|
|
Cartas
 |
"Além
da beleza, as mulheres brasileiras mostram outras qualidades,
como a ousadia,
a coragem, o desejo de autovalorização e o encanto."
Ricardo Denti Junior
Frederico Westphalen, RS
|
Beleza
VEJA começou o ano brilhando com essa reportagem sobre a
beleza ("É de lei: o direito à beleza", 7 de janeiro).
Realmente, a frase de Vinícius de Moraes ("As feias que me
desculpem, mas a beleza é fundamental") é o que mais
conta, hoje em dia, com o leque de opções que temos
para ficar sempre belas. Nossa auto-estima aumenta à medida
que nos embelezamos, que cuidamos do corpo e da saúde e quando
as outras pessoas notam a diferença. Faço um tratamento
para a pele à base de isotretinoína e estou muito
feliz com os resultados. Apesar de caro, o medicamento tem me proporcionado
uma pele de pêssego, e isso é muito importante para
uma mulher.
Raquel
Jeber Campos
Belo Horizonte, MG
Em
pleno século XXI somos o segundo povo que mais freqüenta
a mesa cirúrgica para melhorar a aparência. É
impressionante. A mulher brasileira, a mais bonita do mundo, está
passando por um processo de artificialização. Será
isso necessário?
Marcus
Vinícius Travaglini
Ferreira
Piracicaba, SP
Abençoadas
sejam as mãos desses cirurgiões que não nos
deixam lembrar que o tempo é cruel.
Telma
Ramos
Brasília,
DF
Matérias
como essas servem apenas para incitar o consumismo de uma elite
fútil e sem valores, que se apega a minúcias de aparência,
talvez para esconder-se do vazio existencial que assola nossa sociedade.
Ricardo Fernando Arrais
Natal,
RN
A
primeira edição de VEJA em 2004 foi magistral, mostrando
que se pode ser bonita e escultural a preços populares. Abraços
e feliz 2004!
Marcelo
Teixeira
São Paulo, SP
Pessoalmente acho que o médico tem o direito de estabelecer
custos baixos por seus serviços e facilitar esse pagamento.
Entretanto, esses acertos devem permanecer embutidos no sigilo da
relação médicopaciente. O paciente tem
todo o direito de divulgar o que se passou em sua relação
com o médico. Se gostou do resultado final, se foi bem ou
mal tratado, se as facilidades financeiras foram adequadas etc.
Isso faz parte da saudável divulgação médica.
Já o profissional não tem o direito de divulgar nem
sequer parte do acontecido na relação com seu paciente
para benefício próprio e exclusivo. A clínica
do médico deve crescer à custa de seus bons resultados
finais, de sua boa relação médicopaciente
e de sua acessibilidade ao paciente, e não pela divulgação
de preços baixos aviltantes e facilidades de pagamentos duvidosas.
Cumprimento VEJA por mais essa reportagem de interesse público.
Doutor Sérgio Carreirão
Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
São Paulo, SP
Lars
Grael
Gostaria de parabenizar Lars Grael pela grandeza de superar um momento
tão difícil de sua vida e continuar trazendo vitórias
para nosso esporte. Ser feliz é tudo o que ele realmente
merece, além de nos servir de exemplo (Amarelas, 7 de janeiro).
Matina
Petrou
Curitiba, PR
Nós,
capixabas, também temos um 8 de setembro para lamentar. Era
o dia de Vitória. A regata era para ser um grande acontecimento.
Terminou tragicamente. Muitos de nós choramos, lamentando
o fato. Hoje, lendo a entrevista com Lars Grael, constatamos que
o aprendizado de sua nova vida tem sido difícil, porém
não menos brilhante.
Hilda Miranda Frizzera
Vitória, ES
Ótima
a entrevista com Lars Grael. Aberta, sincera, frontal. E ainda me
tirou um grilo... também não sei dar nó em
gravata.
Antonio
Ricardo Palma
Bisson
Sertãozinho, SP
Lars
Grael não é um exemplo de deficiência, e sim
de eficiência. Sua coragem e força são um bálsamo
para todos, independentemente da condição física.
Nicinha
do Socorro Câmara de Souza
Belém, PA
Claudio
de Moura Castro
No Santo Inácio defronto com essa situação
complexa. Regimentalmente, o aluno reprovado perde o direito de
continuar na instituição a não ser que o conselho
de classe encontre razões e motivos que justifiquem sua permanência,
transferindo a decisão final para a reitoria. Como todo colégio
forte, em algumas séries a reprovação tem um
índice razoável. Uma boa maioria de adolescentes reprovados
no ensino médio reincide no ano seguinte nos mesmos problemas.
Optar por turmas de fortes e fracos é uma discriminação
social terrível entre os adolescentes e suas famílias.
As transferências para outro estabelecimento têm sido
sucesso. O aluno deixa de ser o patinho feio, o reprovado, e se
torna um dos primeiros em sua turma do novo colégio ("A cultura
da repetência", Ponto de vista, 7 de janeiro).
Paulo D'Elboux
Reitor
do Colégio Santo Inácio
Rio de Janeiro, RJ
Diogo
Mainardi
Desde que Diogo Mainardi começou a dedicar invariavelmente
seus artigos à defesa de acusações pessoais,
sua coluna passou a elucidar o comportamento intelectual do brasileiro
em função da maneira como as pessoas decidem ignorá-lo
ou odiá-lo. Assim como a imagem da virgem e o menino Jesus,
por sua neutralidade e exaustão, não nos diz da vida
dos mártires, mas, sim, da vida dos que com a imagem se relacionam,
Diogo Mainardi parece exercer o mesmo efeito sobre aqueles que o
criticam. Seu pessimismo previsível e vazio nos oferece um
zero cartesiano para que possamos nos orientar em relação
a nossa cultura. Mainardi é um chato, mas sua coluna é
essencial.
Vik Muniz
Nova
York, EUA
Roberto
Pompeu de Toledo
O ensaio "Previsões para o ano novo" (7 de janeiro), do jornalista
Roberto Pompeu de Toledo, foi por nós degustado como um delicioso
e borbulhante "champanhe literário". Com ironia fina, sutileza
na abordagem de assuntos sérios e leveza de estilo, o texto
nos propiciou deliciosos momentos. Um brinde ao autor!
Zenaide Farnese de
Assis
Brasília, DF
Japão
Dirijo há anos um dos maiores portais na internet referentes
à animação japonesa (Anime Network www.annbr.
com), e essa matéria retrata fielmente o crescimento dessa
cultura. Nosso site recebe 4.000 visitantes diariamente. Reforçando
o citado na reportagem, no ano passado tivemos em São Paulo
um evento sobre animação japonesa, o Anime Friends
(www.animefriends.com.br), que contou com mais de 20.000 visitantes
e trouxe cantores japoneses de músicas relacionadas às
animações daquele país. As publicações
voltadas para a animação e a cultura japonesas também
cresceram muito. Encontramos setores de bancas específicos
para revistas de animação japonesa. Diversos mangás
produzidos aqui estão sendo publicados, sem contar a imensidão
de fãs na internet que criam suas animações
e desenhos. Em nosso site, por exemplo, o internauta encontra estúdios
específicos de animação (em flash) no estilo
japonês. Parabéns pela reportagem ("O Japão
é pop", 7 de janeiro).
Guilherme H. Dienstmann
Novo
Hamburgo, RS
Fé
Com referência ao artigo "A terapia da prece" (24 de dezembro),
estranhamos e lamentamos o destaque sob o título "Quando
a fé mata". Esse destaque não retrata os fatos completos
acerca da Ciência Cristã, mas apenas uma visão
parcial e injusta. O livro Ciência e Saúde com a
Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, está
em circulação há 128 anos, com mais de 10 milhões
de exemplares vendidos. Diversos testemunhos de cura cuidadosamente
confirmados são publicados em O Arauto, revista mensal
da Ciência Cristã que circula ininterruptamente desde
1903, em doze idiomas, inclusive português, portanto 100 anos
de curas relatadas. Na Ciência Cristã não existem
pastores, como em outras denominações religiosas.
Cada estudante da Ciência Cristã é livre para
escolher para si, e para seus filhos, o método de tratamento
que considerar mais eficaz.
Orlando Trentini, C.S.B.
Relações
Institucionais da Ciência Cristã
Por e-mail
| CORREÇÕES:
A foto publicada na reportagem "O
que estou lendo" (Guia, 7 de janeiro) é do
ex-ministro do TCU Ademar Ghisi, e não do ministro Marcos
Vilaça (foto ao lado).
O filme que valeu ao ator Alan Bates a indicação
para o Oscar foi O Homem de Kiev, e não O
Homem do Prego (Datas,
7 de janeiro).
|
Denio Simões

|
| A
pedra de Roseta |
A
reportagem "Quero
minha múmia" (17 de dezembro) informou
que o texto da Pedra de Roseta foi escrito em três
línguas. O leitor Cássio de Araújo
Duarte, de Santos, no litoral paulista, esclarece: "Na
verdade, o texto é bilíngüe: grego
e egípcio. A versão egípcia está
escrita de duas formas distintas: a hieroglífica,
que é a mais conhecida devido a sua grafia composta
de imagens de animais, plantas e objetos, e a demótica,
que era uma forma cursiva do egípcio, acessível
a uma camada maior da população". A pedra,
um bloco de basalto negro, foi encontrada em 1799 e decodificada
em 1822, permitindo que os hieróglifos egípcios
fossem decifrados. Ela está exposta no Museu Britânico,
em Londres, e pode ser vista no site http://www.thebritishmuseum.ac.uk.
|
|
| Jesus
era moreno? |
Alguns
leitores não gostaram do biótipo alourado
do jovem modelo que ilustrou a capa da edição
retrospectiva
de 2003 (24 de dezembro). "Muito me
surpreende VEJA ter colocado em sua capa uma imagem de
Jesus pálido, de olhos azuis, raquítico
e efeminado", escreveu Fárlley Rodrigues, de São
Paulo. "Parece mais o Kurt Cobain em vida, num processo
de embranquecimento digno de um Michael Jackson", escreveu
Fábio Henrique Cavalcanti Gomes, de Maceió.
"A imagem é como uma imposição cultural
e religiosa dos católicos nos tempos da contra-reforma",
disse o carioca Roger Almeida. "De onde VEJA tirou a imagem
para representar Jesus Cristo? De um modelo alemão,
sueco, dinamarquês?", perguntou Heitor Soares, de
Juiz de Fora, em Minas Gerais. "Tendo nascido na época
e local em que nasceu, Jesus devia ter pele morena, olhos
escuros e caminhando longas distâncias como
fazia seu corpo devia ser atlético", diz
Fárlley. Na reportagem "A
última face de Cristo" (4 de abril de
2001), VEJA contou como, utilizando técnicas de
reconstituição facial, pesquisadores puseram
em xeque a imagem clássica do rosto de Jesus, criticada
pelos leitores. |
|
|