Edição 1836 . 14 de janeiro de 2004

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Senhor presidente, chegamos!

Reuters
Marta, Benedita e Emília: da cor do poder

Toda mulher sabe: é impossível passar despercebida de vermelho. Assim, as ministras Benedita da Silva e Emília Fernandes, dois nomes freqüentemente lembrados quando o assunto é reforma ministerial, acharam por bem dar aquele abraço em Eduardo Suplicy embaladas na cor-símbolo do PT. Nem lhes ocorreu que, na jurisprudência do partido, tal honra tem sido reservada às primeiras-damas e consortes dos protagonistas dos eventos – papel que, nesse caso, ainda coube à prefeita Marta Suplicy, já que o senador, feliz com a sanção do seu projeto de renda mínima, continua sem achar um novo amor.

 

A bela da metralhadora

Jader da Rocha
Priscila na delegacia: a primeira da turma


Nem tudo são marmanjos de colete nas operações da Polícia Federal em Curitiba quando delas faz parte a delegada Priscila Faniini, bela loira de 26 anos, 1,68 metro e 54 quilos que há três meses bate ponto na repartição. "Recebo muitos elogios. Dizem que sou bonita. Talvez seja mesmo", conclui. Que ninguém se engane – Priscila é policial durona: primeira colocada no curso de formação de delegados da PF em Brasília, faz musculação, nada 2.000 metros duas vezes por semana e maneja muito bem uma metralhadora. E tem namorado, sim, embora não abra o prontuário do moço de jeito nenhum. "É muito recente", justifica.

 

Estilo Dogg: milhões de amigas

O rapper americano Snoop Dogg tem duas marcas registradas: o gosto por cigarros menos ortodoxos e as moças – assim, no plural – que sempre leva a tiracolo. Em São Paulo, onde fez o primeiro de três shows no Brasil, sobrou companhia: ao sair do hotel, a trupe do cantor já tinha ganhado a adesão de quinze amigas nativas. No camarim do show, mais amigas chegaram. "Ele deu a maior atenção para a gente. Ficamos batendo papo e rindo muito", conta a modelo Juno Salles, 26 anos. Para completar, as jovens foram convidadas a dançar com Snoop no palco.

 

O show global de Cruz e Cruise

 

Fotos Reuters

Em Tóquio, em Londres, em Roma: sempre lindos, sempre sorridentes, sempre iguaizinhos

As pré-estréias mundo afora do filme O Último Samurai vêm sendo meio repetitivas – uma festa para os olhos, sem dúvida, mas repetitivas. Em toda parte, o protagonista, Tom Cruise, de roupa toda preta, desfila enganchado na namorada, Penelope Cruz, com decotes sob medida para projetar o que o jornal inglês The Sun descreveu antologicamente como os "mísseis Cruz". Penelope verifica o trabalho dos fotógrafos mais próximos, em suas câmaras digitais. "Não use esta", pediu a um deles em Londres, onde deslumbrou em um Valentino vermelho. "Eu estou gorda e Tom, carrancudo." Até parece.

 

Sim... ops... melhor não

Sai Saddam Hussein, entra Britney Spears como personagem mais execrado dos Estados Unidos pelo casamento vapt-vupt – 55 horas – com o amiguinho de infância Jason Alexander numa capela de Las Vegas. Ela de buquê, boné, jeans rasgado de cintura inversamente proporcional ao teor alcoólico do casal e liga – uma tradição americana – colocada por cima da calça. Ele de chinelão e mão boba (pelo menos na hora da foto). O que os levou a sair do hotel de madrugada, conseguir uma licença e pagar 200 dólares pelo pacote cerimônia-buquê-fotos-vídeo foi, segundo Alexander, falta do que fazer: "Olhamos um para o outro. Dissemos: 'Vamos fazer uma maluquice! Vamos casar!'". Casaram e, depois de uma conversa séria da princesinha pop com seu empresário, anularam tudo e foram cada um para o seu canto. Sobre Britney, especula-se se seu motivo foi: 1) uma dose a mais (ou duas, ou três); 2) cabeça de vento; 3) golpe publicitário (ela está lançando um disco); 4) todas as anteriores. Já Alexander contratou empresário próprio e, mesmo sem noiva nem comunhão de bens, pode ficar rico: recebeu oferta de 1 milhão de dólares pelo vídeo do casamento. Se o tiver em seu poder, claro.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Alexandre Oltramari, Bel Moherdaui e Thaís Oyama

 

 
 
 
 
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