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Edição 1 777 - 13 de novembro de 2002
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"Que os três mosqueteiros levantem suas espadas e lutem para cumprir as promessas de seu rei, como na versão original francesa."
Paulo Roberto da Silva Leitão
Piracicaba, SP

 

Os mosqueteiros de Lula

Sugestiva e ao mesmo passo inquietante a capa com os três "homens fortes" do futuro governo Lula – Dirceu, Palocci e Gushiken – aos quais, diz a matéria, é forçoso chegar sempre que se quiser um "sim" ou a simples atenção do novo presidente ("Um por todos... e todos por um", 6 de novembro). Sugestiva por indicar qual será o núcleo pensante e gestor do país pelos próximos quatro anos. Inquietante porque todos os personagens sabem, melhor que ninguém, quanto Lula abomina a idéia de ser tutelado pelo próprio partido ou por suas "estrelas".
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

Cumprimento VEJA pelo excelente trabalho feito em todo o decorrer das eleições 2002 e pela imparcialidade de sua equipe de reportagem. Foi o país que saiu vencedor dessa eleição, pois colocou no poder um homem de origem pobre, deixando de lado os preconceitos.
Carlos Ferreira da Silva
Osasco, SP

A vitória dos três mosqueteiros só se concretiza na literatura. A realidade foi e é outra.
Wolfgang Ullrich
Curitiba, PR

Ótima a reportagem de capa da edição 1776, que, além de bem-feita, nos mostra a boa e preparada equipe que Luiz Inácio Lula da Silva formou para seu governo.
Murilo Brito
Brasília, DF

 

Laboratório do Palocci

Seria inimaginável Lula chegar à Presidência sem o apoio das elites repudiadas pela nossa querida senadora Heloísa Helena, que continuará no plenário com verborragias totalmente infrutíferas para um país que precisa avançar ("O laboratório do PT", 6 de novembro).
Daniel Rebelo de Lima
Maceió, AL

Com um político tão competente a seu lado, espero que Lula termine seu mandato com índice de aprovação próximo dos 80% conseguidos por Antônio Palocci ao final de seu primeiro mandato na cidade de Ribeirão Preto.
Sérgio Ricardo Medeiros
Belo Horizonte, MG

O próximo governo terá de Lula só a assinatura nos documentos. As cartadas decisivas serão dadas pela cúpula do PT.
Adriano Costa Bernardes Freitas
Goiânia, GO

 

Carta ao leitor

Existem derrotas que valem mais que uma vitória. A atitude do presidente da República soa como um alento aos derrotados e um tapa na cara dos vencedores ("As voltas que o mundo dá", Carta ao leitor, 6 de novembro).
Fausto Rodrigues Garcia
São José dos Campos, SP

 

Gustavo Franco

É inegável a excelência da vitória de Lula, ocorrida na mais moderna eleição de todos os tempos. É chegada a hora de os nossos esquerdistas sentirem na pele a pressão que vem sendo acumulada desde o início do ano. Ou o PT engrena de uma vez por todas o Brasil entre as principais potências mundiais ou nossa futura alternância do poder não se dará de forma tão civilizada como a atual (Em foco, 6 de novembro).
Edimar Perico
Medianeira, PR

Será interessante ver como vão reagir o governo de esquerda e a oposição de direita. Estando pela primeira vez do outro lado da mesa, todos terão a oportunidade de mostrar até onde a ideologia vai ao encontro da coerência.
Eliana Mitiko Numazaki
Brasília, DF

 

Roberto Pompeu de Toledo

A chegada de Lula à Presidência da República é, indiscutivelmente, um fato histórico, o momento em que a esquerda, com um operário, atinge democraticamente o poder. No entanto, Roberto Pompeu de Toledo está certo em seu artigo "Aviso aos incautos: o Brasil continua" (Ensaio, 6 de novembro). Lula presidente não é o começo. É apenas, por mais irônico que possa parecer ao PT, a continuação de um Brasil que já existe, com suas dificuldades sociais e econômicas.
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG

 

John Williamson

Magistral a entrevista concedida pelo economista John Williamson (Amarelas, 6 de novembro). Ficou registrado que o Consenso de Washington não malogrou, visto que as políticas de circunspeção macroeconômica, economia de mercado e abertura comercial ainda vigoram, representam vultosos progressos e, se tivessem sido abjuradas, seria irrealizável a eleição de Lula.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

 

Fome

A reportagem "Mudar para quê?" (6 de novembro) esclareceu de forma realista as diferenças entre tratar a causa da dor e tratar o sintoma. É claro que esses tratamentos devem ser feitos paralelamente, mas a nossa história nos ensinou que se não investirmos no tratamento da doença (pobreza) estaremos fadados a ter de tomar o medicamento pelo resto da vida, sofrendo a dependência e os custos elevadíssimos.
Márcia Regina Vitolo
Porto Alegre, RS

Parabéns pela excelente reportagem sobre a fome. Concordo com VEJA e seria interessante que o PT desse continuidade ao programa de combate à fome do atual governo, "em vez de dar o peixe, dar a vara de pescar". Para que esse programa tenha êxito total, teremos de acrescentar a ferramenta básica, que é o planejamento familiar, de alto nível e de graça para todos os brasileiros.
Egon Nort
Presidente da Fundação População e Desenvolvimento
Florianópolis, SC

 

Diogo Mainardi

Salve Diogo Mainardi. No meio da irracionalidade com que a vanguarda do atraso – sempre mal-intencionada – e os inocentes de plantão saúdam o PT e seu ungido, uma voz tem a coragem de alertar para os riscos que corremos ao entregar os destinos do país à malta da esquerda etílica, a sociólogos de botequim, "artistas" de pouco talento e grande furor revolucionário. Sem falar nos intelectuais boquirrotos cevados em sinecuras de ONGs e universidades estatais. O besteirol cultural denunciado é uma pequena demonstração do que nos espera ("O Brasil do Zé Carioca", 6 de novembro).
Alexandre de Macedo Marques
São Paulo, SP

 

Contexto

Causa-nos tremenda decepção e revolta o fato de a nossa p://veja.abril.com.br/061102/contexto.html" target="_blank">Contexto

Causa-nos tremenda decepção e revolta o fato de a nossa modelo Gisele Bündchen estar patrocinando com sua atuação o retorno das roupas de pele de animais, prática que pensávamos ter sido varrida do panorama internacional ("O retorno do visom", 6 de novembro).
Antonio Rodrigues Jr.
Embu, SP

 

Jovens Tardes

VEJA traduziu com fidelidade absoluta o pensamento dos telespectadores sobre o insosso programa dirigido por Marlene Mattos que foi ao ar pela Rede Globo. Naquele pequeno comentário, nós, leitores, pudemos nos deliciar ("Marlene, enquanto isso...", 6 de novembro).
Esaú Mendes
Vitória da Conquista, BA

Não tive nenhuma interferência na produção, criação, escalação e conteúdo do programa Jovens Tardes. Nem sequer assisti a ele. Apenas dei (com prazer e sinceridade, de graça) um curto depoimento sobre a jovem guarda a pedido de Marlene Mattos, a partir de uma brincadeira com a frase de Lenin sobre a jovem guarda. Não posso ser responsabilizado por "endossar" o resultado de um programa que usou meu depoimento para mostrar a sua visão da jovem guarda.
Nelson Motta
Rio de Janeiro, RJ

 

Arc

Arc, já que você é invisível, vê se consegue entrar na Câmara dos Deputados com um projeto de lei rígido para que os eleitos cumpram as promessas de campanha. E, na hora da votação, aperte os botões favorecendo o seu projeto ("Arc e as promessas políticas", 6 de novembro).
Hamilton Brito de Sousa
Miracema do Tocantins, TO

 

CORREÇÕES: Desde o dia 4 de novembro, a reprise do seriado Seinfeld mudou das 23 horas para a meia-noite, por causa de alterações na grade de programação da emissora ("Faça-me rir", 6 de novembro). A Pousada dos Guarás fica no município de Salvaterra e não na cidade de Soure ("Marajó = Amazônia + Pantanal", 6 de novembro).


 

LUIZ FELIPE ESCLARECE

Baseado em notícia publicada em 28 de outubro no site do jornal eletrônico Terra, redigi no mesmo dia, na Universidade Brown (Providence, EUA), onde me encontro, minha coluna em torno da informação de que Bush mencionara a venda dos aviões F-16 para a FAB, na conversa telefônica que tivera com Lula. Citando Marco Aurélio Garcia, da direção do PT, como fonte, a notícia permaneceu on-line pelo menos até a noite do dia 31. A notícia é falsa: Bush não falou do caso dos F-16 na conversa com Lula, e Garcia não deu essas pretensas declarações. Dei-me conta disso no dia 30, na conferência sobre as eleições brasileiras organizada no Council on Foreign Relations, em Washington, em que a falsidade da notícia se tornou patente. Minha coluna já havia sido impressa e não pôde ser corrigida.

Luiz Felipe de Alencastro



 
 
   
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