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Leitor
"No
Brasil, árabes e judeus convivem pacificamente; no
Oriente Médio, a intransigência, a religiosidade
exacerbada e o ódio matam israelenses e palestinos
por causas que são menores que uma vida." É sempre
muito triste e deprimente ver civis, principalmente crianças,
sendo feridos e mortos devido às guerras, motivadas
por quaisquer "razões". Em que pese o impacto
provocado pelas fotos chocantes, escolhidas a dedo, somos
forçados a admitir pelos fatos, incontestáveis, que
passou o tempo dos "coitadinhos dirigentes palestinos".
Certamente os racistas e os antissemitas de plantão
se reanimarão e voltarão com os eternos chavões:
agressor, invasor, genocídio palestino, sionismo
= nazismo etc. Porém, não há mais como
fugir da realidade: o Hamas e o Hezbollah usam suas mulheres
e crianças como escudos para o terrorismo, para
a irracionalidade e para o ódio fomentado, doutrinado e
cultivado ("A guerra dos quatro dias", 7 de janeiro).
Leio, perplexo,
artigos escritos em nossos maiores periódicos,
principalmente por jornalistas que nunca conseguiram
enxergar as atrocidades cometidas por nazistas,
fascistas e comunistas em passado recente, condenando a resposta
militar de Israel aos mais de 3 000 foguetes lançados
em 2008 pelo radical Hamas sobre suas cidades. Recomendo-lhes
uma reflexão sobre o que faria o Brasil caso a
Bolívia, tentando recuperar o Acre, resolvesse
disparar sobre nossas cidades fronteiriças milhares
de foguetes de alto poder destrutivo. Acredito que iríamos
à guerra. Tem-se afirmado
recentemente que a reação de Israel é
desproporcional aos ataques do Hamas. No entanto, o Hamas
lança milhares de mísseis, objetivando matar
o máximo de judeus que conseguir. Israel lança
milhares de bombas objetivando matar o máximo de gente
do Hamas que conseguir. Ambos estão fazendo o melhor
que podem para destruir o inimigo. Não faz sentido
falar em reação desproporcional, muito menos
pedir ao Exército de Israel que se desculpe por ter
pontaria melhor que a dos terroristas.
Longevidade e juventude Excelente a reportagem
"Mais velhos,... porém mais jovens" (7 de
janeiro). Nunca se deu tanta importância à estética
como hoje. O culto ao corpo virou uma religião, mais
do que a própria saúde. Nas cidades praianas,
vemos isso a olho nu. A cada 100 metros há uma academia.
E a exibição dos corpos é incontestável.
Isso é saudável, desde que não seja
exagerado. Devemos cuidar da nossa saúde com a prevenção
das doenças próprias da velhice, sem nos esquecer
da nossa alma e do nosso espírito. Parabéns
por tocarem num assunto que já estava na hora de ser
discutido em nossa sociedade. O Brasil começa a experimentar
a novidade, bastante comum nos países do Primeiro Mundo,
dos idosos jovens. Vivi alguns anos nesses países e,
particularmente na Holanda, onde morei quatro anos, pude compreender
que nós ainda teríamos de vencer muitas barreiras
contra o preconceito em relação aos idosos jovens.
Além dos mencionados, sobre os avós jovens,
citaria o preconceito em relação a profissionais
idosos jovens, com pleno potencial em sua área, que
têm dificuldade para trabalhar. Isso acontece em universidades
e em outras organizações educacionais que claramente
precisariam de tais idosos jovens para melhorar os serviços
educacionais que oferecem.
Demétrio Magnoli Depois da correria
e da pirotecnia das festas de fim de ano, é
muito bom iniciar 2009 lendo e meditando sobre o
excelente artigo "Começa o outono de Lula"
(7 de janeiro), de Demétrio Magnoli. Com maestria e
inteligência, Demétrio coloca as coisas no seu
devido lugar a respeito dos nossos políticos. Infelizmente,
só muito tarde o povo brasileiro tomará
tento sobre o que acontece nos meandros do poder atualmente.
A conta será salgada e ficará de herança
para nossos filhos e netos. Afinal, este é
um país do futuro, não é mesmo? Muito interessante
o artigo. Pena que muita gente, por falta de oportunidade,
acaba por não conhecer tais informações
a respeito do nosso ilustre mandatário e, o que é
pior, muitas das pessoas que leram o texto, levadas pela crença
no falso paternalismo do nosso presidente, vão discordar
de tudo que está ali tão bem retratado.
J.R. Guzzo Trabalho há
quase vinte anos em Brasília em contato com políticas
públicas e tenho assistido à situação
de descontinuidade mencionada por J.R. Guzzo em seu brilhante
artigo "Ideias mortas" (7 de janeiro). Incomodada
com isso, resolvi me mexer. Criei, com um grupo de profissionais
ligados à gestão pública, a Agência
Brasileira de Avaliação, entidade privada, sem
fins lucrativos, para suprir a falta de monitoramento
e avaliação dos projetos, programas e políticas
que compõem a ação governamental de cada
gestão, ainda que tenhamos instrumentos de controle
interno como o TCU e a CGU. É preciso avaliar os resultados.
É necessário calcular os impactos das políticas
implementadas e divulgar as conclusões para a sociedade.
Não é possível que cada governo jogue
fora tudo o que foi feito antes e formule novas políticas
para temas que há anos se arrastam sem solução
satisfatória.
Narciso Rodriguez Bela entrevista
feita por Anna Paula Buchalla com o estilista americano Narciso
Rodriguez (Amarelas, 7 de janeiro). Narciso vem demonstrando
que, mesmo diante da simplificação e redução
de elementos e recursos, é capaz de criar roupas para
mulheres inteligentes, determinadas e verdadeiramente elegantes.
Gostei, sobretudo, quando o entrevistado diz que sua criação
não está comprometida com dados efêmeros
e quando defende sua concepção estilística
para as mulheres que trabalham, têm filhos e valorizam
a vida familiar.
Radar A respeito da nota
"A lixeira é maior" (Radar, 7 de janeiro),
esclareço que o Sr. Luis Lima cumpriu rigorosamente
seus contratos de prestação de serviços
celebrados com a Fundação da UnB. Conforme prevê
esse tipo de contrato, o pagamento só é efetuado
com a comprovação cabal da prestação
do serviço. Informo que meu cliente possui uma única
conta-corrente no exterior, devidamente registrada e declarada
à Receita Federal, em valores bem inferiores aos citados
na nota, investimento em moeda estrangeira totalmente legal.
Saliento que protocolarei representações contra
o Sr. Promotor Adjunto das Fundações do Distrito
Federal na Corregedoria do Ministério Público,
para apurar os desvios em sua conduta funcional. Registro,
finalmente, que tanto meu cliente quanto o signatário
jamais fomos procurados por representantes desta conceituada
revista.
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