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LITERATURA
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Nobel
A décima mulher
Elfriede Jelinek conquista
prêmio com sua obra feroz

Thereza Venturoli
AP
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| Elfriede: ela tem fobia social e não
irá à cerimônia |
Antes de o Prêmio Nobel de Literatura
ser anunciado, na quinta-feira da semana passada, havia rumores
de que neste ano a distinção seria concedida a uma
mulher, mas a escritora austríaca Elfriede Jelinek, de 57
anos, não figurava entre as favoritas. Autora de uma obra
que aborda de forma polêmica e desassombrada questões
políticas e sexuais, Elfriede é a décima mulher
a ganhar o Nobel de Literatura.
Elfriede não foi ainda editada no Brasil,
mas o cinéfilo brasileiro foi apresentado a seu universo
sombrio com o filme A Professora de Piano, do diretor austríaco
Michael Haneke, baseado em um romance autobiográfico da escritora.
Elfriede, que já foi filiada ao Partido Comunista, é
uma crítica feroz da nova extrema direita austríaca,
representada pelo Partido da Liberdade, do neonazista Joerg Haider.
Jelinek informou à imprensa que vai escrever um discurso
de aceitação, mas não comparecerá à
cerimônia em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, pois sofre
de fobia social. O valor do prêmio é de 1,3 milhão
de dólares.
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