa do nosso apoio!
Tania Cristina Lisboa
São Paulo, SP

O escritor Nelson Rodrigues escreveu numa de suas crônicas que, "se todo mundo soubesse o que as pessoas fazem entre quatro paredes, ninguém cumprimentaria ninguém". O músico Tom Jobim declarou numa entrevista que "sucesso no Brasil é ofensa pessoal". Lembrei-me das palavras cáusticas e precisas desses dois geniais brasileiros, ao analisar o midiático escândalo sexual envolvendo outro genial brasileiro, o jogador Ronaldo. Não endosso a errada na qual o craque se meteu, pois quem tem a carreira atrelada ao vigor físico e à imagem pessoal, se não tem mais o primeiro, tem de cuidar com zelo redobrado da segunda. Mas nada justifica a execração que o maior artilheiro das Copas do Mundo, e também melhor jogador do planeta por três vezes, está sofrendo.
Túllio Marco Soares Carvalho
Belo Horizonte, MG

Ronaldo cometeu um erro que somente ele tem de pagar. O problema é que nossa sociedade hipócrita está tratando o caso como se fosse a primeira e única vez, escrachando o atleta. Devemos pensar bem antes de condenar as pessoas, pois poderemos ser as próximas vítimas de nossos erros. E aí, como fica a situação?
Petuel Preda
São Paulo, SP

Nosso craque foi vítima de extorsão quando queria apenas se divertir, e merece a compreensão e a tolerância de todos. Você já é um vencedor, Ronaldo. Continue fazendo gols.
Antônio Carlos Antolini Júnior
Vitória, ES

 

Simon Schwartzman

Brilhante o sociólogo Simon Schwartzman (Amarelas, 7 de maio), que foi direto ao ponto, com uma avaliação da universidade pública brasileira feita com a precisão de um raio laser. Sou um dos privilegiados formados pelo ITA em 1964 e posso ver que, sem saudosismo, a mesmice e a burocratice da universidade pública puxam o ITA para baixo, quando deveria ser o contrário. O hermetismo das universidades públicas, que inibe a busca de parceria com as empresas, tem algumas raras e honrosas exceções, mas a regra é desanimadora. Já que o retrato foi tão bem-feito pelo professor Simon Schwartzman, tomara que a discussão sobre os destinos da universidade pública no Brasil possam mudar de eixo e seguir os caminhos arejados dos melhores modelos mundiais. Precisamos ver se o corporativismo deixa, mas isso é outra história. Não custa sonhar!
Eduardo Guy de Manuel
Curitiba, PR

Concordo plenamente com a entrevista do professor Simon Schwartzman quando diz que o sistema de avaliação utilizado pela Capes tem mais de trinta anos e foi até agora o ponto de inflexão na melhoria da qualidade da pesquisa produzida no Brasil. Por causa dessa "cobrança de qualidade" das agências de fomento (leia-se Capes, CNPq, Fapesp etc.), as revistas científicas brasileiras ganharam ao longo destes anos qualidade e competitividade jamais vistas. Assim, hoje temos periódicos indexados na maioria das agências internacionais, o que dá visibilidade e respeitabilidade à pesquisa produzida no Brasil.
Benedito Barraviera
Professor titular de doenças tropicais da Faculdade de Medicina da Unesp
Presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec)
Botucatu, SP

O doutor Schwartzman acabou passando uma visão de que todo o trabalho desenvolvido na universidade deveria ser aproveitado do ponto de vista prático e empresarial. Eu gostaria de esclarecer ao leitor que o papel da universidade é, antes de tudo, formar pessoal de nível superior com a orientação de professores-pesquisadores que trabalham cada qual na sua área produzindo conhecimento. A função da universidade também é realizar pesquisa acadêmica de alto nível, cujos resultados poderão (ou não) ter aproveitamento empresarial. No meu entender, a atividade principal da universidade é a formação de profissionais qualificados e o desenvolvimento de conhecimento nas mais diversas áreas. Do contrário, não estamos falando de universidade, mas sim de um sistema de prestação de serviços à empresa.
Geraldo A.S. Passos Jr.
Professor doutor da Universidade de São Paulo
Ribeirão Preto, SP

Gostaria de acrescentar que a preferência do professor universitário em relação à publicação de trabalhos acadêmicos não é questão de opção, mas de sobrevivência. A respeito de se ter bons engenheiros na universidade, trata-se de meta que acontecia em décadas anteriores, quando profissionais reconhecidos no meio técnico eram convidados a lecionar. Hoje, a condição para ingressar na universidade é (de novo) publicar, opção que favorece a contratação de pós-graduandos, geralmente excelentes alunos recém-formados, porém ainda sem experiência prática para oferecer serviços de engenharia. Meu vaticínio é que, a persistir o modelo atual sem as discussões propostas na entrevista, formaremos excelentes estagiários, condição que sabiamente já foi percebida pelo mercado de trabalho, que hoje procura "treinandos", ou, de maneira mais sutil, "trainees".
Antonio Carlos Rigitano
Professor doutor, ex-chefe do Departamento de Engenharia Civil da Unesp
Bauru, SP

Achei um equívoco a declaração desse renomado professor-pesquisador, sociólogo, ex-presidente do IBGE quando diz que um grande médico ou um grande químico deveriam ganhar mais que um professor de história. Como sociólogo-pesquisador, ele deveria saber que a pesquisa empírica é de muita importância para os estudos da área humana e social. Por isso, a diferença não poderia ser a área a que pertencem os profissionais (ciências exatas, biológicas ou humanas), e sim a relevância de seu trabalho-pesquisa, no qual o mérito é premiado e a diferença salarial se faria entre um grande médico e um médico, um grande químico e um químico, um grande historiador e um historiador.
José Peres Fernandes Júnior
Professor
São Gonçalo, RJ

O sociólogo Simon Schwartzman afirma: "Nunca vi um estudo sério sobre a transposição do São Francisco". Recomendo-lhe que acesse o site http://geocities.com/francisco_coutinho.
Francisco José Gondim Coutinho
Recife, PE

 

Grau de investimento no Brasil

Com grande satisfação, li a reportagem "Enfim, um país normal" (7 de maio). Só a história é capaz de mostrar quem realmente se preocupa com o desenvolvimento do país. Depois de tantos serviços mal prestados ao Brasil por parte de equipes econômicas despreparadas, finalmente podemos começar a vislumbrar um futuro de crescimento sustentado para o país. Embora sendo criticados por muitos nos dias de hoje, o ex-presidente Itamar Franco e seu ministro Fernando Henrique Cardoso fizeram com que as sementes de um país melhor fossem plantadas. Aliás, mesmo enfrentando diversas crises financeiras, o ex-presidente Fernando Henrique conseguiu manter o caminho da austeridade e do bom senso. Lula, que menos contribuiu para esse processo, fazendo apenas o trabalho de seguir os rumos que já vinham sendo trilhados, é quem colhe os frutos dessa luta contra a instabilidade e a inflação.
Matheus Pinheiro Trevisan
Santos, SP

 

Ilan Goldfajn

Ótimo o artigo "O campeonato continua" (7 de maio), de Ilan Goldfajn. A comparação do Brasil com um time que passou para a primeira divisão é brilhante. Principalmente por ser de fácil compreensão para o presidente Lula, que tem grande apreço por tais metáforas.
Helaine Povoa
Brasília, DF

 

Reinaldo Azevedo

O artigo "O que eles querem é imprensa nenhuma" (7 de maio), do jornalista Reinaldo Azevedo, consegue com admirável maestria fazer uma síntese da postura dessa esquerda, em fase de franca deterioração, representada pelo Lula e pelo partido dele. No fundo, essas investidas contra a imprensa mal conseguem disfarçar a já manjada e rançosa pretensão estatizante, de inspiração gramsciana, de se apossar dos meios de comunicação como a estratégia-chave da conquista e perpetuação no poder.
Rubem Bernardes Kepper
Rio de Janeiro, RJ

Ao ouvir a fala de Lula sobre o caso Isabella, tive a mesma percepção de Reinaldo Azevedo. O colunista captou o real sentido das declarações de Lula, que, sempre tão condescendente e preocupado em que não se cometam injustiças, insiste em negar as evidências por mais claras que sejam, pois afinal todos cometem crimes, oops, "erros".
Vera Teresinha Fortti
Cascavel, PR

Não defendo nenhuma censura, não sou petista e muito menos socialista, mas, como democrata e liberal convicto, também não aprecio o que me parece não passar de uma exploração comercial ininterrupta e espetaculosa de dramas privados como se fossem assuntos de indiscutível interesse nacional. O assassinato cruel de uma menininha pode até chocar e atrair a curiosidade de toda a sociedade brasileira, mas é coisa bem diferente de uma epidemia de meningite.
Marcelo Amoy Manhães
Campos dos Goytacazes, RJ

Ao acompanhar, entre estarrecida, perplexa e triste, o caso da pequena Isabella, acompanhei também, especialmente, as severas críticas ao trabalho da imprensa e me perguntei: afinal, temos ou não um fato de tal monta pela sua brutalidade, estupidez, perfídia e merecedor da cobertura que se deu, até porque queremos justiça? Confesso que, quando me questionava e lia as críticas severas à mídia e as afirmações de que as redes de televisão, os jornais e as revistas estavam se aproveitando do fato para "faturar" audiência e vender, voltava a me perguntar: quem está com a razão? Essa inquietação durou até ter lido o artigo sensato, democrático e lúcido de Reinaldo Azevedo. Pobre povo se depois de tudo ainda estivesse impedido de fazer certas deduções. Obrigada, Reinaldo, você conseguiu com sua sensatez equilibrar os meus sentimentos como cidadã e como ser humano.
Maiza Viana
Salvador, BA

 

André Petry

Como baiano, eu me ofendi com o comentário do professor Antônio Natalino Manta Dantas. A burrice está em dizer que baiano é burro. Estamos voltando ao século XIX, quando o determinismo geográfico em vigor afirmava que as condições naturais influenciavam o intelecto das pessoas. Além disso, Antônio Natalino, como professor, deveria saber que o QI não é recomendado para medir a inteligência. Talvez uma das causas da nota 2 dos alunos de medicina no Enade seja o próprio coordenador, que tenta eximir-se da culpa ("O QI dos baianos", 7 de maio).
Paulo Ricardo Leite
Salvador, BA

O senhor João Jorge Santos parece não entender nada de liberdade de expressão. O professor Antônio Natalino Manta Dantas apenas expressou a sua opinião, nada além disso, mas o presidente do Olodum quer calá-lo, como fariam os nazistas de Hitler, entrando com uma ação no Ministério Público. Se continuar assim, logo será proposta uma cota de batuques do Olodum nos meios de comunicação.
Gessimario Dorea de Andrade
Camaçari, BA

Que me permita a defesa dos baianos junto a nossos queridos patrícios. Baiano burro nasce morto, já dizia o poeta. Mas, claro, alguns – e não são poucos – têm fugido à regra, a exemplo da nova geração de compositores do chamado "pagode baiano" (filhote legítimo da axé music). São composições que, nesse caso, enchem de razão o polêmico professor Antônio Natalino Dantas. Afinal, o que de sublime há em rimar ioioiô com ioioiô?
Reinaldo Braga
Salvador, BA

Para aqueles nativos da terra de Jorge Amado, a verdade aflorou irritando os paladinos da hipocrisia. A declaração do professor Dantas está calcada em uma vida inteira dedicada ao ensino (técnico de alto nível), quando chegou à cândida conclusão sobre a inteligência do baiano médio. Ele sabe que temos baianos brilhantes. Mas sabe também que a maioria deles é migrante. A discussão verdadeira é: o ambiente embota o baiano a ponto de empobrecer o seu QI? Fizeram celeuma das palavras certas num momento sensível da nossa história, no qual uma das preocupações da sociedade está voltada para as "cotas racistas" – entre outras de grande monta –, mas, ainda, em estágio primitivo de execução. Depreende-se do desabafo do professor o inconformismo com o tipo do brasileiro que não se dispõe ao desafio de usar sua capacidade mental. Talvez o baiano não precise. Observe-se que o livre-arbítrio de um povo deve ser sagrado. Baianos de QI privilegiado levam a Bahia tão a sério que... migram.
Marcio Prado
São Paulo, SP

 

Aquecimento global

Lembro-me de que, numa das primeiras aulas de história a que assisti no ensino fundamental, a professora ensinou que a principal função de sua matéria era nos fazer refletir sobre as falhas cometidas no passado para não repeti-las. Contudo, ao analisarmos o eminente caos que poderá assolar o nosso único lar, o planeta Terra, em conseqüência do aquecimento global, e a falta de esforços significativos de grande parte da população para tentar reverter o quadro, vemos que de fato não aprendemos nada com os erros de tantas civilizações passadas ("O planeta tem pressa", 7 de maio).
Mario Cupello
Rio de Janeiro, RJ

A única forma de a humanidade colaborar para que o meio ambiente não venha a sofrer danos irreparáveis é conscientizar-se do controle da natalidade. Na reportagem, só não foi mencionado que precisamos urgentemente reduzir a população humana para, no máximo, 1 bilhão de pessoas. Se aplicada agora uma política mundial de um filho por casal, esse resultado só aparecerá daqui a muitas décadas. Se nada for feito, até lá, essa omissão vai custar muito caro para cada um que viver na Terra.
Lincoln Scorsoni
São Paulo, SP

Nosso planeta pode abrigar com boa qualidade de vida até 2 bilhões de pessoas. Já estamos com 6 bilhões. Se nada for feito, nascerão "por acaso" mais 3 bilhões até o ano 2050. Pelo amor de Deus, acrescentem a 51ª solução: "Anticoncepcionais gratuitos com orientação médica para todos os necessitados". Com essa medida, estabilizaremos a população e diminuiremos o sofrimento já anunciado pelos cientistas. Hoje temos 1 bilhão de pessoas passando fome e 2 bilhões sobrevivendo com grave falta de água. Se os governantes e as religiões ficarem imóveis, o que farão com mais 3 bilhões de pessoas desesperadas, dentro de algumas décadas?
Egon Nort
Instituto de População e Desenvolvimento
Por e-mail

 

Datas

Quero expressar a imensa tristeza que senti ao tomar conhecimento do falecimento do deputado federal Ricardo Izar (Datas, 7 de maio). Lamentavelmente, o país perde um dos seus mais ilustres parlamentares, que sempre se orientou pela retidão, lealdade, ética e vida política norteada para o bem do povo. Como presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, ele manteve o reconhecimento de seu trabalho junto ao eleitorado e à opinião pública. Rogamos a Deus que esse modelo de conduta pública e verdadeiro exemplo de vida sirva de inspiração para outros, perpetuando assim sua incessante luta pelos direitos do povo.
Ruy de Britto Pereira
São Paulo, SP

Sobre nota publicada na seção Datas, na edição de 7 de maio de 2008, o Ministério da Cultura esclarece que o ministro Gilberto Gil não anunciou que pretende dar ao chá de ayahuasca a condição de patrimônio cultural brasileiro. No dia 30 de abril, quando cumpriu agenda no Acre, o ministro recebeu de lideranças religiosas da comunidade do Alto Santo pedido para que o uso do chá de ayahuasca por comunidades tradicionais recebesse esse reconhecimento. Na ocasião, o ministro informou que o pedido será encaminhado para avaliação de especialistas e técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cumprindo todas as etapas pertinentes aos processos do gênero.
Nanan Catalão
Assessora de imprensa do ministro da Cultura
Brasília, DF

 

Claudio de Moura Castro

Ao ler o artigo "Diamantes descartados" (Ponto de vista, 7 de maio), me perguntei o porquê de tamanho desinteresse pela educação no Brasil. Talvez seja a impaciência de esperar os benefícios a longo prazo que a educação traz. É diferente do que ocorre com o futebol, por exemplo. O interesse nessa área é bem maior porque, quando um diamante é encontrado, saem ganhando, de imediato, o técnico, os pais e o atleta. Todos têm em vista um benefício próprio e a curto prazo. É preciso reverter esse pensamento mesquinho e nocivo, e propalar incansavelmente que a educação beneficia não só o indivíduo, mas também o país.
Omar de Oliveira Jr.
Foz do Iguaçu, PR

Valiosíssima a exposição do economista Claudio de Moura Castro quando se refere ao costume do estado brasileiro de fechar os olhos para as mentes talentosas. Nessa guerra em que se transformou o cambaleante sistema educacional brasileiro – com professores sem incentivo, que lembram eternos enfermeiros estagiários em enfermarias improvisadas, e alunos que se assemelham a pacientes mutilados em meio ao caos –, é de esperar que alunos mais talentosos, sobretudo em áreas que possam beneficiar mais o desenvolvimento do país, sejam postos em último lugar na fila.
Flávio Silveira Vasconcelos
Jaboatão dos Guararapes, PE

Parece utopia no Brasil existirem programas especiais para alunos talentosos, uma vez que não há programa nem para os alunos comuns.
Oyara Silva
Mogi das Cruzes, SP

 

Josef Fritzl

A reportagem sobre o sádico austríaco Josef Fritzl deixou-me estarrecida ("O monstro do porão", 7 de maio). Não compreendo como um homem conseguiu fazer o mal que ele fez, por tanto tempo, sem que ninguém percebesse.
Hilda Verotti Vassão
São Paulo, SP

Sugiro ao governo da Áustria que mantenha o senhor Fritzl em prisão domiciliar, passando o resto dos seus dias no porão de sua casa, nas mesmas condições em que ele manteve sua família.
Daisy Morbelli Kotvan
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Espetacular o texto de Diogo Mainardi a respeito da elevação do Brasil ao chamado investment grade – grau de investimento ("Eu sou BBB- Você é BBB-", 7 de maio). O Brasil comemora esse feito, mas se esquece dos problemas internos que continuam a assolar nossa sociedade, como a violência e a corrupção. Embora tenha ficado, como brasileiro, um tanto orgulhoso com o nosso "BBB-", ainda me perturba não poder sair à rua à noite, com medo de "tomar um tiro na testa" ou ser assaltado na esquina da minha rua.
Murilo Reiz
Surubim, PE

 

 

CORREÇÕES: o nome do deputado estadual e líder do governo na Assembléia Legislativa do Ceará é Nelson Martins, e não Nilton Martins, como informou a reportagem "Isso é que é genro..." (7 de maio). Na tabela "Aumento do número de índios em Manaus", publicada na página 146 da edição passada de VEJA, faltou mencionar a Pastoral Indigenista/CIMI e o pesquisador Roberto Jaramillo Bernal como fonte de dados.

 

Apoio fenomenal

Pablo Rey/Placar


Seis em cada dez leitores que escreveram à redação (veja quadro acima) para comentar a reportagem especial "Uma escorregada fenomenal" (7 de maio) defenderam o jogador Ronaldo. A maioria acha que o "Fenômeno" tem muito crédito ainda, apesar das escorregadas que deu na vida. Catorze por cento condenaram o craque. E 67% dos missivistas discordaram da comparação com Pelé, feita na reportagem. O rei não seria o melhor exemplo fora de campo. "Ronaldo, que tanta alegria deu ao povo deste país, merece nosso apoio e precisa dele", escreveu Tania Cristina Lisboa, da capital paulista. Para Sérgio Tavares, de São Luís, Maranhão, "Não há dúvida de que Pelé é um exemplo a ser seguido, como atleta. Não como ser humano. Uma pessoa que interpõe recurso judicial contra exame de DNA que atesta sua paternidade não pode servir como modelo de conduta para ninguém".



A morte de Isabella

O pedido de indiciamento dos suspeitos pela morte da menina Isabella Nardoni feito na semana passada pelas autoridades coincidiu com a opinião dos leitores de VEJA. Por ocasião da publicação da reportagem "Frios e dissimulados" (23 de abril), 250 leitores escreveram para comentar o assunto. A maioria endossava as suspeitas da polícia e elogiava a abordagem de VEJA. Segundo Carlos Lacerda Netto, da Ilha de Vera Cruz, na Bahia, "enquanto a mídia diária se repete à exaustão no revoltante caso Isabella, VEJA exibiu dados e indícios que mexeram diretamente nas feridas do crime". Mesmo assim, Silvia Cristina Nunez, de São Paulo, acha que todos devem ter cuidado para não tomar partido apressadamente: "Em nosso sistema judiciário, o ônus da prova é do acusador, que deve, na falta de testemunhas presenciais e da confissão, obter provas suficientes para convencer o júri de que o réu é culpado sem dúvida razoável. Nesse caso, nenhum tribunal do país poderá julgar os dois sem preconceito, pois o veredicto já foi decretado pela mídia". A maioria dos leitores que escreveram à redação, no entanto, já firmou sua convicção. Para eles, assim como para o Ministério Público e a polícia, os responsáveis pela morte da menina foram o pai e sua companheira. Veja o que pensam os leitores sobre os culpados:

• Foi o casal: 82%

• Não foi o casal: 3%

• Não opinaram: 15%

 



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