Edição 1836 . 14 de janeiro de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
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Guia
Artes e Espetáculos
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
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Cartas

 

"Além da beleza, as mulheres brasileiras mostram outras qualidades, como a ousadia, a coragem, o desejo de autovalorização e o encanto."
Ricardo Denti Junior
Frederico Westphalen, RS

 

Beleza

VEJA começou o ano brilhando com essa reportagem sobre a beleza ("É de lei: o direito à beleza", 7 de janeiro). Realmente, a frase de Vinícius de Moraes ("As feias que me desculpem, mas a beleza é fundamental") é o que mais conta, hoje em dia, com o leque de opções que temos para ficar sempre belas. Nossa auto-estima aumenta à medida que nos embelezamos, que cuidamos do corpo e da saúde e quando as outras pessoas notam a diferença. Faço um tratamento para a pele à base de isotretinoína e estou muito feliz com os resultados. Apesar de caro, o medicamento tem me proporcionado uma pele de pêssego, e isso é muito importante para uma mulher.
Raquel Jeber Campos
Belo Horizonte, MG

Em pleno século XXI somos o segundo povo que mais freqüenta a mesa cirúrgica para melhorar a aparência. É impressionante. A mulher brasileira, a mais bonita do mundo, está passando por um processo de artificialização. Será isso necessário?
Marcus Vinícius Travaglini Ferreira
Piracicaba, SP

Abençoadas sejam as mãos desses cirurgiões que não nos deixam lembrar que o tempo é cruel.
Telma Ramos
Brasília, DF

Matérias como essas servem apenas para incitar o consumismo de uma elite fútil e sem valores, que se apega a minúcias de aparência, talvez para esconder-se do vazio existencial que assola nossa sociedade.
Ricardo Fernando Arrais
Natal, RN

A primeira edição de VEJA em 2004 foi magistral, mostrando que se pode ser bonita e escultural a preços populares. Abraços e feliz 2004!
Marcelo Teixeira
São Paulo, SP

Pessoalmente acho que o médico tem o direito de estabelecer custos baixos por seus serviços e facilitar esse pagamento. Entretanto, esses acertos devem permanecer embutidos no sigilo da relação médico–paciente. O paciente tem todo o direito de divulgar o que se passou em sua relação com o médico. Se gostou do resultado final, se foi bem ou mal tratado, se as facilidades financeiras foram adequadas etc. Isso faz parte da saudável divulgação médica. Já o profissional não tem o direito de divulgar nem sequer parte do acontecido na relação com seu paciente para benefício próprio e exclusivo. A clínica do médico deve crescer à custa de seus bons resultados finais, de sua boa relação médico–paciente e de sua acessibilidade ao paciente, e não pela divulgação de preços baixos aviltantes e facilidades de pagamentos duvidosas. Cumprimento VEJA por mais essa reportagem de interesse público.
Doutor Sérgio Carreirão
Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
São Paulo, SP

 

Lars Grael

Gostaria de parabenizar Lars Grael pela grandeza de superar um momento tão difícil de sua vida e continuar trazendo vitórias para nosso esporte. Ser feliz é tudo o que ele realmente merece, além de nos servir de exemplo (Amarelas, 7 de janeiro).
Matina Petrou
Curitiba, PR

Nós, capixabas, também temos um 8 de setembro para lamentar. Era o dia de Vitória. A regata era para ser um grande acontecimento. Terminou tragicamente. Muitos de nós choramos, lamentando o fato. Hoje, lendo a entrevista com Lars Grael, constatamos que o aprendizado de sua nova vida tem sido difícil, porém não menos brilhante.
Hilda Miranda
Frizzera
Vitória, ES

Ótima a entrevista com Lars Grael. Aberta, sincera, frontal. E ainda me tirou um grilo... também não sei dar nó em gravata.
Antonio Ricardo Palma Bisson
Sertãozinho, SP

Lars Grael não é um exemplo de deficiência, e sim de eficiência. Sua coragem e força são um bálsamo para todos, independentemente da condição física.
Nicinha do Socorro Câmara de Souza
Belém, PA

 

Claudio de Moura Castro

No Santo Inácio defronto com essa situação complexa. Regimentalmente, o aluno reprovado perde o direito de continuar na instituição a não ser que o conselho de classe encontre razões e motivos que justifiquem sua permanência, transferindo a decisão final para a reitoria. Como todo colégio forte, em algumas séries a reprovação tem um índice razoável. Uma boa maioria de adolescentes reprovados no ensino médio reincide no ano seguinte nos mesmos problemas. Optar por turmas de fortes e fracos é uma discriminação social terrível entre os adolescentes e suas famílias. As transferências para outro estabelecimento têm sido sucesso. O aluno deixa de ser o patinho feio, o reprovado, e se torna um dos primeiros em sua turma do novo colégio ("A cultura da repetência", Ponto de vista, 7 de janeiro).
Paulo D'Elboux
Reitor do Colégio Santo Inácio
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Desde que Diogo Mainardi começou a dedicar invariavelmente seus artigos à defesa de acusações pessoais, sua coluna passou a elucidar o comportamento intelectual do brasileiro em função da maneira como as pessoas decidem ignorá-lo ou odiá-lo. Assim como a imagem da virgem e o menino Jesus, por sua neutralidade e exaustão, não nos diz da vida dos mártires, mas, sim, da vida dos que com a imagem se relacionam, Diogo Mainardi parece exercer o mesmo efeito sobre aqueles que o criticam. Seu pessimismo previsível e vazio nos oferece um zero cartesiano para que possamos nos orientar em relação a nossa cultura. Mainardi é um chato, mas sua coluna é essencial.
Vik Muniz
Nova York, EUA

 

Roberto Pompeu de Toledo

O ensaio "Previsões para o ano novo" (7 de janeiro), do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, foi por nós degustado como um delicioso e borbulhante "champanhe literário". Com ironia fina, sutileza na abordagem de assuntos sérios e leveza de estilo, o texto nos propiciou deliciosos momentos. Um brinde ao autor!
Zenaide Farnese
de Assis
Brasília, DF

 

Japão

Dirijo há anos um dos maiores portais na internet referentes à animação japonesa (Anime Network – www.annbr. com), e essa matéria retrata fielmente o crescimento dessa cultura. Nosso site recebe 4.000 visitantes diariamente. Reforçando o citado na reportagem, no ano passado tivemos em São Paulo um evento sobre animação japonesa, o Anime Friends (www.animefriends.com.br), que contou com mais de 20.000 visitantes e trouxe cantores japoneses de músicas relacionadas às animações daquele país. As publicações voltadas para a animação e a cultura japonesas também cresceram muito. Encontramos setores de bancas específicos para revistas de animação japonesa. Diversos mangás produzidos aqui estão sendo publicados, sem contar a imensidão de fãs na internet que criam suas animações e desenhos. Em nosso site, por exemplo, o internauta encontra estúdios específicos de animação (em flash) no estilo japonês. Parabéns pela reportagem ("O Japão é pop", 7 de janeiro).
Guilherme H. Dienstmann
Novo Hamburgo, RS

 

Com referência ao artigo "A terapia da prece" (24 de dezembro), estranhamos e lamentamos o destaque sob o título "Quando a fé mata". Esse destaque não retrata os fatos completos acerca da Ciência Cristã, mas apenas uma visão parcial e injusta. O livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, está em circulação há 128 anos, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos. Diversos testemunhos de cura cuidadosamente confirmados são publicados em O Arauto, revista mensal da Ciência Cristã que circula ininterruptamente desde 1903, em doze idiomas, inclusive português, portanto 100 anos de curas relatadas. Na Ciência Cristã não existem pastores, como em outras denominações religiosas. Cada estudante da Ciência Cristã é livre para escolher para si, e para seus filhos, o método de tratamento que considerar mais eficaz.
Orlando Trentini, C.S.B.
Relações Institucionais da Ciência Cristã
Por e-mail

 
CORREÇÕES: A foto publicada na reportagem "O que estou lendo" (Guia, 7 de janeiro) é do ex-ministro do TCU Ademar Ghisi, e não do ministro Marcos Vilaça (foto ao lado). O filme que valeu ao ator Alan Bates a indicação para o Oscar foi O Homem de Kiev, e não O Homem do Prego (Datas, 7 de janeiro).
Denio Simões

 
A pedra de Roseta
A reportagem "Quero minha múmia" (17 de dezembro) informou que o texto da Pedra de Roseta foi escrito em três línguas. O leitor Cássio de Araújo Duarte, de Santos, no litoral paulista, esclarece: "Na verdade, o texto é bilíngüe: grego e egípcio. A versão egípcia está escrita de duas formas distintas: a hieroglífica, que é a mais conhecida devido a sua grafia composta de imagens de animais, plantas e objetos, e a demótica, que era uma forma cursiva do egípcio, acessível a uma camada maior da população". A pedra, um bloco de basalto negro, foi encontrada em 1799 e decodificada em 1822, permitindo que os hieróglifos egípcios fossem decifrados. Ela está exposta no Museu Britânico, em Londres, e pode ser vista no site http://www.thebritishmuseum.ac.uk.


Jesus era moreno?
Alguns leitores não gostaram do biótipo alourado do jovem modelo que ilustrou a capa da edição retrospectiva de 2003 (24 de dezembro). "Muito me surpreende VEJA ter colocado em sua capa uma imagem de Jesus pálido, de olhos azuis, raquítico e efeminado", escreveu Fárlley Rodrigues, de São Paulo. "Parece mais o Kurt Cobain em vida, num processo de embranquecimento digno de um Michael Jackson", escreveu Fábio Henrique Cavalcanti Gomes, de Maceió. "A imagem é como uma imposição cultural e religiosa dos católicos nos tempos da contra-reforma", disse o carioca Roger Almeida. "De onde VEJA tirou a imagem para representar Jesus Cristo? De um modelo alemão, sueco, dinamarquês?", perguntou Heitor Soares, de Juiz de Fora, em Minas Gerais. "Tendo nascido na época e local em que nasceu, Jesus devia ter pele morena, olhos escuros e – caminhando longas distâncias como fazia – seu corpo devia ser atlético", diz Fárlley. Na reportagem "A última face de Cristo" (4 de abril de 2001), VEJA contou como, utilizando técnicas de reconstituição facial, pesquisadores puseram em xeque a imagem clássica do rosto de Jesus, criticada pelos leitores.

 
 
 
 
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