Como evitar
os balangandãs
da tecnologia
Na
hora de escolher
o novo computador,
fuja dos apelos consumistas
Fernanda
Colavitti
Em
meio à profusão de novidades no mundo dos computadores,
não há carteira que resista ao apelo consumista de
vendedores interessados em empurrar-lhe o equivalente a um modelo
de Fórmula 1, quando você precisa na verdade é
de um carro confortável para ir de casa para o trabalho ou
escapar para o sítio no fim de semana. Ao final, acaba-se
pagando bem mais caro por equipamentos e penduricalhos descartáveis.
Por isso, antes de ir às compras, é melhor definir
em qual perfil básico de usuário você se encaixa:
o doméstico (aquele que utiliza o editor de texto, manda
e recebe e-mails, navega na internet e consulta CDs-ROM) ou o gamemaníaco
(o aficionado de jogos de computador). Aqueles que trabalham com
computação gráfica ou produção
de vídeo, por exemplo, precisam de máquinas muito
mais potentes que as recomendadas para o consumidor convencional.
Tendo
em mente qual será a utilidade de sua máquina, o passo
seguinte é informar-se sobre seus principais componentes
e o que faz cada um deles. Assim fica mais fácil escolher,
sem cometer exageros. O processador, ou CPU, controla todas as tarefas
executadas pelo computador. É o fator mais importante para
definir quanto um programa (ou parte dele, as janelas) demora para
ser aberto. Os modelos mais encontrados no mercado são o
Pentium III e o Celeron (ambos do fabricante Intel) e a série
K (da marca AMD), cujas velocidades variam entre 500 e 850 megahertz,
o padrão comercial do momento. Permite que você tenha
um desempenho mais que satisfatório. A velocidade do computador,
por si só, não melhora a performance na internet.
Para o usuário doméstico, basta um K6II ou Celeron
entre 500 e 600 megahertz, de acordo com o professor Reinaldo Bianchi,
mestre em engenharia e especialista em computação
pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Já para os gamemaníacos, ele recomenda um Pentium
III com, no mínimo, 600 megahertz.
Outro
item fundamental para a boa performance do micro é a sincronia
entre a velocidade do processador e a quantidade de memória
RAM sigla para a parte do equipamento que define o número
de programas que podem ser executados ao mesmo tempo e suas respectivas
velocidades. "De nada adianta ter um processador com 850 megahertz
se a capacidade de memória RAM for baixa", observa o engenheiro
eletrônico Antônio Luís Rigo, responsável
pela área de laboratório de eletrônica digital
no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São
Paulo (IPT). O mínimo de memória RAM recomendado pelos
especialistas é 64 megabytes. Um terceiro elemento a considerar
é a capacidade do disco rígido (ou HD), similar a
um daqueles imensos arquivos de gaveta, onde ficam os arquivos de
programa (Word, Excel, PowerPoint, PhotoShop) e os de trabalho (qualquer
documento ou pasta). Quem guarda arquivos de programas muito grandes,
de jogos ou de MP3 (música), precisa de pelo menos 20 gigabytes.
Para operar com textos, planilhas e imagens simples, 10 gigabytes
é suficiente. Com relação ao som do equipamento,
as placas denominadas On Board de 16 bits atendem bem às
necessidades de quem gosta de receber e-mails incrementados e acessar
sites com efeito sonoro. Já os que gostam de ouvir música
e jogadores inveterados irão precisar de um bom kit multimídia,
com 128 bits, que inclui placa de som, drive de CD-ROM e caixas
de som, itens comprados separadamente. No total, se você é
um usuário doméstico, prepare-se para gastar entre
1.250 e 1.800
reais. Se for um gamemaníaco, entre 2.000
e 3.000 reais. Variação
que ocorre em decorrência da marca e até da região
do país.
Ao
contrário do CD-ROM, que deixou de ser supérfluo a
partir do momento em que os fabricantes passaram a distribuir em
CD os programas de software, há alguns itens bastante conhecidos
que podem entrar para a categoria dos opcionais, como nos automóveis.
É o caso do Zip Drive, capaz de receber disquetes especiais
de até 250 megabytes. Pese bem os tostões que irá
aplicar em teclado, mouse ou no receptáculo para DVD, este
considerado uma inutilidade para a grande maioria dos usuários,
atualmente. E lembre-se de que, muito em breve, você poderá
estar de novo diante das prateleiras das lojas, caso goste de se
manter sempre muito atualizado. "Seis meses é o tempo limite
para que qualquer configuração fique obsoleta", alerta
o engenheiro Antônio Luís Rigo, do IPT.
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Compre
o equipamento na medida certa
Para
evitar gastos desnecessários, saiba do que você
realmente precisa, de acordo com seu perfil
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Montagem sobre foto de Marcelo Zocchio
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1)
DVD-ROM
Fuja. Tem pouca utilidade. Pense se você pretende mesmo
assistir a filmes DVD na tela do computador
2)
Web Cam
Reflita. A maioria é barata, mas a imagem fornecida
ainda é muito lenta (uma a cada trinta segundos)
3)
Zip Drive
Reflita. É útil somente para quem transporta
grande volume de dados com freqüência
4)
Mouse
Simplifique. Os preços podem variar entre 10 e 200
reais. Prefira os modelos mais baratos, pois têm a mesma
função básica dos mais caros (clicar
nos ícones)
5)
Teclado
Invista. Escolha um modelo médio de formato convencional,
com o padrão da Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT), entre 20 e 200 reais
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| Usuário
doméstico |
Gamemaníaco
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| Manda
e recebe e-mails, navega na internet, utiliza o editor de texto
e consulta CDs-ROM com dados |
É
aficionado de jogos de computador e tem também as mesmas
necessidades do usuário doméstico |
| Monitor:
15 polegadas |
Monitor:
17 polegadas |
| Processador:
Celeron de 600 megahertz ou AMD K6II de 500 megahertz |
Processador:
Pentium III de 600 megahertz
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| Memória
RAM: 64 megabytes |
Memória
RAM: 128 megabytes |
| Disco
rígido: 10 gigabytes |
Disco
rígido: 20 gigabytes |
| Placa
de som: 16 bits (On Board) |
Placa
de som: um bom kit multimídia, com
128 bits e padrão PCI |
| Placa
de vídeo: 8 megabytes de memória (On
Board) |
Placa
de vídeo: 32 megabytes de memória (separada
da memória do PC) |
Saiba
mais
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