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Edição 1999

14 de março de 2007
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Negócios
20 brasileiros na
lista dos bilionários

Quantidade de super-ricos aumenta em todo
o mundo, inclusive no Brasil, mostra a Forbes


Denise Dweck

Germano Luders
O paulista Ometto, dono da Cosan, a maior usina de cana do Brasil: um dos novatos na lista

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Com bolsas de valores cada vez mais fortes e comércio internacional aquecido, o mundo vive a fase mais próspera de sua história. O mesmo se pode dizer dos empresários que brilham nesse cenário. A nova lista dos felizardos que têm patrimônio pessoal de no mínimo 1 bilhão de dólares, elaborada pela revista Forbes e divulgada na semana passada, tem 178 novos nomes com relação à lista anterior. Existem hoje 946 bilionários. Apenas 32 nomes saíram da lista. A participação do Brasil nesse campeonato também aumentou. No ano passado, havia dezesseis bilionários brasileiros. Neste ano são vinte, com um patrimônio total de 46,2 bilhões de dólares – um aumento de quase 40% em relação ao ranking anterior. Nos primeiros lugares da classificação não houve grandes novidades. O americano Bill Gates, dono da Microsoft, continua sendo o homem mais rico do mundo, com uma conta bancária de 56 bilhões de dólares. O também americano Warren Buffett manteve o segundo lugar, com 52 bilhões de dólares, fruto de seus megainvestimentos no mercado financeiro.

Entre os brasileiros que aportaram neste ano na lista da Forbes, a maior surpresa é Liu Ming Chung, 44 anos. Como se vê pelo nome, ele é naturalizado. Chung nasceu em Taiwan e morou no Brasil na década de 80. Formou-se em odontologia numa universidade de São Paulo, mas logo passou a trabalhar no setor de papel e celulose. Nesse ramo, fez fortuna com a mulher, a chinesa Yan Cheung, 49 anos. O casal se conheceu em Hong Kong e, no início da década de 90, viajou para a Califórnia, onde abriu uma empresa de reciclagem de celulose. Cinco anos depois, voltaram para a China e ampliaram os negócios com a companhia Nine Dragons, fabricante de papel, que hoje lhes garante a fortuna. Na sede da empresa, em Dongguan, no sul da China, estão hasteadas as bandeiras chinesa, americana e brasileira. O casal figura na lista da Forbes em 390º lugar com a mesma fortuna: 2,4 bilhões de dólares. Filha de um soldado, Yan Cheung liderou no ano passado um ranking das mulheres mais ricas do mundo que começaram sua fortuna do nada, à frente da americana Oprah Winfrey e da inglesa J.K. Rowling, autora da série Harry Potter.

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A ESCALADA DO DENTISTA
Liu Ming Chung é um dos novos brasileiros na lista da Forbes. Ele nasceu em Taiwan, veio para o Brasil ainda jovem e se naturalizou. Estudou odontologia em São Paulo. Numa viagem a Hong Kong, conheceu sua mulher, a chinesa Yan Cheung (com ele na foto), com quem fez fortuna com uma indústria de papel instalada na China


Com fortuna amealhada numa indústria que promete prosperar ainda mais na era dos combustíveis alternativos, a de álcool e açúcar de cana, Rubens Ometto também estréia na lista dos brasileiros bilionários. Sua empresa, a Cosan, a maior usina de cana-de-açúcar do Brasil, rendeu-lhe uma fortuna de 2 bilhões de dólares e o oitavo lugar no ranking. Em 16º, igualmente novato no grupo de vinte ricaços do Brasil, está o empresário Eliezer Steinbruch, do grupo Vicunha. Sua empresa começou na área têxtil e hoje controla a Companhia Siderúrgica Nacional, uma das maiores companhias de aço do país. O grupo de brasileiros na lista da Forbes inclui ainda os banqueiros Joseph Safra e seu irmão Moise – pela primeira vez os dois estão listados com patrimônios separados – e Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa. Nada menos que quatro integrantes da família Constantino, controladora da companhia aérea Gol, emplacaram posições na lista.

O seleto clube dos dez homens mais ricos do planeta, com fortuna superior a 22 bilhões de dólares, recebeu mais dois integrantes. São eles o americano Sheldon Adelson, dono de cassinos e hotéis, que subiu da 14ª posição para a sexta, e o espanhol Amancio Ortega, dono da Zara, rede espanhola de roupas, que saltou da 23ª para a oitava. Em relação ao ano passado, os cinco primeiros lugares da lista continuam ocupados pelos mesmos magnatas, na mesma ordem de classificação. Mas, pelo salto notável de muitas das fortunas, a lista promete surpreender nos próximos anos. O magnata mexicano do setor de telecomunicações Carlos Slim Helu figura no terceiro lugar do ranking, mas nos últimos doze meses seu patrimônio pessoal teve um aumento de 19 bilhões de dólares, o maior em uma década, o que reduziu sua distância para Warren Buffett. Bill Gates que se cuide.

 



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