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VEJA Recomenda TELEVISÃO
Divulgação
 | | Bruno
Campos e Julian McMahon em Nip/Tuck: obsessão pela beleza |
Nip/Tuck
Terceira Temporada (terças-feiras,
às 22h, na Fox) A série Nip/Tuck é uma reciclagem
criativa do velho e bom novelão. Seus protagonistas, os cirurgiões
plásticos Sean McNamara (Dylan Walsh) e Christian Troy (Julian McMahon),
estão entre os personagens mais intrigantes surgidos na TV americana nos
últimos anos: o primeiro é um tipo reprimido, enquanto o outro é
um hedonista que não hesita em explorar o amigo. Nesta nova temporada,
os médicos se vêem às voltas com um assassino mascarado que
personifica a obsessão pela beleza naquilo que ela tem de mais destrutivo.
E cabe ao brasileiro Bruno Campos (de O Quatrilho) um papel de destaque
como o especialista em cirurgia facial Quentin Costa.
DVD
Jules e Jim (Jules et Jim, França,
1962. Versátil) O austríaco Jules (Oskar Werner) e o francês
Jim (Henri Serre) se conhecem em 1912, procuram aqui e acolá pela mulher
perfeita e um dia a encontram: Catherine (Jeanne Moreau, na interpretação
definitiva de sua carreira), que ambos amam e que ama os dois. O cineasta François
Truffaut, em seu terceiro filme, evoca de forma inebriante a juventude do trio
e daí vem muito da força trágica do que se segue,
com a I Guerra, separações e uma reunião que é uma
bomba-relógio sentimental. Adaptado de um romance autobiográfico
de Henri-Pierre Roché (1879-1959), o filme se tornou o mais influente do
novo cinema francês dos anos 60. Mas não é nesse título
que ele sobrevive, e sim no vigor único de sua direção.
LIVROS Confissões
de um Burguês, de Sándor Márai (tradução
de Paulo Schiller; Companhia das Letras; 456 páginas; 54 reais)
Sándor Márai (1900-1989), um dos maiores escritores da Hungria,
viveu a censura e a perseguição do comunismo em seu país.
Mas Confissões de um Burguês, seu livro de memórias,
não chega a incluir o período comunista. Foi escrito antes disso,
em uma idade que alguns considerariam precoce para esse gênero: 34 anos.
Centrado em sua conflituosa relação com a família e em sua
formação como escritor, o relato é também uma poderosa
crônica histórica da dissolução do Império Austro-Húngaro,
depois da I Guerra. Leia
trecho. Clarin
 |  | | Di
Benedetto: busca do silêncio | |
O
Silencieiro, de Antonio Di Benedetto (tradução de Maria
Paula Gurgel Ribeiro; Globo; 160 páginas; 28 reais) O título
do livro é um neologismo, que poderia se traduzir como "o fazedor de silêncio".
A palavra designa o protagonista do romance, um jovem movido por um só
desejo obsessivo: afastar-se de qualquer forma de ruído. Essa busca de
silêncio o conduz a confrontos domésticos com a esposa, a campanhas
em artigos de jornal e a processos judiciais todas atitudes inúteis,
pois o barulho nunca cessa. Com essa história ao mesmo tempo simples e
estranha, o argentino Antonio Di Benedetto (1922-1986) armou uma irônica
alegoria da vida moderna. Leia
trecho. Divulgação
 |  | | Lawrence
Wahba: pesquisa extensa sobre os tubarões | |
Dez
Anos em Busca dos Grandes Tubarões, de Lawrence Wahba (Nobel; 160
páginas; 35 reais) Fundador da produtora Canal Azul, o documentarista
brasileiro Lawrence Wahba já esteve perto de mais de quarenta espécies
de tubarão, inclusive as mais perigosas, como o tubarão-tigre e
o branco. Sofreu três ataques dos peixões, sem conseqüências
graves. E em todos esses mergulhos ele estava de câmera em punho, registrando
a vida submarina para 39 documentários. Nesse livro, Wahba relata todas
essas experiências. Também desfaz alguns mitos sobre os tubarões,
como o de que eles enxergam mal (na verdade, têm uma visão excelente,
mesmo no escuro), e busca explicar as razões dos ataques a banhistas, como
os que já ocorreram no Recife. O
Porco Filósofo, de Julian Baggini (tradução de Edmundo
Barreiros; Relume Dumará; 305 páginas; 39,90 reais) Os vegetarianos
dizem que comer animais é imoral. E se existisse um porco geneticamente
modificado que desejasse ser comido seria correto matá-lo? O filósofo
inglês Julian Baggini propõe 100 dilemas desse estilo para o leitor.
São, como ele define, "experiências do pensamento", situações
fantasiosas que permitem questionar os limites da moral e até da lógica.
Alguns dos dilemas são extraídos da obra de filósofos como
Platão e Descartes; outros vêm de ficcionistas como Philip K. Dick
e Douglas Adams (criador do porco que deseja ser comido). Baggini comenta cada
uma dessas questões, mas não as resolve o livro é
uma divertida provocação ao espírito crítico do leitor.
Leia
trecho.
DISCO Sean
Gallup/Getty Images
 |  | | Lily
Allen: deboche | |
Alright,
Still, Lily Allen (EMI) A inglesa Lily, de 20 anos, começou
a cantar incentivada pelo pai, um ator inglês. O paizão até
apoiou a decisão da filha de largar a escola para se concentrar na carreira
artística, há cinco anos. Lily gravou demos e os deixou para a apreciação
do público no site de música MySpace. A estratégia deu certo
rendeu um contrato com a EMI. Alright, Still lembra a inocência
pop de uma Gwen Stefani (a cantora do No Doubt). A diferença está
na produção, que tem o ar kitsch do pop inglês diversas
faixas lembram a música britânica dos anos 60 , e nas letras
bem-humoradas de Lily. Em Smile a cantora tripudia sobre o ex-namorado
e em Not Big tripudia mais ainda (pode-se traduzir o título como
Não É Grande; o resto o leitor que imagine). |