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Viajante participa de colheita
de uva na Serra Gaúcha

Diogo Schelp, de Bento Gonçalves

 
Edison Vara

Turistas sob os parreirais do Rio Grande do Sul: diversão e preços baixos no verão do Sul

As vinícolas brasileiras produzem quase 350 milhões de litros por ano. Agora, além de degustar, o consumidor pode também dar uma força na hora de fazer o vinho, com quase a mesma dose de charme dos programas de visita que existem em algumas das mais tradicionais vinícolas da França. Os turistas que neste verão visitam a região produtora do Rio Grande do Sul têm a oportunidade de participar da vindima, a colheita da uva, até o fim de março. A moda é enfiar-se debaixo dos parreirais e até experimentar a sensação de amassar a fruta com os próprios pés. Mas quem gosta mesmo é de beber vinho pode ficar sossegado: os produtores descartam toda a uva pisoteada.

É nesta época que a paisagem de cidades como Bento Gonçalves e Garibaldi, famosas pela vitivinicultura, ganha muita cor e movimento. O turista participa da agitação e ainda aproveita os programas clássicos das cantinas: aulas de degustação e refeições fartas acompanhadas de música italiana ao vivo. E gasta 40% menos que no inverno, a época em que a Serra Gaúcha recebe mais visitantes. As diárias dos melhores hotéis e pousadas ficam em torno de 80 reais por casal. O passeio pelas vinícolas custa 35 reais por pessoa, com a refeição incluída.

Nas duas dezenas de municípios conhecidos pela produção de uva há 4.500 leitos para turistas. Metade desses lugares está vaga no verão, apesar das festas que pipocam na região para marcar a inauguração oficial da colheita. Uma boa opção de hospedagem são as pousadas que ficam dentro das vinícolas familiares, administradas por descendentes de italianos que preservam a tradição de fabricar vinhos. Esse é o caso da pousada Don Giovanni, um casarão dos anos 30 transformado em hospedaria. A Don Giovanni produz apenas 10.000 caixas de vinho por ano, vendidas sob encomenda. Na vinícola Cave de Amadeu, em Pinto Bandeira, abrem-se algumas garrafas de champanhe para os viajantes cortando o gargalo com um golpe de sabre. A vinícola Miolo quer construir um spa do vinho, onde toda a terapêutica será baseada em produtos derivados da uva. Na região de Bordeaux, na França, há estabelecimentos que já proporcionam esse prazer a seus visitantes. A versão brasileira deverá ficar pronta em dois anos.

 

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