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Tecnologia Liberdade
para a música digital Jobs,
da Apple, propõe acabar com o sistema antipirataria nas músicas
vendidas on-line  Rafael
Corrêa
Não é
comum uma empresa que domina o mercado pedir mudanças nas regras do jogo
mas foi o que Steve Jobs, presidente da Apple, fez na semana passada. Em
um ensaio publicado no site da empresa, Jobs propõe que a indústria
musical repense sua estratégia antipirataria. O assunto em foco é
a tecnologia que impede que uma música comprada on-line para um tocador
de determinada marca seja ouvida em aparelho de outro fabricante. Sem o sistema
antipirataria, a música poderia ser ouvida ou copiada em qualquer aparelho.
Jobs argumenta que o sistema de proteção acaba por tolher o crescimento
do mercado de música digital ao complicar a vida do consumidor.
Na essência, a proposta é dirigida às quatro maiores gravadoras
Sony BMG, EMI, Universal e Warner , que juntas detêm 70% do
mercado fonográfico mundial. São elas que exigem mecanismos de segurança
para evitar que seus discos sejam pirateados. A própria Apple assumiu com
as gravadoras o compromisso de garantir o funcionamento do sistema de proteção,
sob pena de ver o acervo da iTunes Store ser removido sem aviso prévio.
Por causa disso, Jobs está sob pressão da Justiça e do Legislativo
da União Européia. Eles consideram o sistema iTunes/iPod um tipo
de venda casada, pois tira do consumidor a liberdade de ouvir onde quiser a música
que comprou pela internet.
A proposta de Jobs é também uma resposta à Justiça
européia. Ou seja, o sistema de proteção contra cópias
é exigência das gravadoras, e a Apple só age de acordo porque
precisa respeitar obrigações contratuais. Em termos de marketing,
é uma jogada esperta. Encarnando a figura do empresário que apóia
o consumidor acima de tudo, Jobs se coloca à frente do movimento pela libertação
da música digital, que cresce na internet. "Essa é a melhor alternativa
para os consumidores e a Apple a abraçaria rapidamente", escreveu em seu
ensaio. Como domina o mercado
de música digital, Jobs não tem motivo para temer um formato livre.
Nove de cada dez tocadores vendidos nos Estados Unidos são iPods. A iTunes
vendeu mais de 2 bilhões de faixas digitais desde sua criação,
em 2003. As músicas on-line correspondem a apenas 10% do que é vendido
pelas gravadoras. Um estudo mostrou que 1 bilhão de músicas piratas
são trocadas mensalmente na internet, sem que as gravadoras ou as lojas
on-line ganhem um centavo. A proposta de Jobs pode ajudar a reduzir a participação
pirata e aumentar o ganho das gravadoras. Considerando que as vendas de CDs vêm
caindo nos Estados Unidos diminuíram 5% só no ano passado
, poderia ser um caminho para as gravadoras continuarem a faturar e para
colocar de vez o consumidor na era da música digital.
O comércio on-line Como
é hoje Músicas compradas on-line vêm com um sistema
de proteção que impede que sejam copiadas e ouvidas em qualquer
tocador A proposta de Steve Jobs As
gravadoras abandonariam os sistemas antipirataria e venderiam as músicas
num único formato livre, disponível em todas as lojas e compatível
com todos os tocadores Se a proposta
fosse aceita pelas gravadoras... ...os consumidores poderiam comprar
suas músicas em qualquer loja e ouvi-las em qualquer tocador Por
que as gravadoras relutam Elas temem
que o fim do sistema de proteção facilite a pirataria
As gravadoras faturaram 2 bilhões de dólares em 2006 com
a venda de música on-line e não querem mexer num sistema que dá
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