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Edição 2095

14 de janeiro de 2009
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Felipe Patury


O palanque paulista

Robson Fernandjes/AE


Os aliados do governador de São Paulo, José Serra, consideram que está praticamente montada a chapa que disputará sua sucessão em 2010. O candidato a governador deve ser Aloysio Nunes Ferreira, chefe da Casa Civil de Serra. O DEM cedeu a vaga de vice ao PSDB, partido de Ferreira e Serra. Em troca, ganhará o direito de indicar Afif Domingos como candidato a uma das duas vagas do Senado. A outra será do PMDB de Orestes Quércia. O arranjo paulista foi facilitado pela disposição do DEM de fazer tudo o que puder para viabilizar a campanha de Serra a presidente. Prova disso é que os democratas já abriram mão do posto de vice-presidente na chapa de Serra. Pretendem, assim, facilitar uma composição interna no PSDB ou uma aliança com o PMDB.

 

Depois do dilúvio

Rafael Neddermeyer/AE


Há apenas um mês, o governador Luiz Henrique enfrentou uma inundação que devastou Santa Catarina. Agora, enfrenta uma nova avalanche. Ele defende a aprovação de um novo Código do Meio Ambiente que é abominado por ecologistas. Eles dizem que, se aprovado, o código agravará mais o problema das inundações, porque reduz de 30 para 5 metros a área de mata a ser preservada na margem dos rios. Os ecologistas e os procuradores do estado questionam também outro projeto, que redefine os limites do parque da Serra do Tabuleiro. Alegam que a mudança facilitará a destruição da serra, uma reserva ainda intacta de Mata Atlântica.

 

É a vez do lubrificante

ABR


No mês passado, o Ministério da Saúde anunciou a maior compra de camisinhas do planeta. Está repetindo a dose com os lubrificantes íntimos. Neste ano, adquirirá 15 milhões de sachês do produto. O governo distribui esses saquinhos a travestis e homossexuais masculinos há oito anos. O ministro José Gomes Temporão determinou que, a partir de agora, eles também sejam oferecidos às mulheres. Os especialistas no combate à aids dizem que os lubrificantes evitam que os preservativos se rompam e, assim, reduzem os contágios pelo HIV.

 

O fôlego do inglês

Divulgação


A BG Group, líder mundial em gás natural, dá sinais de que ignora a palavra crise – pelo menos, no Brasil. O presidente da companhia, Robert Wilson, dirá nesta semana ao governo que aumentará seus investimentos no país. Seus executivos brasileiros acreditam que a empresa até dobre seu capital aqui. Hoje, ela tem 1,5 bilhão de dólares aplicados na Comgas, de São Paulo, na baía do São Francisco, que fica em Minas Gerais, e no campo de Tupi, situado na região do pré-sal.

 

 

Rogerio Montenegro


Edemar de Maremar
a pior

O ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira sustenta até hoje a tese de que trouxe seu dinheiro do exterior para tentar salvar o Banco Santos da bancarrota. Um processo concluído pelo Banco Central em outubro desmonta essa versão. Por ele, descobriu-se que Edemar importou 236 milhões de dólares do exterior entre 1996 e 2004, ano em que o Santos ruiu. O dinheiro ingressou no país por meio da empresa Maremar, combinação da última sílaba de seu nome e da primeira do de sua mulher, Márcia. O BC comprovou que quase todo esse dinheiro ficou com o próprio Edemar e suas empresas não financeiras, em operações tipificadas como crime de colarinho-branco. Por esse motivo, o BC remeteu o processo ao Ministério Público e multou a Maremar em 93 milhões de dólares, metade do valor da fraude. Edemar pode apelar ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.


Com reportagem de José Edward e Raquel Salgado



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