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Gente
Hey,
Mr. Lingerie Man
Fotos AP
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| Adriana,
de asas, e Dylan, de maquiagem: anúncio |
Todo
de preto, bigodinho fino, maquiagem carregada, o roqueiro Bob
Dylan aquele mesmo dos rebeldes e anticonsumistas anos
hippies fez sua estréia em comerciais. Depois de mais
de quarenta anos de carreira protestando com seu violão,
o cantor estrela uma campanha da rede americana Victoria's Secret
em que a sensual baiana Adriana Lima desliza de calcinha,
sutiã, salto alto e asas pelos meandros de Veneza. Na trilha
sonora, a música Love Sick, lançada por ele
em 1997 e carro-chefe de um CD com nove sucessos oferecido por 10
dólares no catálogo da grife. Os tempos, como ele
mesmo canta, mudaram.
Atenção,
puritanos: no Canadá pode
Janet
Jackson, como se sabe, fez os Estados Unidos tremerem ao mostrar
o seio (involuntariamente, ela jura) em horário nobre da
televisão. A cantora Alanis Morissette foi mais longe:
apresentadora do Juno Awards, o equivalente canadense do Grammy,
ela cantou, despiu-se e, triunfante, exibiu mamilos e pêlos.
Tudo de mentirinha, colado sobre um macacão cor da pele.
Foi um protesto, disse, contra o puritanismo americano, que também
a obrigou a remover um palavrão de uma de suas músicas.
Alanis apareceu, sim, em toda a sua glória, na TV dos Estados
Unidos. Mas de perfil.
Sobrevida
para Yolanda
Mauro Frasson
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| Ana
Paula em festa em Curitiba: franjinha e batom vermelho
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Para envelhecer o elenco feminino sem adotar rugas falsas na minissérie
Um Só Coração, a equipe de caracterização
optou por algumas (poucas) mechas brancas e maquiagem pesada. No
caso de Ana Paula Arosio, 28 anos, o truque não funcionou:
com mais de 50 anos na trama, Yolanda Penteado parecia ter... bem,
uns 28. Mas o visual da década de 50 conseguiu o prodígio
de deixá-la ainda mais deslumbrante. Tanto que, minissérie
encerrada, Ana Paula não "despiu o personagem", como dizem
os atores. Ao contrário, aderiu ao batom vermelho, que nunca
tinha usado, e ao coque. Viva Yolanda!
Ah, essas mensagens no celular...
Até
que demorou para começarem a aparecer as gatas no armário
de David Beckham, mas, quando desembestou, seguiu-se o roteiro
clássico que envolve jogadores impetuosos e moças
ambiciosas. O pivô é Rebecca Loos, 26 anos,
espanhola, filha de diplomata holandês, louquinha para vender
uma história picante aos jornais. Secretária para
assuntos gerais de Beckham durante sua instalação,
sem a mulher, Victoria, em Madri, Rebecca realmente fez de tudo,
incluindo mensagens explícitas no celular (lembra alguém?).
A espanhola dividiu os tablóides: para uns, é "louca
por sexo com homens e mulheres"; para outros, "ama David e está
arrasada". Os Beckham negaram tudo e foram esquiar nos Alpes. Enquanto
isso, o Real Madrid...
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Auto-ajuda
na gôndola
Divulgação
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Durante
a maior parte da vida, Abilio Diniz, 67 anos, o dono
da rede de supermercados Pão de Açúcar,
foi, em sua própria descrição,
"arrogante, prepotente, de pavio curtíssimo".
Entre o fim de 1989 e o fim de 1992, viveu três
episódios dramáticos: foi seqüestrado,
brigou com toda a família e viu sua empresa à
beira da falência. Diniz considera que saiu do
sufoco uma nova pessoa, muito mais humilde, tolerante
e preocupado com a qualidade de vida. Por acreditar
que sua experiência pode ajudar outras pessoas
a "evitar sofrimentos e ser mais felizes", escreveu
o livro Caminhos e Escolhas, que chega às
livrarias (e ao Pão de Açúcar)
no dia 24. Alguns trechos:
"O
seqüestro durou exatos sete dias. Não foi
dos mais longos, mas foi terrível. Eu
tinha certeza de que iria morrer, só
não sabia como."
"Eu
era baixinho e gorducho (quando criança).
Para espanto de muita gente que inveja
os pouco mais de 6% de gordura da minha massa corporal,
meu corpo tinha o formato
de um barril. Eu era desajeitado e completamente inexpressivo."
"Talvez
a característica mais marcante de um depressivo
seja a total falta de prazer por tudo.
Não dormia, como já contei. Eu
precisava ser medicado. Passei a tomar um antidepressivo.
Enfatizo que, em uma situação
dessas, o medicamento, sob rigoroso controle, é
de grande ajuda."
"Você
pode estar surpreso de me ver falando tão abertamente
da minha religiosidade. Pode
imaginar-me um carola. Bem, se ser carola
é não ter vergonha da própria fé
e, ao
contrário, orgulhar-se dela; se é procurar
seguir os ensinamentos de Deus; se é, enfim,
não falhar às visitas mensais à
igreja de Santa Rita de Cássia todo dia 22, o
dia dela, vá
lá: sou um carola."
"Após
anos de trabalho duro naquele Abilio
fechado, tenso, certinho e chato que
fui um dia, encontrei um caminho para sentir-me mais
feliz com o mundo e
comigo mesmo."
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Editado
por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Roberta Salomone
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