Silicone
sem juros
Consórcios querem cobrir
plásticas
e curso superior
Nahara
Bauchwitz
Divulgação
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| Audi
A-3: sem entrada e mais em conta no consórcio |
Está
em análise no Banco Central um pedido de autorização
para a abertura de novos consórcios no Brasil. Se tudo
correr como espera a associação brasileira da
categoria, em três meses será possível
pagar curso superior, cirurgia plástica e tratamento
dentário em prestações, sem juros, com
acréscimo apenas das taxas de administração
e de seguro. Os novos planos vão se juntar a dezenas
de possibilidades que já existem nos consórcios.
Hoje, pode-se formar grupos para comprar de piano de cauda
a banca de jornal, de parabólica a pacote de viagem
para a próxima Copa do Mundo de Futebol. Há
400 administradoras e quase 3 milhões de consorciados
no Brasil. No ano passado, esse mercado cresceu 6%, movimentando
10,3 bilhões de reais. Na Região Nordeste, o
crescimento foi de 20%. Na ponta do lápis, quem opta
pelo consórcio gasta menos do que quem faz financiamento
e mais do que quem compra à vista. Uma excursão
de dezenove dias por Egito, Israel e Grécia, por exemplo,
custa 648 reais menos para os associados.
A
abertura de consórcios para serviços médicos
é uma grande novidade e o caso mais polêmico.
A economia no caso de uma recauchutagem completa na mesa de
um cirurgião plástico, com lipoescultura, Botox
e silicone, pode chegar a quase 5.000 reais (veja
quadro
ao lado) quando se compara o gasto de quem toma um empréstimo
pessoal para bancar o pagamento. Há quem proteste quanto
a essa alternativa. "É preciso cuidado para que isso
não mercantilize a medicina", diz o presidente da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica, Luiz Garcia.
O segredo que joga para baixo o preço no consórcio
está na associação dos compradores. Ao
reunir as prestações, a administradora pode
comprar produtos à vista, todos os meses, e entregá-los
ao sorteado ou a quem der lance. Não há certezas
sobre como funcionará o sistema na área da educação,
mas provavelmente não faltará faculdade interessada
em receber à vista para ensinar a prazo.
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