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Edição 1 777 - 13 de novembro de 2002
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Sem cirurgia

Uma técnica de esterilização
que substitui a laqueadura

 
Cortesia Conceptus, Inc.
Essure: mola de 4 centímetros

Na semana passada, o governo americano aprovou o uso do primeiro método não cirúrgico de esterilização feminina. Batizado de Essure, o dispositivo em forma de mola é feito de titânio e mede 4 centímetros. Ele promete ser uma alternativa à laqueadura, a cirurgia que obstrui a comunicação das trompas com o útero, impedindo assim o encontro do óvulo com o espermatozóide. Ao contrário da técnica tradicional, o Essure não requer cortes no abdome da mulher, nem tampouco internação hospitalar. Por intermédio de um cateter, uma mola é implantada em cada trompa. O dispositivo provoca uma inflamação nas paredes desses canais, e as cicatrizes deixadas pelas lesões fecham as trompas. O processo de cicatrização leva, em média, três meses. Durante esse período, as mulheres devem continuar usando outros métodos contraceptivos. A confirmação de que as trompas foram devidamente obstruídas deve ser feita por uma radiografia. Realizado em consultório, o procedimento de implantação do Essure leva, em média, 45 minutos. Não há previsão de quando a técnica começará a ser utilizada no Brasil, país onde 40% das mulheres em idade fértil foram esterilizadas por meio de laqueadura.

   
 
   
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