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Home  »  Revistas  »  Edição 2160 / 14 de abril de 2010


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Escudos contra a dengue

De janeiro até o início do mês passado, foram registrados 227 109 casos de dengue no país – um aumento de 72% em relação ao mesmo período de 2009, segundo dados do Ministério da Saúde. O calor e as chuvas dos últimos meses, somados à falta de cuidado das pessoas ao manter recipientes com água parada dentro de casa, são a combinação perfeita para a dispersão do mosquito Aedes aegypti, causador da doença.


Anna Paula Buchalla

Fotos Corbis/Latinstock; Pedro Rubens;
Peter Dazeley/Getty Images


Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo concentram 86,5% das ocorrências. Em algumas cidades, a dengue virou epidemia. Como ainda não existe uma vacina contra o mal (a previsão é que ela chegue ao mercado dentro de dois anos), o que se pode fazer, além de evitar o acúmulo de água, é usar repelentes para se proteger da picada do inseto. Sim, eles funcionam contra o mosquito da dengue. E, sim, os repelentes químicos são mais potentes do que os naturais, à base de extratos de plantas como citronela e eucalipto. Os mais eficazes são os que contêm em sua fórmula o princípio ativo dietiltoluamida (Deet) numa concentração mínima de 35%. São poucos os produtos no Brasil com essa concentração – os mais conhecidos têm menos de 10% e aqueles que contam com maior quantidade da substância são vendidos apenas em lojas de pesca e camping. "Na Europa e nos Estados Unidos, um produto só é considerado bom quando tem concentração entre 35% e 50%", diz a química Marina Jakubowski, da Pro Teste, uma associação de defesa do consumidor. A maior concentração de Deet implicaria menor necessidade de reaplicação do repelente. A pedido de VEJA, Marina e o dermatologista Adilson Costa avaliaram os produtos disponíveis no Brasil.

 

REPELENTES QUÍMICOS

Loção, gel, aerossol e spray à base de DEET
Indicação: para adultos e crianças com mais de 2 anos
Como repelem os insetos: produtos de uso tópico em forma de loção, gel, spray ou aerossol interferem nos receptores químicos do mosquito, desorientando-o e impedindo que pouse na pele
Duração da proteção: de duas a quatro horas
O que dizem os especialistas: a Deet é uma substância segura que protege as áreas do corpo expostas ao ar livre. Mas ela não garante uma proteção duradoura. "A baixa concentração dos produtos nacionais compromete a durabilidade do efeito protetor", enfatiza a química Marina Jakubowski
Podem causar intoxicação? Não, se usados nas quantidades indicadas. As crianças com menos de 12 anos devem usar aqueles com níveis de Deet de até 10%. Grávidas e crianças de até 2 anos não devem utilizar produtos à base desse princípio ativo. "O ideal é evitar fórmulas com álcool, perfume e corantes: elas podem causar irritação na pele ou alergias em contato com o sol", diz o dermatologista Adilson Costa
Preço: de 8 a 27 reais (100 mililitros)

Repelente elétrico
Indicação: para ser usado durante a noite
Como repele os insetos: à base de substâncias químicas chamadas piretroides, pouco tóxicas. Se o ambiente tiver mais de 10 metros quadrados, é necessário usar mais de um aparelho
Duração da proteção: de sete a sessenta noites
O que dizem os especialistas: além de seguro, é eficiente para afastar os mosquitos. Para fazer efeito, é necessário deixar o aparelho ligado por trinta minutos, para aquecer. "Em uma pesquisa feita em 2009, constatamos que é mais econômico optar pelos vaporizadores. O gasto mensal com pastilhas pode ser até catorze vezes maior", diz Marina. Manter a porta ou a janela um pouco abertas é essencial para que os mosquitos deixem o ambiente
Pode causar intoxicação? A quantidade utilizada é pequena para provocar intoxicação, mas, por precaução, é recomendável deixar o aparelho a pelo menos 2,5 metros de distância do rosto na hora de dormir

Preço: de 5 a 20 reais

 

REPELENTES NATURAIS

Pulseira com citronela
Indicação: para ser usada em praia, piscina e durante esportes ao ar livre
Como repele os insetos: aprovada pela Anvisa, a pulseira emborrachada é vendida em seis cores e tem 10% de óleo de citronela em sua composição. O fabricante não informa o seu raio de ação, mas recomenda que, em locais de grande infestação, ela seja usada, simultaneamente, no braço e no tornozelo. É à prova d’água
Duração da proteção: cinco dias
O que dizem os especialistas: o índice de eficácia é baixo. "Funciona, desde que o número de mosquitos no ambiente seja pequeno", afirma Adilson Costa. Segundo ele, pessoas alérgicas a substâncias como látex e pigmento colorido devem evitar o uso
do acessório. Não é indicada para crianças com menos
de 3 anos
Preço: 3,20 reais

 

Adesivo à base de citronela
Indicação: para quem vai pescar, acampar ou trabalha ao ar livre
Como repele os insetos: o adesivo de 4 centímetros quadrados tem microcápsulas de citronela. Comprimido e colado à pele, exala a essência, espantando os mosquitos.
Desenvolvido por uma empresa italiana, o produto é aprovado no Brasil pela Anvisa e, nos Estados Unidos, pela Food and Drug Administration (FDA). Segundo o fabricante, pode ser aplicado tanto na pele quanto em superfícies como tecidos e berços. Como o raio de ação é de 1 metro, os adultos podem usar dois adesivos simultaneamente: um na perna e outro no braço, por exemplo
Duração da proteção: de seis a oito horas
O que dizem os especialistas: embora o princípio ativo não entre em contato com a pele, quem tem alergia a látex e colofônio (a cola), presentes no adesivo, deve evitá-lo. "Não recomendo que seja usado em berços, pois a criança fica muito próxima da substância, o que pode causar alergias respiratórias", diz Marina Jakubowski
Preço: 17,90 reais (caixa com doze adesivos)

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