Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 777 - 13 de novembro de 2002
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Governar é dizer não

Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem
O presidente eleito no meio da multidão: tentação populista

É difícil, quase impossível, enxergar isso do alto dos 52 milhões de votos que acabaram de lhe ser entregues pelos brasileiros. Nos braços do povo, entre lágrimas de emoção de eleitores comovidos apenas por estar perto dele, Luiz Inácio Lula da Silva não pode ainda ter a perspectiva real do desafio que o espera. Lula está na fase de fruição de sua vitória nas urnas. Cedo ou tarde – preferencialmente cedo – o presidente terá de travar um corpo-a-corpo bem mais ríspido com os problemas com que se defrontará no Palácio do Planalto. Eles são muitos e complexos. São questões que vão exigir do presidente mais que a prometida dedicação e a boa vontade para o diálogo. Vão exigir que ele seja capaz de dizer não durante muito tempo e a muita gente. Se esse for o preço do sucesso de sua administração, será preciso que ele aceite até mesmo ser impopular.

Em parte graças ao encaminhamento da campanha de Lula, poucos presidentes chegaram ao poder no Brasil tendo gerado uma onda tão grande de esperança, especialmente sentida agora entre os brasileiros mais pobres. De acordo com a última pesquisa feita pelo Instituto Sensus, mais de 70% dos brasileiros acham que Lula fará um governo bom ou ótimo. Na avaliação dos entrevistados, o presidente eleito será uma usina de realizações enquanto estiver no poder. Para 70% deles Lula fará com que a taxa de desemprego despenque, 55% acham que ele vai controlar a inflação e 64% acreditam que acabará com a corrupção. As expectativas em relação a seu governo, como se vê, são enormes. Para que elas não produzam frustração na mesma medida, o presidente terá de continuar resistindo aos apelos populistas para aumentar em bases irreais o salário mínimo, elevar os vencimentos dos servidores ou renegociar as dívidas dos Estados. Muitas vezes, governar é simplesmente dizer não. Veja reportagens sobre a sucessão.

 
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS