Panorama
Datas
Morreu
• Malcolm
McLaren, empresário inglês que deu um tremendo impulso ao movimento
punk, originário de uma juventude operária sem horizontes em meio
a uma das piores recessões vividas pela Inglaterra. Foi ele que, em 1975,
montou o Sex Pistols, a banda mais emblemática desse tipo de, bem, música.
Os Pistols mudaram a história do rock, que voltou a ser básico e
sujo, e aliaram como nunca antes música a moda os figurinos do grupo
eram criados por Vivienne Westwood, mulher e sócia de McLaren. Ele sempre
foi bom em antecipar tendências. Em 1983, lançou-se como cantor e
foi um dos primeiros artistas a gravar um disco de hip hop (Duck Rock). Nos últimos anos, porém, perdeu o lugar de evidência na cultura
pop. Tentou uma carreira política, sem sucesso. Também participou
de uma versão inglesa do Big Brother, mas não chegou até
o fim do reality show. Dia 8, na Suíça, aos 64 anos, de mesotelioma,
um tipo de câncer que ataca os tecidos que revestem os órgãos
internos do corpo.
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Michael Ochs Arquives/Getty Images

Malcolm
McLaren
Morre o criador da banda punk
Sex Pistols, que mudou
o rock
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QUI|8|ABR|2010
Assinaram
Ria
Novosoti/AFP
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Arsenal atômico
Obama e o russo Medvedev
assinaram acordo
para reduzir número de ogivas |
• um acordo para reduzir o número de armas nucleares
os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev.
O último acordo, o Tratado de Redução de Armas Estratégicas,
de 1991, havia vencido no ano passado. Pelo novo documento, os países limitam
o número de ogivas nucleares que cada um pode ter a 1 550, o que
significa uma redução da ordem de 30% no arsenal das duas nações.
Ele também reduz à metade o número de vetores para as ogivas,
como bombas, mísseis e submarinos, que devem chegar, no máximo,
a 800 por país. No fim da Guerra Fria, tanto Rússia quanto Estados
Unidos chegaram a possuir mais de 10 000 ogivas cada um. Medvedev e Obama
assentiram em outro ponto: a necessidade de impor sanções ao Irã,
para frear os desvarios atômicos do país.
Concedido
Selmy Yassuda
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Ícones da Comunicação
Mesquita, Marinho e Civita foram homenageados em São Paulo |
• pela
Associação Brasileira de Agências de Publicidade o prêmio Abap/Ícones da Comunicação ao presidente do Conselho de Administração
do Grupo Abril, Roberto Civita, ao vice-presidente das Organizações
Globo, João Roberto Marinho, e ao diretor de Opinião do Grupo Estado, Ruy Mesquita. Eles foram os vencedores nas categorias Inovação,
Conteúdo e Liberdade, respectivamente. O discurso de Ruy Mesquita, lido
por seu filho Fernão Lara Mesquita, que o representou, exaltou a liberdade
de imprensa, sob ameaça no Brasil. "Os espíritos autoritários
não odeiam apenas os veículos do conhecimento. Odeiam o próprio
conhecimento. E não é por acaso... É este o drama do Brasil.
Quem não conhece o passado está condenado a vivê-lo de novo.
E cá estamos nós, outra vez, às voltas com um país
que se quer o centro do mundo e um projeto de ditador que se imagina o centro
do país", disse. O presidente da Abap, Luiz Lara, demonstrou preocupação
com as tentativas do estado de interferir na imprensa. Roberto Civita falou
sobre o futuro da imprensa e destacou as mudanças provocadas pelo avanço
da internet e das novas mídias. "O que fazer diante da inovação
digital que não para de vir ao nosso meio? A resposta está em seguir
nos reinventando. A inovação é o motor propulsor do
mundo em que vivemos." Esta foi a primeira edição da premiação.
Participam do júri os membros do Conselho Superior e do Conselho de Ética
da Abap, além de presidentes de associações ligadas ao Fórum
da Indústria de Comunicação, como a Associação
Nacional de Jornais e a Associação Brasileira de Emissoras
de Rádio e Televisão.
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