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VEJA
Edição 1999

14 de março de 2007
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Cartas

 

"As comparações entre homem e mulher são muito importantes e curiosas e esclarecem o que muita gente não sabe e deveria saber."
Eduardo Brito Senger
Pomerode, SC

 

Mulher

Excelente e esclarecedora a reportagem "A medicina revela a mulher de verdade" (7 de março), cujo conteúdo deverá propiciar um melhor entendimento entre os dois sexos. Nós, homens, esperamos que depois disso as mulheres nos entendam melhor e nos cobrem menos.
José Rubens do Amaral
Valinhos, SP

Agradeço pela reportagem especial publicada na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março). Foi na verdade um presente que ganhamos quando a revista dedicou várias páginas à diferença entre homens e mulheres, esclarecendo algumas peculiaridades próprias do sexo feminino.
Maria Dilma Ponte de Brito
Professora
Parnaíba, PI

No título da capa, a palavra "quase" que aparece entre parênteses foi bem colocada, pois, no que se refere à reposição hormonal, continua o dilema: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Ivete Rennó Costa
São José dos Campos, SP

Achei interessantíssima a reportagem "A medicina revela a mulher de verdade". Sem dúvida, são informações preciosas que nos levam à reflexão sobre as grandes diferenças físicas e psicológicas.
Izabela Mariane Garcia Santana,
14 anos
Janaúba, MG

Excelente a reportagem especial com que VEJA brindou seus leitores. Mesmo não sendo um profissional da área da saúde, gostei muito, pois as comparações entre homem e mulher são muito importantes e curiosas e esclarecem o que muita gente não sabe e deveria saber.
Eduardo Brito Senger
Pomerode, SC

Na adolescência, dá vontade de experimentar um monte de coisas – até para saber se a gente gosta ou não delas. Alguns hábitos que começam nessa fase nos acompanham pela vida inteira. Nós, mulheres, desde a adolescência pensamos, agimos e nos sentimos, na maioria das vezes, completamente diferentes dos homens.
Jenifer Gama Taipo, 15 anos
Hortolândia, SP

Gostaria de agradecer por assunto tão importante para nós, mulheres, tratado com tanta seriedade sem perder a sensibilidade. Acho que havia muito tempo o mundo precisava descobrir as verdadeiras diferenças entre nós e os homens e deixar de lado os preceitos de que somos diferenciados apenas nos órgãos reprodutores. Reportagens como essa são importantes para desmascarar conceitos de décadas atrás que ainda afetam a vida das mulheres.
Renata Luane Santos
Hortolândia, SP

Infelizmente ainda há o preconceito na nossa sociedade machista contra a mulher. No plano moral, precisamos avançar muito. Só com o instrumento da educação poderemos chegar lá.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

Mulheres superocupadas e homens procurando o que fazer. Nas últimas décadas, a ciência pró-mulher contribuiu muito para essa nova realidade.
Luiz Poeira
São Paulo, SP

Enfim, a ciência entendeu a mulher. Agora só falta o homem entendê-la.
Benjamin Gomes de Oliveira Júnior
Goiânia, GO

 

Fortaleza

Em relação à reportagem "Ô forrozinho caro" (7 de março), esclarecemos que o Banco do Brasil não patrocinou o réveillon em Fortaleza. Os recursos atribuídos ao Banco do Brasil são originários do Convênio de Cooperação Técnico-Financeira firmado entre o banco e a prefeitura de Fortaleza, em setembro de 2005, cujo objeto é a centralização da folha de pagamento dos servidores municipais no BB pelo período de cinco anos. Os recursos originários do convênio são colocados à disposição da prefeitura para ser utilizados na implementação de sistemas e procedimentos de gestão e projetos sociais, culturais e institucionais, escolhidos a seu critério, conforme previsto no instrumento que formalizou a parceria. Tais recursos devem ser utilizados durante a vigência do convênio, o que não caracteriza, portanto, patrocínio específico a determinado evento. Ao BB, como ocorre em todos os convênios da espécie, cabe apenas a efetivação dos repasses diretamente aos fornecedores contratados pelo município para a implementação dos projetos abrangidos pela parceria.
Carlos Alberto Barretto de Carvalho
Assessor de imprensa
Brasília, DF

Em relação à reportagem "Ô forrozinho caro", não é só em Fortaleza que isso ocorre, não. Essa turma do PT gosta mesmo de uma festinha. Se as pessoas estão assombradas com o forrozinho da Luizianne, precisam ver o que faz o prefeito João Paulo, aqui do Recife. Em dezembro de 2005, fez um show com a dupla Sandy e Júnior ao preço de 470.000 reais. Em dezembro de 2006, mais dois "showzinhos" espertos. Um no valor de 1,1 milhão, para a ornamentação natalina da cidade, e outro no valor de 600.000, pagos pela apresentação de um tal de Fat Boy Slin. É festa ou não é?
José Fernando Rodrigues de Figueirôa
Recife, PE

 

PIB minguado

Em "Só o que cresce é o Estado" (7 de março), não persistem dúvidas quanto à opção do governo pela mediocridade. Com os impostos chegando a 40% do PIB e um "crescimento" do PIB de 2,6%, é nítida a tendência de inflar o Estado. Se por um lado a Constituição Cidadã de 1988 foi pródiga na concessão de direitos e privilégios, não se observa a disposição do governo em promover as reformas necessárias para reduzir o tamanho do Estado num cenário de acirrada competição global.
Tito Schmitt
União da Vitória, PR

Não há como ler o artigo "Vacas sagradas do atraso" e permanecer impassível. Nossa cultura, ao que tudo indica, herdou o pior da tradição ibérica de dependência do Estado. Quando o Estado prevalece, a sociedade civil perde o que tem de mais importante e dinâmico: a iniciativa e a criatividade. Na medida em que o Estado é o "patrão", a alternativa mais confortável é abrigar-se debaixo dele.
Marcelo Brito Barros
Brasília, DF

A reportagem mostra muito bem o atual cenário improdutivo do nosso querido Brasil. O PIB brasileiro vem decrescendo aceleradamente nos últimos anos. O Estado brasileiro parece uma embarcação que tem no comando aquele barbudo desengonçado que grita freneticamente aos seus comandados para seguir em frente, sempre em frente, mas em busca do nada.
Luci Malpica Buzzulini
Campinas, SP

VEJA expôs de forma bem clara números assustadores que têm sido produzidos por nossos "administradores". Mas, ante o ridículo "pibinho" divulgado, um índice de impressionar qualquer terráqueo foi esquecido: o aumento do lucro dos bancos. Mesmo nesse quadro adverso, todos na faixa 45%. É ou não é de deixar qualquer brasileiro orgulhoso? Que Deus nos ajude!
Flávio Dias

Goiânia, GO

Se o PIB leva em conta o crescimento das riquezas de um país, e descontarmos o crescimento populacional (aproximadamente 2%), vamos amargar um crescimento real de 0,5% ao ano!
Walter Vicentini
Santo André, SP

A estrutura burocrática da administração pública federal herdada por Lula não foi capaz de suportar a demanda da sociedade sem a presença de novos servidores públicos. Lembremos o caos aéreo por falta de controladores, da fiscalização ínfima do Ibama, da farra do dinheiro público em mensalões, licitações forjadas e convênios obscuros por falta de uma maior presença de auditores da despesa pública.
Renato Santos Chaves
Macapá, AP

 

Loterias

Parabéns ao senador Álvaro Dias pela denúncia e a VEJA pela publicação da reportagem "Loteria ou lavanderia" (7 de março). Acho incrível um desvio que aconteceu no início da década de 90, divulgado e discutido, voltar a acontecer. As denúncias devem ser investigadas e, se existirem culpados, esses devem ser punidos. Ao mesmo tempo devem ser estudadas propostas para que o problema não volte a ocorrer. Uma proposta que faço, e que é de simples implementação, é que o cidadão inclua seu CPF na aposta para torná-la pessoal e intransferível.
Renato Roizenblit
São Paulo, SP

 

Etanol brasileiro

Como engenheiro civil e consultor na área de geração de energia, gostaria de cumprimentar VEJA pelas excelentes matérias sobre o biodiesel e o etanol ("O nosso é real. O de Bush é blablablá", 7 de março). No que se refere ao texto "Eu vi a molécula", no qual o engenheiro Expedito Parente afirma que as reações químicas que permitiam obter um combustível vegetal (biodiesel) já estavam teoricamente descritas na literatura havia cinqüenta anos, gostaria de relatar que desde o fim do século XIX (1898) os maquinistas das marias-fumaças da extinta Estrada de Ferro Bahia e Minas já utilizavam o dendê in natura para "turbinar" as caldeiras para vencer a altitude entre Ponta de Areia (BA), no nível do mar, e Teófilo Otoni (334 metros). Em 1983, como engenheiro-fiscal, participei diretamente da experiência da Construtora Odebrecht na obra da adutora de Pedra do Cavalo (BA), quando se utilizou com muito sucesso o óleo de dendê em vários equipamentos pesados, fruto de pesquisa do Ceped.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

Enquanto tudo se volta para o etanol, pouco se fala da devastação que ocorre nas terras onde é feita a plantação da cana-de-açúcar. Infelizmente, a economia que se tem hoje com o álcool não conseguirá pagar os prejuízos futuros causados ao meio ambiente e ao ser humano.
Germano A. Pascotto
Cianorte, PR

A produção brasileira de etanol é suja tanto do ponto de vista ambiental quanto do social. Anunciar o contrário é perpetuar mentiras criadas juntamente com o Pró-Álcool, há mais de trinta anos.
Laurival Antonio De Luca Júnior
Araraquara, SP

 

Niklas Zennström

Excelente a entrevista com Niklas Zennström ("O senhor Skype", Amarelas, 7 de março). É impressionante como essa tecnologia está confirmando ainda mais o fim das linhas telefônicas tradicionais. Tudo está migrando para os PCs, notebooks e celulares. O que não consigo entender é por que aqui no Brasil as tarifas das linhas telefônicas ainda continuam caras. Será que as empresas ainda não acordaram para o que vem pela frente?
Jony Lima da Silva

Itabuna, BA

Já faço uso do Skype há dois anos e adoro o serviço. Um mês atrás me inscrevi para receber a versão beta do Joost e na semana passada recebi o login para o download. Sem dúvida é um programa maravilhoso que vai revolucionar o modo de ver TV pela internet.
Miriam Sousa
Salvador, BA

Lendo a matéria sobre o senhor Skype, eu me lembrei do desenho dos Jetsons e de como era impensável a tecnologia que eles tinham. Hoje em dia já não é tão impensável viver como um Jetson. Ainda é possível pensar que as crianças do futuro vão assistir ao dese nho achando que estão vendo Os Flintstones.
Priscilla Covre de Araujo

Por e-mail

 

Veja essa

"Quem não acredita no Brasil, vá embora!" (frase do presidente Lula, Veja essa, 7 de março). É lamentável ouvir do presidente palavras como essas. É preciso lembrá-lo de que nem todos deixaram o Brasil por não acreditar ou por não amar, mas o fizeram por falta de oportunidade. Caminho também percorrido por ele mesmo quando deixou sua terra natal e veio para São Paulo.
Tsuyoshi Yamada
Curitiba, PR

Voltou à baila a discussão sobre a legalização das drogas no Brasil. Todavia não foi o Planet Hemp que provocou a situação desta vez, e sim o atual governador do Rio de Janeiro (Veja essa, 7 de março). Embora o assunto seja sério e deva ser tratado como tal, não pude deixar de visualizar algumas cenas: 1) As grandes redes de drogaria disponibilizariam a seus clientes mais exigentes gôndolas repletas de cocaína pura produzida e embalada nos mejores laboratórios. No canto do estabelecimento ficaria a opção do pozinho genérico.
Henrique Macedo

Campo Grande, MS

Com muita satisfação, vejo que a Fernanda Lima continua usando o pronome "tu" em suas entrevistas. É uma autêntica gaúcha que valoriza suas raízes, ao contrário de muitas que, com alguns meses no Rio de Janeiro, chiam mais do que os cariocas.
Maria Izabel de Ugalde M. da Rocha
Santa Maria, RS

 

Gustavo Ioschpe

Como ex-professor, após mais de três décadas atuando em escolas particulares e públicas, gostaria de complementar o excelente artigo "Os quatro mitos da escola brasileira" (7 de março), lembrando que, de cada 10 reais investidos na área, apenas 4 chegam à sala de aula. Pior ainda é a filosofia pedagógica adotada na imensa maioria das escolas, que obriga o professor a se preocupar em "formar cidadãos conscientes", algo muito vago. A parte menor, escolas que priorizam os conhecimentos básicos e treinam continuamente seus professores, sempre apresenta resultados de qualidade superior. Essas escolas deveriam ser o espelho para as outras.
Gilberto Correia Oliveira
Blumenau, SC  

Os índices de avaliação segundo pesquisa do MEC melhoram. Por isso, maior remuneração tem significado a melhoria da qualidade do ensino. Basta investir e administrar que a resposta é imediata. Em relação ao mito número 3, eu pergunto: 3,5% do PIB americano em números equivale a quanto em investimento direto na educação por lá? Quantos alunos ali usufruem esse investimento, em detrimento aos 3,4% investidos pelo Brasil?
Edmilson Pinto Ribeiro
Maceió, AL  

Não pude deixar de ter uma taquicardia diante do artigo. Quando nós, professores, reivindicamos reconhecimento, não pensamos apenas em aumento de salário, mas em investimento para o aperfeiçoamento de nosso desempenho em sala de aula. Sou professora em uma escola pública de periferia, onde o maior desafio é trabalhar o emocional das crianças. Faço isso todos os dias, além de cumprir o conteúdo. E preciso estar bem emocionalmente. Deixo meus problemas familiares em casa, para poder trabalhar com problemas de outras pessoas e do próprio país. Sei que meu trabalho é de formiguinha, mas faço a minha parte e é óbvio que quero ser reconhecida, não com elogios, mas com um salário compatível com o meu esforço.
Vanessa Gava Moreti

Assis, SP

 

Diogo Mainardi

Em tempos em que a violência grassa solta no mundo, principalmente no Brasil, é gratificante, é comovente, é simplesmente maravilhoso terminar o domingo lendo artigo tão terno. Diogo e sua mulher certamente são pessoas especiais, pois somente elas são escolhidas por Deus para receber e criar pessoas igualmente especiais. Parabéns ("O grande botão vermelho", 7 de março).
Leila Cury
Brasília, DF  

Foi surpreendente saber que por trás do implacável, insaciável e mordaz crítico pulsa um coração que certamente irradia sentimentos de pura sensibilidade, capaz de tocar e emocionar seus leitores. Nem sempre concordando com suas críticas e posições, não podemos deixar de reconhecer a eficiente linha investigativa dos fatos e denúncias presentes nos textos do articulista. Porém, entendo que nada superou ou superará o brilhante, sensível e emocionante "O grande 'coração' vermelho".
José Luiz Saraiva
Santos, SP  

Foi com muita emoção que li a coluna de Diogo Mainardi, pois, como muitos, eu também tenho um filho lindo com paralisia cerebral. Também precisei me dedicar muito a ele desde seu nascimento. Tivemos de ensiná-lo a engatinhar, subir e descer escadas. Foram dez anos de intensa dedicação, indo a fisioterapeutas, psicólogas e terapeutas. Abri mão de muita coisa para me dedicar aos meus filhos e em especial ao Victor, e isso foi meu grande e imenso prazer. Eu me lembro que quando sua irmã Lais nasceu, sendo um ano e oito meses mais nova, eu dizia que ela seria a fisioterapeuta particular dele, pois brincariam juntos e ela naturalmente cuidaria de seus "exercícios". Foi ela sem dúvida a grande conexão para acionar seu "botão vermelho", e eu com certeza ainda tenho esse botão conectado em mim.
Maria Cristina de Camargo
São Bento do Sapucaí, SP

 

Claudio de Moura Castro

Como de costume, Claudio de Moura Castro nos brindou com um esplêndido texto ("Diploma e monopólio", Ponto de vista, 7 de março). O contundente artigo serviu para lembrar que o legislador e administrador de todo o processo educacional brasileiro é o Ministério da Educação (MEC), até mesmo por fundamentação constitucional, no que diz respeito ao ensino particular. O artigo 209 da Constituição Federal estabelece que o ensino seja livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições: I) Cumprimento das normas gerais da educação nacional; II) Autorização e avaliação de qualidade, pelo poder público. Aos Conselhos Profissionais e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cabe, unicamente, a fiscalização do exercício profissional.
Gabriel Mário Rodrigues
Presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES)
São Paulo, SP  

A cruzada das entidades médicas contra a abertura de cursos de medicina é para evitar a habilitação de profissionais com formação inadequada, que, na linha de frente do atendimento, serão um risco à vida dos cidadãos. Cursos caça-níqueis são criados diariamente por maus empresários do ensino. Não podemos compactuar com isso.
Jorge Carlos Machado Curi
Presidente da Associação Paulista de Medicina
São Paulo, SP

 

Fabio Feldmann

Desde o fim de 2004, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas promoveu quatro reuniões plenárias em Brasília, com a participação de vários ministros, sendo duas delas com a presença do presidente da República. Foi levantada em reunião do fórum a questão que resultou na proposta levada a Nairóbi pelo governo brasileiro para compensações internacionais pela redução do desmatamento da Amazônia, que já vem ocorrendo nos últimos dois anos. Também partiram do fórum as recomendações para a substituição de diesel por fontes alternativas nos sistemas isolados de geração de energia, as quais estão sendo consideradas pela Aneel. O fórum nesse período organizou as primeiras reuniões de fóruns estaduais, os encontros nas reuniões da Convenção do Clima da ONU em Buenos Aires, Montreal e Nairóbi, além de seminários e reuniões de trabalho no Brasil com especialistas e convidados, alguns do IPCC. Compareci a todas as reuniões do fórum durante o governo do presidente Fernando Henrique, quando Feldmann era secretário, a última delas às vésperas da posse do presidente Lula, e não considero que elas tenham sido mais objetivas nem dado mais resultados práticos (Amarelas, 28 de fevereiro).
Luiz Pinguelli Rosa
Secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas
Coordenador do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ
Rio de Janeiro, RJ

 

Usaid

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) gostaria de agradecer a VEJA pela publicação da reportagem intitulada "Bye, bye, Brasil" (28 de fevereiro), referente ao histórico de 45 anos de programas de sucesso na área de desenvolvimento realizados pela agência no Brasil. Entretanto, cumpre-me informar que houve uma má interpretação das minhas palavras de que, supostamente, o Brasil não precisaria mais da agência, razão pela qual ela deixaria o país. Na verdade, a Usaid não tem plano de deixar o país. A agência continuará a trabalhar com seus parceiros brasileiros em uma grande variedade de atividades. Apesar de cortes no orçamento, a nossa administração continua a ter um forte comprometimento com a redução da pobreza, com a geração de melhores oportunidades econômicas, com a proteção ao meio ambiente e aos recursos naturais e com a melhoria das condições de saúde da população. Continuamos no firme propósito de consolidar a excelente parceria entre o Brasil e os Estados Unidos.
Jennifer Adams
Diretora da Usaid no Brasil
Brasília, DF

 

Big Brother Brasil

Simplesmente excelente. E acho que muita gente estava tentando explicar psicologicamente os comportamentos estúpidos, tanto dentro como fora do Big Brother Brasil, e aí vem VEJA e nos mostra a melhor análise que poderia existir. Baseia-se no comportamento animal. Melhor impossível. E o pior é que na rua, pelo que se vê nas entrevistas, predomina o mesmo comportamento. Parece que andamos para trás na evolução ("Freud, não. Darwin explica", 7 de março).
Clarissa Dornelles
Por e-mail

 

CORREÇÕES: A Sérvia não foi julgada pelo Tribunal Penal Internacional da ONU, mas pela Corte Internacional de Justiça, também da ONU. A Sérvia foi o primeiro país a ser julgado por genocídio nesse fórum (Datas, 7 de março). • Ao contrário do que consta no texto da reportagem "Que cachorro é este?" (7 de março), o cão da raça poodle não solta pêlos, o que o torna adequado para alérgicos, como informado no destaque da reportagem. Por erro da Revisão de VEJA, na página 71 da reportagem "Campeões de popularidade" (28 de fevereiro) foi informado de forma errada que Santo Antônio viveu no século XVIII. Na verdade, ele nasceu no fim do século XII (1195) e morreu na primeira metade do século XIII (1231), como foi publicado corretamente na legenda da foto (página 70).

 

CLEÓPATRA DESDENTADA?

AP


Para o leitor Carlos Eduardo Gomes do Couto Filho, cirurgião-dentista e professor da Universidade Federal de Alfenas (MG), não é definitiva a sentença de que Cleópatra era uma mulher feia, como se deduz de seu perfil estampado na moeda do ano 32 a.C., exposta há três semanas na Inglaterra (Datas, 21 de fevereiro). Ele explica: "A crença de que Cleópatra era uma beldade não pode ser desfeita considerando-se somente a moeda de prata com sua imagem. As características da figura são típicas de pacientes desdentados totais há muito tempo e que perderam os tecidos de suporte do lábio superior, o que provoca a 'queda' do ápice do nariz, e do inferior, que sugere projeção do mento (queixo). A falta dos dentes faz com que a mandíbula seja projetada para a frente, conferindo à pessoa um aspecto conhecido por "perfil de bruxa". Prefiro acreditar que Cleópatra só tenha sido homenageada após o apogeu de sua história no antigo Egito", diz Gomes do Couto. Vejam ao lado o perfil original da rainha do Nilo estampado na moeda e como ele seria, caso os defeitos causados pela suposta queda dos dentes tivessem sido corrigidos pelas modernas técnicas da odontologia.

 

MADRE MARIA EUGÊNIA

Silvia Maria Russo Correia, diretora pedagógica do Colégio Assunção, de São Paulo, escreve para comunicar que "no momento em que frei Galvão é reconhecido como o primeiro santo genuinamente brasileiro, em sua companhia está sendo santificada madre Maria Eugênia, fundadora da Congregação Assunção, que desenvolveu toda sua obra sob o princípio de que a transformação do mundo para melhor se faz através da educação. E assim tem seu trabalho desenvolvido por todo o mundo, e em São Paulo desde 1934, com o Colégio Assunção". A celebração da canonização de madre Maria Eugênia acontecerá na Basílica de São Pedro, em Roma, a 3 de junho, e será presidida pelo papa Bento XVI. Maiores informações sobre o assunto no site www.assuncao.com.br.

 

 

Arquivo pessoal

Na página 69 da edição passada ("Eu vi a molécula!"), quem aparece de capacete e barba ao lado do então vice-presidente Aureliano Chaves é o engenheiro Francisco de Assis Sales Filho, responsável pela execução do projeto e da montagem industrial da Usina de Caucaia, e não Expedito Parente, como foi informado. Parente aparece nesta outra foto (de terno claro, ao centro), tirada em 30 de outubro de 1980, inaugurando com Aureliano o Projeto Biodiesel.

 

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