
estaçãoveja
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
|
|
LIVROS
Mistério
à Americana 2 (tradução de Roberto Muggiati;
Record; 444 páginas; 52 reais) O escritor Lawrence Block,
um dos principais expoentes da literatura policial americana na atualidade,
é o responsável pela seleção dos vinte contos
de mistério que compõem essa antologia. Trata-se de um excelente
portfólio do que há de melhor sendo produzido nessa área
hoje em dia. No livro, há novatos que são uma grata surpresa
é o caso de Roxana Robinson, autora do conto A Plástica
Facial, que tem um certo quê feminista. Um dado curioso é
a presença da romancista e ensaísta Joyce Carol Oates. Ela
comparece com o violento A Garota com o Olho Roxo, em que a protagonista
narra como foi raptada, espancada e estuprada por um criminoso quando
tinha 15 anos.
Liane Neves
 |
 |
| Verissimo:
crônicas sobre literatura, música e cinema |
|
Banquete
com os Deuses, de Luis Fernando Verissimo (Objetiva; 226 páginas;
22,90 reais) Nos últimos três anos, os fãs
do gaúcho Luis Fernando Verissimo foram brindados com reedições
das crônicas mais divertidas que ele escreveu em sua carreira. Depois
de coletâneas recheadas com seus escritos sobre sexo e com as histórias
do analista de Bagé, agora chegou a vez das crônicas em que
o autor fala sobre música, cinema e literatura. Se normalmente
os textos de Verissimo são engraçados, em Banquete com
os Deuses revelam-se outras qualidades do autor: a erudição
e o gosto pela cultura pop. As 73 crônicas reunidas no livro trazem
suas impressões sobre os filmes de Fellini, o jazz de Miles Davis,
as peças de Shakespeare e o humor do americano Seinfeld, entre
muitos outros temas. Leia
trechos do livro.
Sex
and the City, de Candace Bushnell (tradução de Celina
Cavalcante Falck; Record; 350 páginas; 39 reais) Nos anos
90, a jornalista americana Candace Bushnell criou uma coluna de sucesso
num jornal nova-iorquino, em que narrava as experiências (sexuais,
obviamente) de quatro amigas solteiras e para lá de despachadas.
A coluna Sex and the City foi o mote da série de TV homônima.
Ler os artigos de Candace reunidos nesse lançamento é uma
experiência tão engraçada quanto assistir ao programa,
exibido no Brasil pelo canal pago Multi-show. A autora, dona de um humor
impiedoso, vale-se de um alter ego para assinar seus artigos: a personagem
Carrie, interpretada na televisão por Sarah Jessica Parker. E Mr.
Big, o homem com quem Carrie tem uma encrenca, seria um famoso editor
que foi namorado da jornalista na vida real.
VÍDEO
Narc
(Estados Unidos, 2002. Flashstar) O diretor Joe Carnahan é
a nova grande descoberta de Hollywood graças a Tom Cruise,
que bancou esse filme. Jason Patric é um policial do departamento
de narcóticos que se envolveu mais do que devia com as drogas e
está aposentado. Ray Liotta é o detetive truculento que
perdeu o parceiro e quer provar que ele foi assassinado por traficantes.
Um precisa do outro mas, com muita sensatez e alguma originalidade,
o diretor não desfaz o clima de animosidade entre a dupla, como
acontece nesses filmes. Ao contrário, trata de aprofundá-lo,
e se sai com um policial pesado e honesto, na linha do clássico
Operação França, com o qual divide também
o dinamismo visual. Carnahan aproveitou bem sua chance: além de
ter dirigido um daqueles cobiçados curtas-metragens da BMW, deve
comandar Missão Impossível 3 no ano que vem.
DISCOS
Divine
Operating System, Supreme Beings of Leisure (Trama) Quando
perguntados sobre o estilo sonoro em que atuam, os integrantes desse grupo
baseado em Los Angeles afirmam que fazem uma música "lânguida".
Tradução: eles fazem lounge, o gênero de eletrônica
bom para ouvir esparramado num sofá, com uma ou outra faixa mais
dançante. O grande trunfo da banda é a vocalista Geri Soriano.
Ela canta com a impostação da diva jamaicana Grace Jones
e com a classe de uma Shirley Bassey a galesa especialista em interpretar
temas de James Bond. Cabe aos DJs e tecladistas do grupo dar um belo fundo
musical aos seus trinados, com muitos samplers de soul music dos anos
70. Nesse segundo disco do grupo, canções como Catch
Me e Divine são ótimas para embalar uma noite
perfeita.
Paulo Jares
 |
 |
| Baden
Powell: treze CDs que mostram como o popular pode ser refinado |
|
Baden
Powell, Baden Powell (Universal) Na letra de Pra que
Discutir com Madame, os autores Janet de Almeida e Haroldo Barbosa
apresentavam uma dama da sociedade que repudiava a cultura popular em
nome da arte "sofisticada". Pois essa caixa de treze CDs do violonista
Baden Powell (1937-2000) mostra que esses dois mundos podem muito bem
se encontrar. Baden começou a carreira como instrumentista da orquestra
da Rádio Nacional e burilou seu estilo único, de dedilhados
precisos e suaves, apresentando-se nas boates cariocas. A caixa reúne
os álbuns lançados pelos selos Phillips, Elenco e Forma.
Traz grandes gemas como Os Afro-Sambas,de 1966, criados a partir
de noitadas ao lado do poeta Vinícius de Moraes, e a deliciosa
parceria com o baterista de jazz Jimmy Pratt, lançada no ano seguinte.
Ouça
músicas.
DVD
Marty
(Estados Unidos, 1955. Fox) Sempre recrutado para papéis
de durões ou brutamontes, Ernest Borgnine ganhou um Oscar interpretando
o açougueiro Marty, um sujeito decente e de bom coração,
mas que é feio e não tem sorte com as mulheres. Censurado
por sua família italiana pela solteirice, Marty não sabe
como explicar que não agüenta mais tantas rejeições
amorosas. Numa ida a um salão de baile, ele conhece uma figura
ainda mais triste do que ele: Clara (Betsy Blair), uma professora sem
charmes visíveis que acaba de ser deixada sozinha por seu par.
Condoído, Marty a convida para dançar e acaba tendo a melhor
noite de sua vida. Belo roteiro de Paddy Chayefsky (também oscarizado,
assim como o filme e a direção de Delbert Mann) e grandes
atuações entre elas a de Esther Minciotti, como a
sensível mãe do açougueiro.
|
|
 |
|
 |

|
 |