Artes e Espetáculos Música

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
O novo filme de Renato Aragão
A história do roubo da Mona Lisa durante a guerra
Reynaldo Gianecchini e a arte de atuar
Seriados americanos apresentam lares alternativos
Xuxa diz que já viu duendes
Caixa de CDs traz obra completa de Dorival Caymmi
Amor de Cão, de Marjorie Garber
Cartas de Hannah Arendt e Martin Heidegger
Verdade ao Amanhecer, de Ernest Hemingway

Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Além da preguiça

Uma caixa de CDs mostra a importância de
Dorival Caymmi para a música brasileira

Sérgio Martins

Jorge Rosenberg
Caymmi: e não é que a tal "baianidade" existe mesmo?

O cantor e compositor Dorival Caymmi é um dos grandes talentos da música brasileira, mas costuma ser mais lembrado pela sua pachorra. Histórias como a da música João Valentão, que demorou uma década para ficar pronta, têm lugar de destaque no anedotário sobre MPB. Com o lançamento de Caymmi – Amor e Mar, é de novo o músico, e não o preguiçoso, que deve ganhar evidência. A caixa traz seis CDs, que reúnem doze discos gravados de 1954 a 1987. Além disso, há um álbum extra com diversos cantores interpretando canções do artista. Entre eles, Carmen Miranda, Clara Nunes e Orlando Silva. O pacote mostra que Caymmi, mesmo não sendo prolífico, influenciou a música brasileira como poucos, sendo reverenciado pelos bossa-novistas, pelos artistas da tropicália e até pelo pessoal da jovem guarda (Roberto Carlos fez sua versão de Acalanto em 1972).

A "baianidade" é um elemento-chave na obra de Caymmi. Nascido em Salvador no ano de 1914, ele pode ser visto como o contraponto musical de um de seus conterrâneos, o romancista Jorge Amado, que eternizou em sua obra figuras da terra natal. Da infância na Praia de Itapoã, por exemplo, Caymmi tirou biscoitos finos, como Suíte dos Pescadores e É Doce Morrer no Mar. Já dos passeios pelas ruas de Salvador surgiram canções como A Preta do Acarajé. Em 1938, chamado a colaborar com uma música para a trilha sonora do filme Banana da Terra, estrelado por Carmen Miranda, ele criou o clássico O que É que a Baiana Tem?. É importante registrar, no entanto, que o talento de Caymmi vai além do regional. Algumas das mais belas canções de amor da MPB, como Só Louco, são de sua lavra. Ele também é um grande intérprete, com seu vozeirão grave, e um instrumentista inspirado. Fez muito pela música brasileira. Pode dar-se ao luxo de dormir o dia inteiro na rede.

 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco