Geral Saúde

Esta semana

Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Na história do Nobel, prêmios para gênios e fraudes
Eventos e aniversários nas suítes dos motéis
Essência do Chanel n° 5 é retirada sem derrubar a árvore
Australianos tentam conter explosão de coalas
Fotos mostram que Marte já teve lagos
Encontrados fósseis do mais antigo ancestral do homem
Resorts colocam o país no circuito dos paraísos das férias
Filhos de famosos seguem os passos dos pais
Livro compara personalidade de dez milionários do milênio
As grifes de alto luxo fazem a festa no Brasil
Vinhos brasileiros ganham qualidade
Jovens aderem às dietas sem necessidade
Universidade de Minas consegue patente de remédio nos EUA
A tensão causada pelas comemorações de fim de ano
O bisturi a serviço dos concursos de misses
A febre do alongamento de cabelos
Motoristas são responsáveis por 90% dos acidentes
Guga, o número 1
Os riscos do uso de telefone celular
Batoré, o jovem mais procurado de São Paulo
Lalau se entrega após sete meses
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos


Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Receita mineira

UFMG conquista patente de
remédio nos Estados Unidos

Marcelo Carneiro

Durante quatro anos, um grupo de cinco pesquisadores do departamento de microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) manteve em segredo uma façanha. A universidade havia conseguido produzir interferon, proteína a partir da qual se fabrica um medicamento usado no combate à hepatite do tipo C, a mais grave. Agora veio a recompensa: a UFMG conseguiu, nos Estados Unidos, o registro de patente para produção de interferon. Até a aprovação pelo governo americano, um dos mais rigorosos na concessão de patentes, os resultados da pesquisa que conseguiu produzir interferon a partir de tecido humano foram mantidos em sigilo absoluto. Não é para menos. Com o registro, os cientistas conquistaram o direito de ingressar em um concorrido mercado que fatura anualmente 2 bilhões de dólares e até então estava sob o domínio da Schering-Plough e da Roche, dois gigantes da indústria farmacêutica mundial. Até hoje, qualquer laboratório que quisesse produzir medicamento à base de interferon tinha de pagar royalties a essas companhias. A partir de agora, não só a UFMG deixa de pagar como passa a compor o trio que recebe royalties, nos Estados Unidos, pela utilização da substância. O interferon mineiro difere do que é produzido pelos laboratórios principalmente pelo grau de estabilidade. Sua fórmula permite que o medicamento dure mais tempo na prateleira das farmácias.

A obtenção da patente tem ainda um efeito prático: poderá baixar o preço do remédio no Brasil. No preço final do produto estão incluídos os custos de importação e da pesquisa feita pelo laboratório, dono da patente no exterior. Com uma patente brasileira, a expectativa é que até laboratórios do governo tenham interesse em produzir o medicamento, que é caro. Cada ampola custa cerca de 300 reais. Este preço poderá ser reduzido em pelo menos 30%. "Como a pesquisa para a patente foi toda bancada com recursos públicos, isto não entrará no custo final do produto", explica o pesquisador Paulo César Peregrino, que participou do projeto.

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco