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Edição 1999

14 de março de 2007
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Liberada a fabricação de anticoncepcionais
genéricos. Olho neles, Anvisa!


Anna Paula Buchalla


Peter CadeGety Images

 


Depois de dois anos de espera, os laboratórios de remédios genéricos receberam, na semana passada, a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricar os seus primeiros anticoncepcionais orais. Com a medida, dentro de um prazo de seis meses, chegarão ao mercado pílulas entre 35% e 50% mais baratas do que as atualmente disponíveis. De acordo com os técnicos da Anvisa, a demora na liberação se deveu basicamente ao fato de que não havia no Brasil tecnologia suficiente para produzir uma cópia fiel dos anticoncepcionais de referência. Agora, o governo garante que os laboratórios têm condição de fabricar pílulas genéricas tão seguras quanto as de marca. A confiança nos anticoncepcionais brasileiros sofreu um grande revés em 1998. Naquele ano, oito mulheres engravidaram depois de tomar pílulas da marca Microvlar falsas, feitas de farinha – com o rótulo do laboratório farmacêutico que é líder no mercado de contraceptivos no país. Como é possível asseverar que a história não se repetirá com os genéricos? "Depois do episódio infeliz da pílula de farinha, a Anvisa e a indústria de genéricos tiveram uma preocupação ainda maior com a liberação", diz Odnir Finotti, vice-presidente da Pró Genéricos. Ótimo. Mas espera-se que a Anvisa continue a fiscalizar esses remédios depois que chegarem às prateleiras das farmácias. Afinal de contas, os efeitos de pílulas falsas estão longe de ser canceláveis – e eles costumam ser bastante caros e barulhentos.

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