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Edição 2095

14 de janeiro de 2009
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Israel versus Hamas (capa) — 59
Longevidade e juventude — 15
Demétrio Magnoli — 14
J.R. Guzzo — 8
Narciso Rodriguez (Amarelas) — 7


Israel versus Hamas

"No Brasil, árabes e judeus convivem pacificamente; no Oriente Médio, a intransigência, a religiosidade exacerbada e o ódio matam israelenses e palestinos por causas que são menores que uma vida."
Kleber Montoril Rocha
Manaus, AM

É sempre muito triste e deprimente ver civis, principalmente crianças, sendo feridos e mortos devido às guerras, motivadas por quaisquer "razões". Em que pese o impacto provocado pelas fotos chocantes, escolhidas a dedo, somos forçados a admitir pelos fatos, incontestáveis, que passou o tempo dos "coitadinhos dirigentes palestinos". Certamente os racistas e os antissemitas de plantão se reanimarão e voltarão com os eternos chavões: agressor, invasor, genocídio palestino, sionismo = nazismo etc. Porém, não há mais como fugir da realidade: o Hamas e o Hezbollah usam suas mulheres e crianças como escudos para o terrorismo, para a irracionalidade e para o ódio fomentado, doutrinado e cultivado ("A guerra dos quatro dias", 7 de janeiro).
Henrique Boms
Rio de Janeiro, RJ

Leio, perplexo, artigos escritos em nossos maiores periódicos, principalmente por jornalistas que nunca conseguiram enxergar as atrocidades cometidas por nazistas, fascistas e comunistas em passado recente, condenando a resposta militar de Israel aos mais de 3 000 foguetes lançados em 2008 pelo radical Hamas sobre suas cidades. Recomendo-lhes uma reflexão sobre o que faria o Brasil caso a Bolívia, tentando recuperar o Acre, resolvesse disparar sobre nossas cidades fronteiriças milhares de foguetes de alto poder destrutivo. Acredito que iríamos à guerra.
Sergio Villaça
Recife, PE

Tem-se afirmado recentemente que a reação de Israel é desproporcional aos ataques do Hamas. No entanto, o Hamas lança milhares de mísseis, objetivando matar o máximo de judeus que conseguir. Israel lança milhares de bombas objetivando matar o máximo de gente do Hamas que conseguir. Ambos estão fazendo o melhor que podem para destruir o inimigo. Não faz sentido falar em reação desproporcional, muito menos pedir ao Exército de Israel que se desculpe por ter pontaria melhor que a dos terroristas.
Alexandre Ostrowiecki
São Paulo, SP

Thaer Al-Hasani/AP
Gaza Contra-ataque israelense impõe pesadas baixas ao Hamas

 

Longevidade e juventude

Excelente a reportagem "Mais velhos,... porém mais jovens" (7 de janeiro). Nunca se deu tanta importância à estética como hoje. O culto ao corpo virou uma religião, mais do que a própria saúde. Nas cidades praianas, vemos isso a olho nu. A cada 100 metros há uma academia. E a exibição dos corpos é incontestável. Isso é saudável, desde que não seja exagerado. Devemos cuidar da nossa saúde com a prevenção das doenças próprias da velhice, sem nos esquecer da nossa alma e do nosso espírito.
Ruvin Ber José Singal
São Paulo, SP

Parabéns por tocarem num assunto que já estava na hora de ser discutido em nossa sociedade. O Brasil começa a experimentar a novidade, bastante comum nos países do Primeiro Mundo, dos idosos jovens. Vivi alguns anos nesses países e, particularmente na Holanda, onde morei quatro anos, pude compreender que nós ainda teríamos de vencer muitas barreiras contra o preconceito em relação aos idosos jovens. Além dos mencionados, sobre os avós jovens, citaria o preconceito em relação a profissionais idosos jovens, com pleno potencial em sua área, que têm dificuldade para trabalhar. Isso acontece em universidades e em outras organizações educacionais que claramente precisariam de tais idosos jovens para melhorar os serviços educacionais que oferecem.
Ignez Martins Tollini
Brasília, DF

 

Demétrio Magnoli

Depois da correria e da pirotecnia das festas de fim de ano, é muito bom iniciar 2009 lendo e meditando sobre o excelente artigo "Começa o outono de Lula" (7 de janeiro), de Demétrio Magnoli. Com maestria e inteligência, Demétrio coloca as coisas no seu devido lugar a respeito dos nossos políticos. Infelizmente, só muito tarde o povo brasileiro tomará tento sobre o que acontece nos meandros do poder atualmente. A conta será salgada e ficará de herança para nossos filhos e netos. Afinal, este é um país do futuro, não é mesmo?
Sergio Nery
São Paulo, SP

Muito interessante o artigo. Pena que muita gente, por falta de oportunidade, acaba por não conhecer tais informações a respeito do nosso ilustre mandatário e, o que é pior, muitas das pessoas que leram o texto, levadas pela crença no falso paternalismo do nosso presidente, vão discordar de tudo que está ali tão bem retratado.
Alcemy do Bom Jesus Simões
Vila Velha, ES

 

J.R. Guzzo

Trabalho há quase vinte anos em Brasília em contato com políticas públicas e tenho assistido à situação de descontinuidade mencionada por J.R. Guzzo em seu brilhante artigo "Ideias mortas" (7 de janeiro). Incomodada com isso, resolvi me mexer. Criei, com um grupo de profissionais ligados à gestão pública, a Agência Brasileira de Avaliação, entidade privada, sem fins lucrativos, para suprir a falta de monitoramento e avaliação dos projetos, programas e políticas que compõem a ação governamental de cada gestão, ainda que tenhamos instrumentos de controle interno como o TCU e a CGU. É preciso avaliar os resultados. É necessário calcular os impactos das políticas implementadas e divulgar as conclusões para a sociedade. Não é possível que cada governo jogue fora tudo o que foi feito antes e formule novas políticas para temas que há anos se arrastam sem solução satisfatória.
Márcia Paterno Joppert
Agência Brasileira de Avaliação
Brasília, DF

 

Narciso Rodriguez

Bela entrevista feita por Anna Paula Buchalla com o estilista americano Narciso Rodriguez (Amarelas, 7 de janeiro). Narciso vem demonstrando que, mesmo diante da simplificação e redução de elementos e recursos, é capaz de criar roupas para mulheres inteligentes, determinadas e verdadeiramente elegantes. Gostei, sobretudo, quando o entrevistado diz que sua criação não está comprometida com dados efêmeros e quando defende sua concepção estilística para as mulheres que trabalham, têm filhos e valorizam a vida familiar.
Sinvaldo Souza
Rio de Janeiro, RJ

 

Radar

A respeito da nota "A lixeira é maior" (Radar, 7 de janeiro), esclareço que o Sr. Luis Lima cumpriu rigorosamente seus contratos de prestação de serviços celebrados com a Fundação da UnB. Conforme prevê esse tipo de contrato, o pagamento só é efetuado com a comprovação cabal da prestação do serviço. Informo que meu cliente possui uma única conta-corrente no exterior, devidamente registrada e declarada à Receita Federal, em valores bem inferiores aos citados na nota, investimento em moeda estrangeira totalmente legal. Saliento que protocolarei representações contra o Sr. Promotor Adjunto das Fundações do Distrito Federal na Corregedoria do Ministério Público, para apurar os desvios em sua conduta funcional. Registro, finalmente, que tanto meu cliente quanto o signatário jamais fomos procurados por representantes desta conceituada revista.
José Luis Oliveira Lima
Advogado
Brasília, DF

 

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