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De olho vivo

Seguro de carro mais caro
exige lupa no contrato

Maurício Oliveira


Raul Junior


Muitos motoristas que foram renovar o seguro de carro neste começo de ano estão deparando com preços até 25% mais altos pelo serviço em relação ao mesmo período do ano passado. Várias companhias seguradoras creditam os reajustes bem acima da inflação a uma presumida maior incidência de roubos de veículos, acidentes, enxurradas e fraudes pelo país afora. Diante da cifra, aos motoristas cabe pesquisar exaustivamente antes de assinar o contrato. Os órgãos de defesa do consumidor recomendam, em primeiro lugar, que sejam pedidos a pelo menos três corretores orçamentos de companhias concorrentes. "Costuma haver grande diferença até mesmo entre os preços de uma mesma empresa fornecidos por corretores diferentes", diz a assistente de direção do Procon de São Paulo, Dinah Barreto. O preço não deve, no entanto, ser o único critério para a escolha do seguro. Para evitar surpresas desagradáveis no futuro, é preciso prestar o máximo de atenção aos detalhes da proposta para verificar se as condições se encaixam de fato em suas necessidades (confira no fichário).

"Muito do que o corretor promete verbalmente aparece de forma diferente no contrato enviado semanas depois pelo correio", alerta o coordenador de serviços ao associado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marcos Diegues. O problema foi constatado numa recente pesquisa feita pelo instituto com sete grandes companhias seguradoras do país. "Algumas diziam pagar a indenização em menos de uma semana, mas, no contrato, ampliavam esse prazo para um mês", exemplifica. Para evitar picaretagens do gênero é fundamental exigir uma cópia do manual do seguro antes de assinar o contrato, esclarecendo todas as dúvidas a tempo – muitas vezes, o texto costuma chegar às mãos do motorista bem depois que a primeira prestação foi quitada.

 

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