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A
aposta das pequenas
Enquanto
a Varig e a TAM vivem
um momento difícil, as companhias
regionais tentam lucrar com o setor
José Eduardo Costa
Claudio Rossi
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| Avião
da Ocean Air: empresa quer dobrar o número de vôos até
o fim do ano |

Veja também |
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No
momento em que gigantes como Varig e TAM enfrentam uma crise sem precedentes,
chama a atenção a decisão de alguns empresários
de investir na criação de novas companhias aéreas
todas pequenas. Considerando a fusão Varig e TAM, hoje existem
apenas três empresas de grande porte no Brasil. As outras são
a Vasp e a Gol. No caso das companhias pequenas, o número é
pelo menos cinco vezes maior. Além disso, o Departamento de Aviação
Civil analisa o pedido de dez empresários que também desejam
trabalhar com companhias aéreas regionais.
As companhias aéreas pequenas operam rotas regionais desprezadas
pelas grandes empresas. Elas investem em linhas como Rio de JaneiroMacaé
ou Rio de JaneiroParati. Para as gigantes do setor, cumprir um trecho
desses é prejuízo garantido em função do corpanzil
administrativo dessas companhias e da forma como elas trabalham. Ao modernizarem
suas frotas, as grandes empresas foram adquirindo aviões cada vez
maiores. Com isso, deixaram de lado os aeroportos pequenos, pois o número
de passageiros por vôo acabava não pagando a viagem. As aeronaves
menores utilizadas pelas regionais são mais econômicas. Enquanto
um Boeing consome cerca de 3.000 litros de combustível por hora
de vôo, os aviões de pequeno porte gastam de 700 a 1 000
litros. Isso explica por que uma empresa como a Varig evita investir em
rotas de curta distância.
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| Aeronave
da Total, empresa que atua em Minas Gerais: regionais investem em
rotas esquecidas |
Apostar
em filões desprezados pela concorrência é a tática
da Ocean Air, companhia de táxi aéreo que começou
a operar vôos comerciais regulares no fim do ano passado. Criada
pelo empresário German Efromovich, representante dos jatinhos Learjet
no Brasil, a Ocean está se firmando no mercado. Em menos de cinco
meses de funcionamento, as quatro aeronaves Brasília da empresa
atendem a dezenove localidades em sete Estados. Recentemente, a companhia
adquiriu mais três aeronaves Brasília e três Fokker
50. A intenção é dobrar o número de vôos
até o fim do ano. O que impressiona é que, num momento em
que as grandes corporações eliminam rotas e se desfazem
de suas aeronaves, a Ocean Air segue investindo. Outra regional que tem
conseguido bons resultados é a Total, de Minas Gerais. A companhia
começou transportando cartas para os Correios, em 1988. Hoje, ela
transporta 11.000 passageiros por mês, número que vem subindo
a cada ano.
Se nas gigantes cortar custos é cada vez mais importante, nas pequenas
a eliminação de despesas é uma questão de
sobrevivência. A Team, que opera vôos a partir do Rio de Janeiro
para cidades como Angra dos Reis e Búzios, oferece o serviço
de bordo em terra. Nos sete aeroportos em que atua, a empresa instalou
uma sala vip onde é servido um lanche antes de os passageiros embarcarem.
A solução permite economizar com funcionários, dos
profissionais de limpeza às aeromoças. Nem todas são
bem-sucedidas. Só no ano passado quatro pequenas companhias fecharam
as portas, entre elas a Passaredo, que trabalhava com vôos charter.
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