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Gente
Nem
favela tem... Fotos
divulgação  |  |
No
filme Turistas, que estreou neste mês nos Estados Unidos, um grupo
de americanos em férias no Brasil é dopado e tem órgãos
removidos e doados a hospitais carentes por um médico brasileiro rebelado
contra a "exploração" do Terceiro Mundo. Divulgado e comentado na
internet, provocou um tsunami nos brios nacionais. O maranhense Raul Guterres,
39 anos, radicado há onze em Los Angeles "Mas brasileiríssimo,
de tocar em bateria de escola de samba" , ajudou na produção
e não vê motivo para tanto. POR
QUE O FILME SE PASSA NO BRASIL? Sou amigo do presidente de uma das produtoras.
O roteiro original se passava na Guatemala, mas ele me perguntou se seria possível
filmar no Brasil. Eu disse que sim, porque tínhamos todas as locações.
Na verdade, poderia ser em qualquer lugar do mundo, porque é a história
de um psicopata. O FATO DE ESSE
PSICOPATA SER BRASILEIRO NÃO PEGA MAL PARA O PAÍS? De forma
alguma. Ele controla um vilarejo fictício, que nem nome tem. Rouba órgãos
de turistas para dar a pessoas de lá, porque acredita que os estrangeiros
já usurparam muito do Brasil. Ele age por vingança mesmo, revolta.
A REAÇÃO NEGATIVA DO PÚBLICO
BRASILEIRO CHEGOU A ATINGI-LO? Fui ameaçado no Orkut. Estou superestressado.
Nunca imaginei que o filme teria essa repercussão. Tomamos todos os cuidados
para não mostrar traficantes, favela, nenhum estereótipo negativo
associado ao Brasil. O filme é só ficção. Eu amo o
meu país. TURISTAS ESTÁ
PARA O BRASIL ASSIM COMO O FILME DO JORNALISTA FICTÍCIO BORAT ESTÁ
PARA O CAZAQUISTÃO? O povo do Cazaquistão tem muito mais motivo
para ficar chateado. O Brasil só foi prejudicado mesmo pela campanha publicitária,
que é sensacionalista. Quando o filme chegar aqui, em fevereiro, as pessoas
vão ver que foi um exagero. A
hora da pancada Divulgação/TV
Globo  | | Alex
(Caruso) se cala diante de Marta (Lilia): ela vai ver só |
Atenção,
telespectadores de Páginas da Vida que se irritam, sim, mas também
sentem empatia com o homem: está chegando a hora em que Alex (Marcos
Caruso), o banana, desce o braço em Marta (Lilia Cabral), a
megera. A cena acontece no fim desta semana, quando ele descobre que ela aceitou
dinheiro do pai de seu neto. "Alex é um homem pacífico. Chega a
esse extremo por considerar que tem uma boa razão", explica o autor da
novela, Manoel Carlos. Pelo jeito, pegará gosto: "Haverá ainda uma
segunda agressão, essa mais forte, quando ele descobrir que a neta, Clara,
não está morta, como Marta lhe faz crer há cinco anos". Vilãs
espancadas são sempre uma garantia de salto de audiência. Tudo
o que o diretor mandar Dá para imaginar
a deusa da foto abaixo fazendo faxina? Pois esse foi apenas um dos sacrifícios
da atriz espanhola Penélope Cruz para fazer o elogiadíssimo
papel em Volver, de Pedro Almodóvar. Aos poucos, ela vai entregando
o jogo: a pedido do diretor, que a queria mais madura, usou uma prótese
que lhe arredondava o derrière e praticou um tom de voz mais grave. Também
por orientação dele, teve aulas de culinária "Depois
comia o que havia preparado, porque ele queria que eu sentisse o gosto"
e de canto. E, por iniciativa própria, passou a fazer a faxina da própria
casa, pois "tinha muitas cenas limpando e queria fazer direito". Vale ou não
vale um Oscar? Um bebê,
um avô, duas mamães Jeff
Haynes/AFP  | | Mary
(à direita), com Heather: gravidez |
Notícia
auspiciosa na família do vice-presidente americano Dick Cheney, prócer
da linha dura do governo e do Partido Republicano (os mesmos que não querem
nem ouvir falar em união civil para os homossexuais): sua caçula,
Mary, está grávida do primeiro filho e a criança
será criada por duas mães. Mary, 37 anos, executiva de um portal
da internet, mora há quinze anos com Heather Poe, 45, ex-guarda-florestal,
hoje dona-de-casa; a família aceita e elas até já compareceram
em dupla a um jantar na Casa Branca. Com Heather, Mary tem uma vida normal. Com
o pai, uma vida dupla: ela o apóia incondicionalmente, mas também
defende o direito à união entre pessoas do mesmo sexo, anátema
para os conservadores. Alerta
vermelho em Washington AFP
 |  | | Laura,
o marido e as convidadas: viva Oscar |
Nem
o relatório sobre o fiasco no Iraque foi tão flamejante. Em estrelado
espetáculo de gala em Washington, um certo longo vermelho acabou propiciando
a mãe de todas as gafes. Na Casa Branca, pronta para a noite no teatro,
a primeira-dama Laura Bush posou para fotos e pôs-se a recepcionar
os seletos convidados de um exclusivo coquetel pré-espetáculo. Aí
percebeu uma... duas... três senhoras vestidas com o mesmo e chamativo modelo
da mais recente coleção do estilista Oscar de la Renta (preço:
8.500 dólares, ou 18.000 reais). Discretamente, deu meia-volta e foi trocar
de roupa "Para que suas convidadas não se sentissem constrangidas",
explicou depois a assessora de imprensa Susan Whitson. Editado
por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Marcelo Bortoloti
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