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Edição 1 619 - 13/10/1999
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Revolta da sojaAgricultores gaúchos partem Rodrigo Vieira da Cunha, de Passo Fundo
Os produtores na verdade não querem briga, querem lucro. Desenvolvida pela multinacional americana Monsanto, a semente transgênica é resistente ao herbicida mais comum, diminuindo perdas. Ela tem uma produtividade 5% a 8% maior. Até o final deste ano, estará em 40 milhões de hectares de países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, China e Argentina. As resistências nasceram das organizações ambientalistas internacionais, preocupadas com possíveis danos ambientais. A discussão ganhou um tom ideológico: os pró-transgênicos foram associados à direita, os anti, à esquerda. As produtoras de sementes engrossaram o caldo com iniciativas que pareciam destinadas a transformar os agricultores em escravos de um punhado de companhias todo-poderosas, no controle da oferta de sementes. A materialização desse pânico foi o desenvolvimento de uma semente estéril, o Terminator, pela Monsanto. Isso impossibilitaria o agricultor de reservar parte da colheita para plantar a safra seguinte, obrigando-o a comprar novas sementes todo ano. A reação da opinião pública foi tão forte que a Monsanto arquivou o Terminator. No Brasil, a briga contra os transgênicos uniu Ibama, Greenpeace, PT e MST. O secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, José Hoffmann, desafiou os agricultores revoltosos: "Na próxima safra de verão não haverá uma única planta de soja transgênica no Rio Grande do Sul". Resta saber como o governo gaúcho vai conseguir isso. |
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