Bom de papo
Como
usar melhor a bateria
de seu celular

Fernanda
Colavitti
Poucos
produtos de grande vendagem são capazes de gerar tanta lenda
quanto a prosaica bateria para telefone celular. Muitos são
os consumidores que chegam a deixar o aparelho abastecendo 24 horas
seguidas quando o ligam na tomada para a primeira carga. A expectativa
é obter mais tempo de conversação sem precisar
recorrer ao reabastecimento na energia elétrica, muito importante
para quem está sempre na rua ou em viagem. Além disso,
todos querem, é claro, que a vida útil de uma bateria
seja a maior possível. Não há mágica
a fazer, de acordo com as informações do engenheiro
Mário Leite Pereira Filho, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas
do Estado de São Paulo (IPT). É uma equação
simples e inescapável: quanto maior o número de cargas
e descargas na tomada, menor será o tempo de vida útil
da bateria. São três as variedades. A mais antiga é
a de níquel-cádmio, que, por ser tóxica, vem
sendo substituída pela de hidreto metálico. A última
e mais resistente é a de íon de lítio. As baterias
também são conhecidas pelas cores das "tarjas", nos
modelos da Motorola (branca, verde e azul). Segundo o engenheiro
do IPT, as de níquel-cádmio resistem de uma a duas
horas de conversação. Nas de hidreto metálico,
o tempo é de três a quatro horas, período que
sobe três a quatro vezes em stand by (espera). As de íon
de lítio são as de melhor rendimento nos modelos
mais novos, o desempenho supera em até 50% a capacidade daquelas
de hidreto metálico.

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