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Proteção contra o câncer de mama

Priscila Prade


Amamentar por períodos prolongados é saudável não apenas para a saúde do bebê como pode contribuir também para afastar o risco de surgimento de câncer de mama na gestante anos mais tarde. Foi o que concluíram pesquisadores da Universidade Yale (EUA), que acompanharam 808 chinesas entre 1997 e 1999, grupo cuja metade tinha tido o tumor. Quem havia amamentado por dois anos ou mais apresentava redução de 50% no risco de ocorrência de câncer no local. Para explicar o efeito protetor, uma das hipóteses é que a mulher que fica grávida e depois amamenta estaria menos exposta à ação do estrógeno, hormônio que estimula a multiplicação de certas células, como as das glândulas mamárias e as dos ovários, e pode ajudar na proliferação de células cancerosas. "A mulher teria assim proteção relativa contra o câncer de mama", diz Mário Mourão Netto, diretor do departamento de mastologia do Hospital do Câncer - A.C. Camargo, em São Paulo.

 
Foto Claudio Pedroso

 

Mais força para os ossos

Vendida l com o nome de Actonel desde o fim do ano passado, a substância risedronato sódico pode reduzir em 40% o risco de fraturas nos quadris de mulheres que têm osteoporose, doença que causa enfraquecimento dos ossos e surge em geral depois da menopausa. Naquelas que apresentam formas severas do problema, a queda é de 60%. Foi o que apontou um estudo publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, realizado em diversos países. Participaram da pesquisa 9.331 mulheres de 70 anos ou mais, que receberam o medicamento ou o placebo (uma substância sem efeito). "Essa droga promove o bloqueio de células que retiram o cálcio dos ossos", explica o reumatologista José Roberto Provenza, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. O medicamento também é indicado para quem tem osteopenia (fase anterior à doença).

 

Escola de agressividade

Jenny Acheson


Pais que punem severamente os filhos em idade pré-escolar aumentam a probabilidade de eles se tornarem excessivamente agressivos anos mais tarde. O alerta vem dos pesquisadores Roy C. Herrenkohl e M. Jean Russo, da Universidade Lehigh (EUA). Eles estudaram um grupo de 457 crianças, quando tinham entre 16 meses e 6 anos de idade. Voltaram novamente a quase todos eles, quando estavam na faixa de 6 a 11 anos. Os pais também foram entrevistados e tiveram observada sua interação com a garotada. Quem foi criado sob disciplina severa embarcou em comportamentos agressivos. "A criança acaba por se identificar com os pais agressores para ser aceita", diz o psiquiatra e psicólogo infantil Haim Grunspun, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 

Teste: você é bom de dieta?

Marque certo ou errado no questionário preparado pela RG Nutri Consultoria Nutricional, de São Paulo

1) Batata frita tem grande quantidade de colesterol
certo errado

2) Os produtos diet não engordam
certo errado

3) Coxa de frango possui menos gordura que lombo de porco
certo errado

4) No prato, a quantidade de feijão deve ser maior que a de arroz
certo errado

5) Cenoura e rúcula são excelentes fontes de vitamina A
certo errado

6) Deve-se consumir mais verduras e legumes que cereais durante o dia
certo errado

7) Produtos com redução de calorias e/ou gorduras são rotulados como light
certo errado

8) A água-de-coco é boa para repor sais minerais
certo errado

9) Uma boa alternativa para reduzir o consumo total de cafeína é trocar o cafezinho por chá-mate
certo errado

10) O tratamento da anemia pode ser feito só com bastante suco de beterraba
certo errado

 

Total: pontos

 

 

 

AVALIAÇÃO

De 1 a 3 pontos:
Atenção. Você teve um mau desempenho. Uma alimentação adequada é importante para uma vida saudável

De 4 a 6 pontos:
Seus conhecimentos sobre alimentação são bons, mas procure melhorá-los

Acima de 7:
Parabéns. Você conhece bastante o tema. Mantenha-se sempre atualizado

 

Sexo na gravidez: prazer sem culpa

Domingues


Ao contrário do que diz o senso comum, manter relações sexuais durante a gravidez não aumenta os riscos de ocorrência de parto prematuro. Um estudo da Universidade da Carolina do Norte, EUA, acaba de comprovar isso. Feita com 596 mulheres, a pesquisa mostra que 409 tiveram um tempo normal de gestação, embora muitas continuassem a ter relações sexuais até o final da gravidez. Outras 187 gestantes deram à luz prematuramente. Amy Sayle, uma das autoras do estudo, explica que as mulheres que deram à luz prematuramente tinham saúde mais precária e revelaram razões médicas para reduzir a atividade sexual ou receberam conselho para reduzir o sexo no período. Segundo a obstetra Rosiane Mattar, da Universidade Federal de São Paulo, muitas grávidas perguntam até quando é possível transar. "O casal pode continuar mantendo relações de acordo com o padrão anterior", diz ela, ressalvando que pode ocorrer uma queda no desejo feminino. "Há restrições em casos especiais, como quando a placenta se insere na parte de baixo do útero, perto do colo", completa. A consulta a um especialista ajuda a esclarecer o quadro. De acordo com a obstetra, entretanto, também não é aconselhável fazer sexo após a dilatação do colo uterino nos dias que antecedem o parto.

 

BOA NOTÍCIA

Vacina infantil

O Ministério da Saúde aprovou o registro da Prevenar, uma vacina que imuniza crianças até 2 anos contra a bactéria pneumococo, responsável por doenças como pneumonia, meningite e otite. Aplicada em quatro doses, nos primeiros meses de vida, estará no mercado já em março. "Não se observaram efeitos colaterais importantes", diz Lilly Weckx, da Universidade Federal de São Paulo. O medicamento é indicado para uma faixa etária bastante vulnerável àqueles males e contra os quais outros imunizantes não produziam efeito protetor.

 

MÁ NOTÍCIA

Cerco ao coração

Os brasileiros com níveis altos no sangue de uma substância batizada de homocisteína apresentam 42% de risco de ter males cardíacos, como angina instável. Esse é um dos resultados da primeira pesquisa realizada no país sobre esse aminoácido, produzido pelo organismo a partir de proteínas e considerado uma espécie de rival do colesterol nas doenças do coração. O estudo foi coordenado pela bióloga Vânia D'Almeida, da Universidade Federal de São Paulo. Alimentos ricos em ácido fólico (como a rúcula) e vitaminas B6 e B12 ajudam a controlar a homocisteína.

 

Xixi na calça nunca mais

Rogério Montenegro


Há crianças que sofrem duplamente quando o descontrole urinário as acompanha do berço até a infância. "Além de molhar a roupa em público, ela vira alvo de gozação dos colegas, e isso mexe com a auto-estima numa fase de formação da personalidade", explica o urologista infantil Laercio Pachelli, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Não é uma situação rara, como atestou recente pesquisa australiana com 1.419 crianças – cerca de 2% delas faziam xixi na calça durante o dia duas ou mais vezes por semana. "A bexiga pode não estar totalmente desenvolvida", afirma Pachelli, que recomenda as seguintes ações:

Os pais devem conversar com os professores para liberar a ida da criança ao banheiro quando ela tiver vontade.

Antes de começar a aula, estimular a criança a ir ao banheiro para que ela tente esvaziar a bexiga, mesmo sem vontade.

Evitar dar líquidos duas ou três horas antes de ela ir para a escola.

Quando pedir para urinar em casa, estimular a segurar, para desenvolver o mecanismo de retenção.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaborou Angela Nunes
e-mail:
parausar@abril.com.br

 

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