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Home  »  Revistas  »  Edição 2160 / 14 de abril de 2010


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Panorama

Datas

 

Morreu

Malcolm McLaren, empresário inglês que deu um tremendo impulso ao movimento punk, originário de uma juventude operária sem horizontes em meio a uma das piores recessões vividas pela Inglaterra. Foi ele que, em 1975, montou o Sex Pistols, a banda mais emblemática desse tipo de, bem, música. Os Pistols mudaram a história do rock, que voltou a ser básico e sujo, e aliaram como nunca antes música a moda – os figurinos do grupo eram criados por Vivienne Westwood, mulher e sócia de McLaren. Ele sempre foi bom em antecipar tendências. Em 1983, lançou-se como cantor e foi um dos primeiros artistas a gravar um disco de hip hop (Duck Rock). Nos últimos anos, porém, perdeu o lugar de evidência na cultura pop. Tentou uma carreira política, sem sucesso. Também participou de uma versão inglesa do Big Brother, mas não chegou até o fim do reality show. Dia 8, na Suíça, aos 64 anos, de mesotelioma, um tipo de câncer que ataca os tecidos que revestem os órgãos internos do corpo.

Michael Ochs Arquives/Getty Images

Malcolm McLaren
Morre o criador da banda punk
Sex Pistols, que mudou o rock

 


QUI|8|ABR|2010

Assinaram

Ria Novosoti/AFP
Arsenal atômico
Obama e o russo Medvedev assinaram acordo
para reduzir número de ogivas

• um acordo para reduzir o número de armas nucleares os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev. O último acordo, o Tratado de Redução de Armas Estratégicas, de 1991, havia vencido no ano passado. Pelo novo documento, os países limitam o número de ogivas nucleares que cada um pode ter a 1 550, o que significa uma redução da ordem de 30% no arsenal das duas nações. Ele também reduz à metade o número de vetores para as ogivas, como bombas, mísseis e submarinos, que devem chegar, no máximo, a 800 por país. No fim da Guerra Fria, tanto Rússia quanto Estados Unidos chegaram a possuir mais de 10 000 ogivas cada um. Medvedev e Obama assentiram em outro ponto: a necessidade de impor sanções ao Irã, para frear os desvarios atômicos do país.

 

Concedido

Selmy Yassuda
Ícones da Comunicação
Mesquita, Marinho e Civita foram homenageados em São Paulo



• pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade o prêmio Abap/Ícones da Comunicação ao presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, Roberto Civita, ao vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, e ao diretor de Opinião do Grupo Estado, Ruy Mesquita. Eles foram os vencedores nas categorias Inovação, Conteúdo e Liberdade, respectivamente. O discurso de Ruy Mesquita, lido por seu filho Fernão Lara Mesquita, que o representou, exaltou a liberdade de imprensa, sob ameaça no Brasil. "Os espíritos autoritários não odeiam apenas os veículos do conhecimento. Odeiam o próprio conhecimento. E não é por acaso... É este o drama do Brasil. Quem não conhece o passado está condenado a vivê-lo de novo. E cá estamos nós, outra vez, às voltas com um país que se quer o centro do mundo e um projeto de ditador que se imagina o centro do país", disse. O presidente da Abap, Luiz Lara, demonstrou preocupação com as tentativas do estado de interferir na imprensa. Roberto Civita falou sobre o futuro da imprensa e destacou as mudanças provocadas pelo avanço da internet e das novas mídias. "O que fazer diante da inovação digital que não para de vir ao nosso meio? A resposta está em seguir nos reinventando. A inovação é o motor propulsor do mundo em que vivemos." Esta foi a primeira edição da premiação. Participam do júri os membros do Conselho Superior e do Conselho de Ética da Abap, além de presidentes de associações ligadas ao Fórum da Indústria de Comunicação, como a Associação Nacional de Jornais e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão.

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