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A qualidade do texto e a data da publicação (aproximação
do inverno) somadas nos proporcionaram uma excelente reportagem. O assunto
certo no momento exato é o diferencial que faz da revista VEJA
uma das melhores do mundo com um detalhe: em português. O
precoce século XXI está, pela rapidez dos acontecimentos,
formando sua personalidade. O pânico causado pelo vírus da
Sars é tão preocupante quanto saber da existência
do devastador arsenal atômico mundial. A
vida imita a arte. Esse aforismo, embora desgastado pelo uso, mais uma
vez se mostra presente. Há cerca de vinte anos, no filme Tubarão,
de Spilberg, o prefeito da ilha onde se passa a trama reluta em adotar
medidas de segurança contra reincidentes ataques do gigantesco
esqualo, com receio de que isso afugentasse os turistas. Agora, diante
dessa nova doença originada na Ásia, que ameaça tornar-se
uma pandemia, nossas autoridades ainda não determinaram a suspensão
do pouso de aeronaves provenientes das regiões afetadas. A única
explicação que vejo seria de ordem econômica, ou seja,
não trazer prejuízos para as empresas aéreas. E dane-se
o povo. A
velocidade com que o vírus da Sars se espalhou pelos cinco continentes
é resultado de um mundo globalizado, com grande fluxo de viajantes
entre os países. Infelizmente, o Brasil não está
preparado para enfrentar nem um resfriado, que dirá a Sars. Por
falar em doença, cadê aquele dinheirão do IPMF, hoje
CPMF, que deveria ter sido destinado à pasta da Saúde? Atchim!
Sempre fui fã convicta do ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani,
que é simpático, charmoso, inteligente e coerente. É
graças ao seu ótimo trabalho que hoje podemos andar pelas
ruas de NY, durante o dia ou à noite, com segurança e tranqüilidade.
Pena o nosso querido Brasil não ter alguém com a raça
dele, para acabar com a violência e a bandalheira que reinam no
país (Amarelas, 7 de maio). Li
a excelente entrevista com Rudolph Giuliani. Uma verdadeira cartilha do
combate ao crime organizado. Nosso ilustre ministro da Justiça
deveria mandar um exemplar desta edição de VEJA a cada responsável
pela segurança nos 5.000 e tantos municípios brasileiros.
É dinheiro de pinga. Por
que não testar em São Paulo o modelo do ex-prefeito de NY?
Embora não exista polícia municipal ostensiva em São
Paulo, parece-me que o governador do Estado está diante da melhor
oportunidade para também se firmar definitivamente como líder.
Ele demonstra que muitas características são comuns aos
dois políticos: por um lado, seriíssimos problemas com a
segurança dos cidadãos; por outro, austeridade, perseverança
e compromisso democrático.
Embora sendo um dos privilegiados que se aposentaram com o último
salário integral, sou favorável a que me descontem os 11%
que o governo pretende com a reforma da Previdência. Espero com
isso dar oportunidade aos meus dois filhos, que ainda estão se
preparando para o mercado de trabalho, para que, quando chegar a vez deles,
tenham uma aposentadoria também. Ficaria feliz se alguma liderança
colocasse nas ruas os jovens caras-pintadas para exigir a aprovação
das reformas necessárias ao benefício deles no futuro, em
oposição ao egoísmo dos coroas que não as
querem ("A sorte está lançada", 7 de maio).
Magnífico o texto "Um provão para governantes?" (Ponto de
vista, 7 de maio), de Claudio de Moura Castro. Mais ainda pela utilização
de conceitos de cálculo, expostos de maneira muito clara. Quando
ele fala em "fluxos" e "estoques", nada mais faz do que se referir aos
conceitos de diferencial e integral, objetos dessa área da matemática.
Aliás, o próprio Newton, um dos pioneiros do cálculo,
referia-se a diferencial como "fluxo". O artigo pode ser usado como auxílio
no ensino desses conceitos.
Sua excelência o ministro Ilmar Galvão ainda é um
homem jovem, inteiro física e intelectualmente. Que desperdício.
Apenas 70 anos e teve de sair "na compulsória". Até parece
que o nosso país tem produção, em escala, de magistrados,
principalmente da estirpe do ministro Ilmar Galvão ("A vida nova
do ministro", Holofote, 7 de maio).
Ao publicar a reportagem "Apesar de você, Fidel..." (7 de maio),
VEJA prestou relevante serviço à democracia. A revista aborda,
com singular competência, o silêncio dos senhores Frei Betto
e Chico Buarque de Hollanda, entre outros menos votados. Em e-mail recente
enviado ao senhor Armando Valladares, autor do livro Contra Toda Esperança,
contando o horror de sua vida como prisioneiro político de Fidel
por 22 anos, faço menção exatamente ao inexplicável
silêncio dos fãs ardorosos do senhor Fidel. Aproveito para
sugerir ao senhor Chico Buarque que lance em Cuba a versão em espanhol
de sua música Cálice, composta durante o regime militar
brasileiro. Duvido que o faça, como também duvido que o
senhor Fidel o permita. Todos
os intelectuais a favor de ditaduras, sejam elas de esquerda ou de direita,
deveriam fazer suas malas e em tais locais se estabelecer, em condições
de igualdade com as pessoas que lá habitam, sem poder ir e vir,
sem poder dizer o que pensam e, principalmente, sem nada lucrar com seus
livros, filmes, músicas, palestras etc. Muito
importante a matéria de VEJA denunciando o silêncio cúmplice
de alguns expoentes da esquerda (especialmente de Chico Buarque e Frei
Betto) diante da violenta repressão a dissidentes perpetrada pelo
regime castrista, em Cuba. Por sua vez, muitíssimo merecido o destaque
que vem sendo dado à magnífica declaração
de José Saramago ("De agora em diante, Cuba que siga seu caminho,
eu fico por aqui"). O fato de assumir e proclamar publicamente sua posição,
com a habitual integridade e a genial maestria literária, deve
nos fazer admirar ainda mais esse excelente escritor e grande humanista.
O mesmo se diga de Caetano Veloso, que também fez emergir seu protesto.
O artigo "Poder total, completo e imediato" (7 de maio), sobre o poderio
militar do império americano, me chamou a atenção
pelo fato de que alguns anos atrás alarmistas como o escritor Paul
Kennedy proclamavam o declínio da América. O autor disse
ao Atlantic Monthly, em 1987: "Caiu Roma, caiu Babilônia,
chegou a vez de Nova York". Crianças japonesas e alemãs
eram mais inteligentes, recebiam melhor educação e melhor
treinamento que as crianças americanas e, portanto, a nação
estaria em franco declínio. Ao entrar na Guerra da Coréia,
em 1950, os EUA perderam 54.000 vidas e a luta acabou num impasse. Cinqüenta
e três anos mais tarde, os EUA envolvem-se na guerra contra o Iraque.
Um conflito que durou 21 dias, custou uma centena de vidas e resultou
em vitória. Se o Império Romano tivesse desmoronado nesse
ritmo, estaríamos lendo a VEJA em latim! Impressionante
como o senhor Gregg Easterbrook parece querer que o mundo dobre os joelhos
diante do poderio militar americano. Só faltava escrever que precisamos
de autorização dos EUA para poder existir!
Os milhões de exemplares de Steve Biddulph vendidos ao redor do
mundo são o resultado da necessidade de um "parâmetro" para
os pais de hoje, o que infelizmente vem causando o aumento indiscriminado
do grupo de "estúpidos bebedores de cerveja". A responsabilidade
pelos "defeitos" da prole é culpa exclusiva dos pais, que geram
inocentes para mais tarde transformá-los em adultos "robotizados",
sem nenhum vínculo de valorização com o certo ou
o errado ("Está tudo errado", 7 de maio). Fiquei
fascinada com a reportagem sobre as diferenças na educação
de meninos e meninas. Sou mãe de adolescentes e educadora e entendo
perfeitamente o que o terapeuta inglês nos demonstra. Fala-se muito
em tratar os alunos observando suas diferenças individuais, e na
prática o que se vê é uma educação em
que todos são moldados de maneira uniforme, como se fossem iguais
biológica ou psicologicamente.
Fiquei realmente impressionada com a reportagem "A classe do bilhão"
(7 de maio), sobre os novos bilionários da ex-URSS. A história
é para fazer Marx, Engels, Lenin e cia. se contorcerem no purgatório.
Remeti o pensamento ao Iraque em (re)construção: transformar
"governos ameaçadores" em democracias capitalistas é um
negócio da China!
De dar água na boca um vinho de boa qualidade nesse valor ("O Cabernet
de 1,99 dólar", 7 de maio). Pena estar tão longe da realidade
brasileira, em que nosso principal apego é pela velha e "mardita"
cachaça.
Agradecemos pela publicação de nossa carta (Cartas, 7 de
maio), pois a repercussão foi muito grande. Temos recebido telefonemas
de todo o país. Como estamos planejando um trabalho nacional, gostaríamos
de deixar nosso endereço e telefone: Associação das
Amigas da Mama Rua Comendador Araújo, 510, sala 304, Edifício
Adam Smith, Curitiba, PR, CEP 80420-000,
Se quisermos mostrar lá fora que somos bons, temos de fazer uma
bela faxina na casa. Mas, enquanto o Brasil não leva jeito, meu
bom e velho amigo Arc, não daria para me despachar junto com você
para seu planetinha?
A respeito
da nota "O privilégio das faculdades privadas" (Holofote, 30 de
abril), informo que desde março o Ministério da Previdência
Social e a Receita Federal vêm fazendo uma fiscalização
nas 350 maiores entidades filantrópicas do país, para identificar
as que eventualmente não estejam cumprindo a legislação
e, por isso, não tenham mais direito à isenção
da contribuição previdenciária.
Muito bem
lembrada por VEJA a mania que diverte das cartas de Yu-Gi-Oh ("Duelo de
monstros", 7 de maio). Uma das manias que americano tem e mantém
até a idade adulta é colecionar cards. Existem edições
limitadas, edições de ouro, enfim várias estratégias
que desafiam os "maniacs" à compra compulsiva. Como educadora para
o ensino da língua inglesa, gostaria de chamar a atenção
para essa idéia: trabalhar com os cards, que estão se tornando
febre e são feitos em inglês. Nada mais oportuno.
Gostaria
de cumprimentar a jornalista Rosana Zakabi pela objetividade e abrangência
com que abordou o tema na matéria "Ioga vira malhação"
(7 de maio). Nós, leitores de VEJA, já estávamos
sentindo falta de uma reportagem como essa sobre yôga. Agradecemos
a referência que fizeram ao nosso nome, bastante precisa. Queremos
acrescentar que nosso trabalho com swásthya, o yôga antigo,
é estritamente técnico. Somos avessos a qualquer tipo de
doutrinação.
Diogo Mainardi
não só escreveu a verdade como também a escreveu
na hora certa. Nas disciplinas obrigatórias de introdução
à antropologia que ensino em diversos cursos da Ufpe, sempre é
necessário discutir se raças humanas existem objetivamente.
Agora é possível apresentar uma matéria bem-humorada
para completar o desmonte do mito ("Fora, Zumbi!", 7 de maio). Fugindo da
crítica, de sua praxe sarcástica e expondo sua habilidade
literária, Mainardi propôs a desinfecção sistemática
da humanidade, que se encontra influenciada socialmente pelos preconceitos
abusivos das diferenças raciais. Ele nos levou a admitir que somos
todos parentes. Ensinar que os brancos são negros e os negros são
brancos: com essa fórmula educacional, talvez seja fácil
abolir a discriminação. Difícil será convencer
Gilberto Gil a incluir em seus projetos culturais a idéia mainardiana. Diogo soube,
como ninguém, expor a verdade sobre nossas "indiferenças"
raciais. Afinal, como a própria ciência vem comprovando,
o ser humano é único, e, assim, qualquer tentativa de separação,
defesa ou expurgo de raças reduz a humanidade e sua milenar história
a pó. Que coisa
engenhosa é essa cabeça de Mainardi! Foi excelente, claro
e conciso o artigo. Ele expôs o que certamente todos nós
pensamos acerca do racismo, inclusive a Bené. Parabéns,
negão!!!
Rick Wakeman
é um dos maiores tecladistas da história do rock. Ele compõe
rock progressivo, que, apesar de ter elementos eletrônicos dos teclados
e sintetizadores, não é música eletrônica.
Ele toca até hoje na banda Yes ("O guerreiro nerd", 7 de maio).
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva ofendeu profundamente seus eleitores
do Pará com sua frase: "Você, Babá, sai no Jornal
Nacional porque fala mal do governo. Se não falasse mal do
governo, não sairia nem na Gazeta do Pará". (Veja
essa, 7 de maio). Senhor presidente, o Pará não é
nenhuma "roça", e o senhor deveria respeitar a seriedade de nossa
imprensa e nosso papel na política do país. Ou pelo menos
não deveria desprezar os votos nem a inteligência dos eleitores
que, como eu, acreditaram que o senhor governaria para o Brasil inteiro,
dando igual importância a todas as regiões do país.
CORREÇÕES:
A Chapada Diamantina fica no Estado da Bahia, e não em Minas
Gerais ("Fotógrafos
de viagem", 30 de abril).
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