Edição 1875 . 13 de outubro de 2004

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LITERATURA

Nobel
A décima mulher

Elfriede Jelinek conquista
prêmio com sua obra feroz


Thereza Venturoli


AP
Elfriede: ela tem fobia social e não irá à cerimônia

Antes de o Prêmio Nobel de Literatura ser anunciado, na quinta-feira da semana passada, havia rumores de que neste ano a distinção seria concedida a uma mulher, mas a escritora austríaca Elfriede Jelinek, de 57 anos, não figurava entre as favoritas. Autora de uma obra que aborda de forma polêmica e desassombrada questões políticas e sexuais, Elfriede é a décima mulher a ganhar o Nobel de Literatura.

Elfriede não foi ainda editada no Brasil, mas o cinéfilo brasileiro foi apresentado a seu universo sombrio com o filme A Professora de Piano, do diretor austríaco Michael Haneke, baseado em um romance autobiográfico da escritora. Elfriede, que já foi filiada ao Partido Comunista, é uma crítica feroz da nova extrema direita austríaca, representada pelo Partido da Liberdade, do neonazista Joerg Haider. Jelinek informou à imprensa que vai escrever um discurso de aceitação, mas não comparecerá à cerimônia em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, pois sofre de fobia social. O valor do prêmio é de 1,3 milhão de dólares.

 
 
 
 
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