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Edição 1986 . 13 de dezembro de 2006

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André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Em dois turnos
Lula está decidido a fatiar a reforma ministerial. Escolherá de imediato de três a quatro nomes para áreas técnicas. Entre eles, o substituto de Waldir Pires. Com esses ministros, aparecerá na tradicional fotografia de início de governo. A maioria das nomeações políticas, no entanto, será feita apenas depois das eleições das mesas da Câmara e do Senado.  

A força de Gabrielli
Segundo Dilma Rousseff tem dito aos mais próximos, somente José Sergio Gabrielli permanece na Petrobras a partir de janeiro. O resto da diretoria cai todo. Se é desejo da ministra ou decisão do presidente, só se saberá no mês que vem.

 

• CÂMARA

Victor ou Victoria?
Polêmica à vista. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto de Luciano Zica (PT-SP) que vai dar o que falar. Ele autoriza transexuais e travestis a mudar de nome sem que tenham de enfrentar a burocracia reservada aos heterossexuais. Se o projeto aprovado for a plenário, os transexuais precisarão apenas apresentar um atestado médico comprovando sua condição.

 

Recado ao Planalto

Valéria Gonçalves/AE
Dirceu: desgaste com Lula e Tarso Genro


Andam estressadas as relações entre José Dirceu e o Palácio do Planalto. Dirceu mandou um recado para Lula e Tarso Genro: que o presidente e o seu ministro não atrapalhem a sua busca pela anistia política, que ele quer pedir à Câmara dos Deputados em 2007. Dirceu prometeu voltar às disputas internas do PT – evidentemente, puxando a corda para o outro lado – se lhe dificultarem o caminho.

 

• AVIAÇÃO

Os militares não se atrasam
Os aviões da FAB não sofrem com o caos aéreo. As aeronaves militares utilizam outro sistema de controle para os seus vôos. O caos aéreo é, portanto, uma dor de cabeça civil.

 

• PSDB

Alckmin vai estudar nos EUA
No início de 2007, Geraldo Alckmin parte para uma temporada de cinco meses na Universidade Harvard. Mais especificamente, no Centro de Estudos Latino-Americanos.  

Tucanos em fúria
As feridas no PSDB estão mais abertas do que nunca. Há duas semanas, Tasso Jereissati e Jutahy Magalhães quase se estapearam numa reunião. Agora, José Serra tomou as dores de Jutahy, desagradando a Tasso. Uma reunião da executiva tucana está marcada para esta semana. Como o tempo está quente, tem gente querendo adiá-la. Talvez seja o caso de marcá-la para um tatame.

 

• ECONOMIA

Goldberg no Morgan
Daniel Goldberg, secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, vai assumir no ano que vem a área de fusões e aquisições do Morgan Stanley no Brasil.  

Alô, alô
Estão avançadas as negociações para que a Telefónica compre a parte da Portugal Telecom na Vivo.  

A venda da TIM
Está previsto para os próximos dias o desfecho das negociações de compra da TIM pela Claro. A Brasil Telecom, porém, não desistiu e corre por fora como azarão.

 

• CERVEJAS

Resultado (parcial) da guerra
A artilharia da Femsa sobre a AmBev acabou atingindo em cheio a Schincariol e parcialmente a Petrópolis. O resultado de novembro da Nielsen revela que a AmBev cresceu 0,2 pontos porcentuais no segundo mês de ataque da Femsa. Sua participação de mercado passou para 68,8%. A Femsa subiu de 8% para 8,5%. Já a Schincariol caiu de 12% para 11,4%. A Petrópolis perdeu 0,2 pontos porcentuais e agora tem 6,7% do mercado.

 

• LIVROS

Laços de família
Leda Maria, irmã de Fernando Collor, perdeu a ação que movia desde 1992 contra a Editora Record e o espólio de seu outro irmão, Pedro, pela publicação de Passando a Limpo: a História de um Farsante. No livro, o irmão do presidente revelava esquemas de corrupção, bastidores do poder e uso de drogas. Leda entrou na Justiça exigindo um total de 7,6 milhões de reais, alegando que o livro ofendia sua honra. O STJ acaba de julgar a questão a favor da editora e do espólio de Pedro Collor. A Leda, agora, caberá arcar com um total de 800.000 reais para pagar os gastos decorrentes do processo.

FHC em espanhol
FHC acertou-se com a Planeta, e o seu livro A Arte da Política (60.000 exemplares vendidos no Brasil) será lançado na América Latina pela editora espanhola.

 

• MÚSICA

O dual micou
Apontado como uma das grandes novidades tecnológicas da indústria fonográfica, o dual disc – que funciona de um lado como CD e do outro como DVD – micou. No Brasil, poucos embarcaram na novidade. Executivos da área atribuem o fracasso a um erro no posicionamento do produto no mercado. O dual disc foi vendido como uma espécie de "dois em um". Mas, na verdade, o lado DVD só comporta meia hora de reprodução. O que daria no máximo para um bom extra.

 

DO RADAR ON-LINE

www.veja.com.br/radaronline



Nana Moraes


O arquiteto Oscar Niemeyer, 98 anos, conserva uma incessante capacidade inventiva. Na semana passada, o jornalista Lauro Jardim o visitou em sua casa. Suas impressões estão no podcast desta semana, no Radar on-line. Lauro viu o croqui de um inusitado projeto: um pequeno platô puxado por uma roldana, em plano inclinado, que lhe permite subir os trinta degraus até seu escritório. Mas Niemeyer não pára. Quer agora reeditar uma antiga revista de arquitetura – e planeja também uma versão on-line. Tratar os assuntos nas edições em papel e na internet é um ganho para os leitores. Um exemplo é a disputa pelos direitos de transmissão das Copas de 2010 e 2014, travada entre a Globo e a Record. O valor da proposta da Record, de 360 milhões de dólares, surgiu no Radar impresso, há três semanas. Na internet, antecipou-se a vitória da Globo. Os jornais só publicaram o resultado oficial na terça-feira. Niemeyer está certo. É preciso unir a criatividade à agilidade que a internet proporciona.

 

Divulgação
Silvio: alterações radicais na programação


Só dá Silvio no SBT

Silvio Santos voltou a cuidar de cada detalhe no SBT. O.k., ele é famoso por mexer a torto e a direito na grade de programação de sua emissora. Mas agora radicalizou. Está fazendo mil e uma experimentações. Dia desses, mandou mudar o horário de um programa duas horas antes de ele entrar no ar. Quem sabe obedece...

 

Com Jan Theophilo. Colaboraram Felipe Patury e Ronaldo França

 

 

 

 
 
 
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