Com
bolsas de valores cada vez mais fortes e comércio internacional aquecido,
o mundo vive a fase mais próspera de sua história. O mesmo se pode
dizer dos empresários que brilham nesse cenário. A nova lista dos
felizardos que têm patrimônio pessoal de no mínimo 1 bilhão
de dólares, elaborada pela revista Forbes e divulgada na semana
passada, tem 178 novos nomes com relação à lista anterior.
Existem hoje 946 bilionários. Apenas 32 nomes saíram da lista. A
participação do Brasil nesse campeonato também aumentou.
No ano passado, havia dezesseis bilionários brasileiros. Neste ano são
vinte, com um patrimônio total de 46,2 bilhões de dólares
um aumento de quase 40% em relação ao ranking anterior. Nos
primeiros lugares da classificação não houve grandes novidades.
O americano Bill Gates, dono da Microsoft, continua sendo o homem mais rico do
mundo, com uma conta bancária de 56 bilhões de dólares. O
também americano Warren Buffett manteve o segundo lugar, com 52 bilhões
de dólares, fruto de seus megainvestimentos no mercado financeiro.
Entre os brasileiros que aportaram
neste ano na lista da Forbes, a maior surpresa é Liu Ming Chung,
44 anos. Como se vê pelo nome, ele é naturalizado. Chung nasceu em
Taiwan e morou no Brasil na década de 80. Formou-se em odontologia numa
universidade de São Paulo, mas logo passou a trabalhar no setor de papel
e celulose. Nesse ramo, fez fortuna com a mulher, a chinesa Yan Cheung, 49 anos.
O casal se conheceu em Hong Kong e, no início da década de 90, viajou
para a Califórnia, onde abriu uma empresa de reciclagem de celulose. Cinco
anos depois, voltaram para a China e ampliaram os negócios com a companhia
Nine Dragons, fabricante de papel, que hoje lhes garante a fortuna. Na sede da
empresa, em Dongguan, no sul da China, estão hasteadas as bandeiras chinesa,
americana e brasileira. O casal figura na lista da Forbes em 390º
lugar com a mesma fortuna: 2,4 bilhões de dólares. Filha de um soldado,
Yan Cheung liderou no ano passado um ranking das mulheres mais ricas do mundo
que começaram sua fortuna do nada, à frente da americana Oprah Winfrey
e da inglesa J.K. Rowling, autora da série Harry Potter.
Imagechina
A ESCALADA DO DENTISTA Liu
Ming Chung é um dos novos brasileiros na lista da Forbes. Ele nasceu
em Taiwan, veio para o Brasil ainda jovem e se naturalizou. Estudou odontologia
em São Paulo. Numa viagem a Hong Kong, conheceu sua mulher, a chinesa Yan
Cheung (com ele na foto), com quem fez fortuna com uma indústria
de papel instalada na China
Com fortuna amealhada numa indústria que promete prosperar ainda mais na
era dos combustíveis alternativos, a de álcool e açúcar
de cana, Rubens Ometto também estréia na lista dos brasileiros bilionários.
Sua empresa, a Cosan, a maior usina de cana-de-açúcar do Brasil,
rendeu-lhe uma fortuna de 2 bilhões de dólares e o oitavo lugar
no ranking. Em 16º, igualmente novato no grupo de vinte ricaços do
Brasil, está o empresário Eliezer Steinbruch, do grupo Vicunha.
Sua empresa começou na área têxtil e hoje controla a Companhia
Siderúrgica Nacional, uma das maiores companhias de aço do país.
O grupo de brasileiros na lista da Forbes inclui ainda os banqueiros Joseph
Safra e seu irmão Moise pela primeira vez os dois estão listados
com patrimônios separados e Aloysio de Andrade Faria, do Banco Alfa.
Nada menos que quatro integrantes da família Constantino, controladora
da companhia aérea Gol, emplacaram posições na lista.
O seleto clube dos dez homens mais
ricos do planeta, com fortuna superior a 22 bilhões de dólares,
recebeu mais dois integrantes. São eles o americano Sheldon Adelson, dono
de cassinos e hotéis, que subiu da 14ª posição para
a sexta, e o espanhol Amancio Ortega, dono da Zara, rede espanhola de roupas,
que saltou da 23ª para a oitava. Em relação ao ano passado,
os cinco primeiros lugares da lista continuam ocupados pelos mesmos magnatas,
na mesma ordem de classificação. Mas, pelo salto notável
de muitas das fortunas, a lista promete surpreender nos próximos anos.
O magnata mexicano do setor de telecomunicações Carlos Slim Helu
figura no terceiro lugar do ranking, mas nos últimos doze meses seu patrimônio
pessoal teve um aumento de 19 bilhões de dólares, o maior em uma
década, o que reduziu sua distância para Warren Buffett. Bill Gates
que se cuide.