Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 777 - 13 de novembro de 2002
Geral Beleza
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
 

Pesquisa mostra que correr é melhor que caminhar
A nova técnica de esterilização
Uma exposição de roupas de Evita Perón
Pólo, um esporte de poucos praticantes e muito dinheiro
O novo Fusca conversível
A Mercedes vai fabricar o Smart no Brasil
A luta dos artistas contra as rugas
Os perigos da injeção antigordura
A rotina das famílias que vivem em barcos
Gisele Bündchen vira alvo de ecologistas
As revelações do mordomo de Diana
Estudante planejou a morte dos próprios pais
O sucesso dos livros de auto-ajuda
Aeronave não tripulada mata terroristas da Al Qaeda

Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

É bom ter cuidado

Médicos alertam para os perigos
do Lipostabil,
a injeção antigordura
que virou uma febre

Anna Paula Buchalla

 
Fotos André Nazareth/Strana/Rogério Voltan
As atrizes Rita Guedes e Paula Burlamaqui: com elas, tudo indica, deu certo

A mais nova febre nas clínicas de estética atende pelo nome de Lipostabil, ou "lipo light". Injeções do produto vêm sendo usadas para eliminar aqueles persistentes pneuzinhos de gordura nas costas, abdome e culotes. Feito a partir de uma substância retirada da soja, a fosfatidilcolina, o Lipostabil derrete as células adiposas da região onde é aplicado. Que ele funciona, funciona, como atestam as atrizes Paula Burlamaqui e Rita Guedes, que se submeteram ao tratamento-padrão de uma injeção semanal, ao longo de um mês. Mas o recurso é encarado com muitas reservas pelos médicos – os sérios, entenda-se. O motivo é que não existem estudos clínicos que garantam a segurança das injeções de Lipostabil e descrevam seus efeitos a médio e longo prazo.

Nos Estados Unidos, o Lipostabil não é aprovado pelo FDA, a agência de controle de remédios e alimentos. A Sociedade Americana de Cirurgia Plástica alertou para o fato de que o único estudo sobre a utilização com fins estéticos da substância, feito com trinta pessoas, não tem validade científica. Os médicos americanos lançaram perguntas que nenhum entusiasta do Lipostabil sabe responder com precisão. As três mais importantes são: como evitar que uma quantidade exagerada de gordura seja dissolvida? De que forma essa gordura é eliminada do organismo? Como ter certeza de que a droga não destrói outros tecidos além das células adiposas?


O Lipostabil foi sintetizado na década de 50. Destinava-se ao tratamento de doenças cardiovasculares causadas pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias. Com o aparecimento de remédios mais potentes, ele foi praticamente deixado de lado. Nos anos 90, o Lipostabil ressurgiu como a "lipo light". De quem foi a idéia, ninguém sabe. Especula-se que tudo começou na Itália, um dos poucos países que ainda produzem a droga. É de lá que sai boa parte dos carregamentos que entram de forma ilegal no Brasil, já que a comercialização do produto industrializado não é autorizada pelo Ministério da Saúde. Evidentemente, ninguém se incomoda com a contravenção. O Lipostabil é vendido até mesmo em academias de ginástica e salões de cabeleireiros. "Aplicado por gente despreparada, pode ser um perigo", adverte Carlos Eduardo Nazar, presidente da Sociedade Médica Brasileira de Intradermoterapia.

Em defesa da injeção antigordura, alguns médicos costumam citar o caso do Botox. Até que a toxina botulínica recebesse o aval científico para o tratamento das rugas do rosto, levou-se mais de uma década. Ocorre que a utilização do Botox surgiu de evidências claras. Uma vez aplicado para tratamento de tiques nervosos, os cientistas observaram que um dos seus efeitos colaterais era a diminuição dos vincos da face. Ele então passou a ser adotado para esse fim. Já o uso estético do Lipostabil partiu apenas de um achismo. O de que se era eficiente para derreter a gordura presente nos vasos sanguíneos devia ser bom também para acabar com a gordura localizada nas pernas, barriga e culotes. Não é assim que as coisas funcionam na medicina de verdade.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS