Britney Spears
se desfaz em público. O último rumor é o de que teria
tentado o suicídio
Britney Spears nunca
escondeu seu desejo de ser uma nova Madonna. À maneira da cantora de Music,
ela sonhava em lançar tendências, provocar polêmicas e virar
referência na moda. Do alto de 80 milhões de discos vendidos, a artista
americana a certa altura pareceu estar nesse caminho. Mas hoje sua carreira está
mais parecida com a de Michael Jackson. E não pelo talento musical. Assim
como ocorreu com o cantor, ela está desmoronando em público. Há
evidências de alcoolismo, dependência química e descontrole
emocional. Agora, fala-se até em suicídio. Na semana passada, noticiou-se
que Britney teria tentado se enforcar numa clínica de reabilitação.
Publicado num tablóide sensacionalista, esse episódio carece de
confirmação. Mas não seria surpresa nenhuma se fosse verdade.
Celebridades muitas vezes usam o escândalo
como uma ferramenta de marketing. Madonna, por muito tempo, alimentou-se disso.
Depois que sua imagem casta foi para o espaço com a admissão de
que já não era virgem, em 2003, pareceu ser esse o caminho que Britney
trilharia. Ela caiu na esbórnia e embarcou em casamentos furados, seguindo
à risca o manual da celebridade desmiolada. Mas aos poucos foram surgindo
indícios de que ela está mesmo doente. Um mês atrás,
fofocas sobre suas farras ao lado da patricinha Paris Hilton coexistiam com notícias
deprimentes sobre internações em clínicas de reabilitação.
No fim de fevereiro, ela raspou o cabelo com as próprias mãos e
agrediu fotógrafos. Antes da suposta tentativa de suicídio, teria
escrito na cabeça raspada o "número da besta", 666, e afirmado que
era "um blefe". São notícias cada vez mais deprimentes.
Britney amplia o rol dos artistas que despontaram muito jovens e não conseguiram
lidar com a fama Judy Garland, Karen Carpenter e o próprio Michael
Jackson são nomes que se podem citar. Ela não consegue viver sem
atenção e também é oprimida pelos holofotes. Pior
ainda: a indústria das celebridades na qual ela está imersa trabalha
num ritmo como nunca se viu. Está dando dó.