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Edição 1973 . 13 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Intimidade devassada pode ser ruim. Porém, bem pior é ser estraçalhado num atentado terrorista. Prefiro ficar nu a virar picadinho."
Roberto Szabunia
Joinville, SC

 

11 de Setembro

É lamentável ver que, por mais que se negue, a rotina em praticamente todos os países mudou após o 11 de Setembro. Talvez fatos históricos como o dia em que o homem pisou na Lua não fiquem tão fixados na memória como o dia dos atentados a Nova York e Washington. Isso demonstra que o medo e a insegurança foram acentuados, e assim o mundo inteiro ficou alerta ("50 coisas que o terror mudou no mundo", 6 de setembro).
Paulo Guilherme de Lima Freire
Carmo do Rio Claro, MG  

Eu, e provavelmente muitos dos leitores, me pergunto: o que é que faz com que uma imensa parte da imprensa mundial perca a memória tão rapidamente e se coloque na defesa de ações de facções islâmicas, condenando e deturpando as ações de países como Israel e os EUA, que têm sido punidos com a necessidade de gastar milhões de dólares para se defender?
Lucia Ramos
Porto Alegre, RS  

É incrível como a gente nem percebe que já se passaram cinco anos desde aquele dia. Eu me lembro, tinha 7 anos. Com essa idade eu não sabia se aquilo era realidade ou um filme. Minha mãe, que trabalhava – e ainda trabalha – na American Airlines, dizia: "Meu Deus! Não dá para acreditar nisso!". Eu só olhava aquilo e não conseguia pensar direito. Fiquei chocada. Como alguém pode se achar um herói fazendo isso? Como uma pessoa se sente satisfeita ao ver outras morrendo? Como alguém acredita que vai para o céu "se explodindo"? Esse dia vai ficar marcado para sempre na memória de milhões de pessoas, disso eu tenho certeza!
Nicole Souza Ramos, 12 anos
Por e-mail  

Uma data que não se deve olvidar; uma mudança que ninguém gostaria de sofrer. VEJA está de parabéns pela excelente matéria. Nem em Newsweek houve minuciosidade tal em pesquisa antes e depois dos fatos.
Mauricio José de Souza Neto
Valença, BA  

Achei genial essa capa! Com um detector desses nenhuma nudez seria castigada.
Arcangelo Sforcin Filho
São Paulo, SP

 

Arnaldo Jabor

Simplesmente fantástica a entrevista "Abaixo a utopia", com Arnaldo Jabor (Amarelas, 6 de setembro). Ela deixa bem claro quanto nossa classe política e intelectual tem de evoluir, abandonando a crença nessa ideologia petista furada, que já mostrou que não passa de ensopadinho de hipocrisia, corrupção e ações simplistas e ineficientes. Arnaldo Jabor para presidente!
Rodrigo Batalha
Vitória, ES  

Arnaldo Jabor nos proporcionou uma análise crítica e racional, despida dos preconceitos ou da arrogância de muitos que se dispõem a tratar desse tema muito falado, mas pouco pensado: a política. Visões como essa deveriam ser cada vez mais difundidas, para alertar o brasileiro a exercer sua cidadania com responsabilidade.
Queren Almeida Pires de Lima
Imperatriz, MA  

Não há hoje personalidade na mídia com a mesma capacidade de análise do Brasil de Arnaldo Jabor. Clara, inteligente e objetiva. Precisamos de mudanças institucionais, não precisamos de um salvador. Chega de acreditar que a solução está no "homem". Como dizia Nelson Rodrigues, que Jabor adora, "assim como há uma Rua Voluntários da Pátria, podia haver uma outra chamada, inversamente, Rua Traidores da Pátria".
Rodrigo Ayoub
Rio de Janeiro, RJ  

Brilhante a entrevista. Em poucas palavras Jabor expressou o que e como está vivendo o Brasil hoje. A forma como ele retratou a condição de alguns administradores e seu comportamento perante a res publica me transporta a muitos anos atrás, quando ouvi a lamentável frase: "Antes um ladrão que me dê lucro do que um honesto que me dê prejuízo".
Renato Condeli
Procurador do estado de Rondônia
Porto Velho, RO  

"Enquanto a esquerda que aí está não for substituída até o seu último idiota, não vai acontecer nada, rigorosamente" (Nelson Rodrigues, na crônica Assim É um Líder, de 9 de janeiro de 1968). Parece bem atual, não é?
Emerson D'Albuquerque
Natal, RN

 

Lula e o PT

Fantástica a análise feita por VEJA em relação às incoerências do programa de governo do PT para um eventual segundo mandato de Lula ("Lula é melhor do que o PT", Carta ao leitor, 6 de setembro). Eu apontaria mais uma. Quando o programa diz que "as eleições de 2006, mais do que quaisquer outras no passado, estarão marcadas por um enfrentamento político-ideológico que opõe um bloco social comprometido com profundas mudanças na sociedade brasileira àqueles que sempre utilizaram o poder do Estado em benefício dos interesses de uma minoria", parece que os petistas se esquecem que são apoiados pelo PMDB de Sarney, Barbalho, Renan, Newton Cardoso e Quércia. Para se contrapor a tanta incoerência, ainda bem que VEJA nos brindou com a maravilhosa lucidez de Arnaldo Jabor. Jornalismo de alto nível. Parabéns.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR  

É surpreendente o editorial de VEJA e a reportagem "Uma nova carta aos brasileiros" (6 de setembro), dissociando Lula de seu partido. Dissociar Lula do partido que ele ajudou a fundar, e no qual continua, é um desserviço à informação dos leitores. A defesa feita pelo autor da matéria, de que as propostas de Lula são melhores do que as do programa de seu partido, demonstra ingenuidade ou intenção de confundir o que está muito claro. Desde o seu primeiro governo, Lula não tem programa com metas para o país. O único programa tanto de Lula quanto do PT é o de permanência no poder.
Heloisa Drummond Corrêa
Belo Horizonte, MG  

Na Carta ao leitor foi esquecido que Lula é sobretudo um bravateiro sofista e oportunista. Nenhum de seus pronunciamentos merece confiança.
Harald Hellmuth
São Paulo, SP  

A principal diferença entre o discurso do presidente Lula e o programa de governo do PT é que o presidente fala o que as pessoas querem ouvir. O PT escreve o que pretende fazer. Em quem devemos acreditar?
Rômulo Weden Ribeiro
Greenville, Carolina do Sul, EUA

 

Voto

A separação entre os eleitores oriundos de camadas mais baixas e os da classe média, conforme VEJA noticiou ("Dividir para governar"), é uma demonstração do renascimento do populismo no Brasil. É também uma constatação de que medidas paliativas trazem retorno garantido perante os que são beneficiados por elas. E o pior: o governo poderá ficar tentado a optar por atitudes cada vez mais populistas e paliativas, em vez de partir para caminhos que levem ao crescimento ordenado do país.
João Luiz Teixeira Santos
Vitória, ES

 

Açúcar

Em Congresso da World Sugar Research Organisation, realizado no Brasil no início do ano passado, os cientistas advertiram que, na discussão sobre alimentos, o importante não é execrar esse ou aquele por seu conteúdo de açúcar ou de gordura, e sim orientar as pessoas para que se alimentem corretamente, de forma balanceada, e pratiquem exercícios físicos regularmente ("Açúcar – o perigo branco", 30 de agosto).
Eduardo Pereira de Carvalho
Presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Caí na real quando Diogo me chamou de "tonto" ("A voz do PT", 6 de setembro). Porque paguei 7,90 reais por um exemplar de VEJA para descobrir que pago muito mais para o Zé e a turma dos decadentes jornalistas puxa-sacos do governo terem um blog e escreverem o que quiserem. Mas a revista VEJA, eu pago e leio. Esses blogs, eu pago por eles, mas nem sabia que existiam. Talvez, quando Diogo diz "tonto!", queira dizer enganado, acomodado. Valeu, Mainardi! Valeu!
Rodrigo Bulla
Joinville, SC

É uma vergonha tudo o que vemos hoje na política. Temos um governo corrupto, ladeado por uma gangue de petistas e aliados contando com a leniência de parte da imprensa. Há que perguntar: Lula e seus comparsas não prestam porque o eleitor não presta ou o eleitor não presta porque Lula e seus comparsas não prestam? Quanto à "Voz do PT", não há voz, e sim grunhido. Voz temos nós. Temos VEJA e você (Mainardi).
Otacilio Feitosa
João Pessoa, PB

Agora está explicado: jornalistas como Paulo Henrique Amorim e Mino Carta, críticos implacáveis do governo FHC, hoje mostram submissão e apoio ao (des)governo Lula. A coluna do Diogo esclareceu a jogada.
Marco Cruz
São Paulo, SP

Como nunca li o iG, não sabia que os "cumpanhêros" haviam tomado de assalto o portal da BrT. Parabéns, Mainardi, o Brasil agradece!
Adriano S. de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ

 

Reinaldo Azevedo

Meus cumprimentos a VEJA pela estréia do jornalista Reinaldo Azevedo como seu colunista. O artigo "Urna não é tribunal. Não absolve ninguém" (6 de setembro) é primoroso e alerta para o perigo que todos corremos, mas poucos percebem. O autoritarismo "democrático" não é ameaça distante, mas, infelizmente, uma triste realidade entre nós.
Eduardo Pizarro Carnelós
São Paulo, SP

Excelente o artigo, um verdadeiro exercício de ética para refletir a moral que aí está. Parabéns ao autor, e, lembrando, a luta continua, "companheiros"!
Valter Guerra Hadad
São Paulo, SP

O limite da democracia é ela própria. Não pode e não será usada para legitimar a afronta às nossas (frágeis, é verdade) instituições. Excelente o artigo de Reinaldo Azevedo.
Edgard da Costa Freitas Neto
Itabuna, BA

VEJA matou a pau ao incluir Reinaldo Azevedo entre seus articulistas. Se já era difícil deixar de ler a revista, agora então ficou impossível. Vocês são demais. Parabéns, VEJA.
Márcio Arcangelo Zaccaron
Criciúma, SC

Com Reinaldo Azevedo, renovo minha assinatura da melhor revista do Brasil. Renovo minha confiança. E renovo, principalmente, minha esperança em um jornalismo fiel aos sonhos de liberdade e decência. VEJA continuará sendo minha primeira leitura.
Edson de Medeiros
Rio de Janeiro, RJ

 

Fiscais do Ibama

A Associação dos Servidores do Ibama no Estado do Rio de Janeiro gostaria de expressar seu integral apoio à Operação Euterpe desenvolvida pela Polícia Federal e pelo Ibama no último dia 30. Entretanto, os dados na mídia, em geral, afirmando que 30% dos servidores do Ibama/RJ teriam sido presos na operação, não correspondem à realidade dos fatos (Datas, 6 de setembro). Somos 390 em todo o estado, o que, em termos de porcentagem, representa mais de 93% de servidores trabalhando honestamente e com seriedade.
Glauce Maria Lieggio Botelho
Diretora-presidente da Asibama/RJ
Rio de Janeiro, RJ

 

Epilepsia

Fiquei impressionado com a reportagem. Sou um dos 2,5 milhões de doentes que têm epilepsia e sofrem desse mal. Realmente, passamos por várias situações complicadas em nossa vida, e muitos realmente associam epilepsia a deficiência intelectual. Por causa dessa ignorância, já perdi oportunidade de emprego e até a namorada. Agradeço a Giuliana Bergamo por divulgar que "limitação intelectual é fazer esse tipo de associação". É gratificante ler essas matérias. Do fundo do coração, obrigado e parabéns pela reportagem.
André Luiz Raposo dos Santos
São José dos Campos, SP

 

Tecnologia

Na reportagem "Banda de um homem só" (6 de setembro), sinceramente, não sei se o erro foi meu ou da repórter ao transcrever o que eu disse, mas o fato é que o sonho de produzir um CD do grupo BR6 num estúdio profissional não custaria 80.000 dólares, como está escrito, e sim 80.000 reais.
Cylan Marques Delgado
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÃO: O filme Vôo 93 teve o seu título alterado de última hora para Vôo United 93, em razão de um filme homônimo ("O mundo lê, vê e ouve os atentados", 6 de setembro, e "Na rota da tragédia", 30 de agosto).

 

QUISSAMÃ DIGITAL

A reportagem "A cidade na rede" (23 de agosto), que fala do impacto de projetos de cidade digital na vida das pessoas, motivou o leitor João Alexandre Fonseca de Oliveira a escrever para a redação lembrando que em Quissamã, no litoral norte do estado do Rio, "o projeto permitiu a inclusão social dos alunos da rede municipal de ensino (cerca de 5 000), a integração de prédios públicos, especialmente hospitais e postos de saúde, além de oferecer internet gratuita em banda larga a todos os cidadãos e àqueles que visitam o lugar". Maria José de Queirós, assessora da coordenadoria de comunicação da cidade, informa: "Quissamã implantou esse sistema em outubro do ano passado e, em menos de um ano, 30% da população se declara usuário da internet". Também em carta à redação, a assessoria de imprensa da prefeitura de Porto Alegre reclama para a capital gaúcha a primazia de ter sido "a primeira capital brasileira a ter uma rede pública de internet gratuita e sem fio". Segundo Isara Marques, "a rede de Porto Alegre foi implantada a partir de março de 2005, através da rede de fibras ópticas do município, com mais de 280 quilômetros de extensão".

 

DE BLUSINHA BRANCA

A leitora Tatiana Cobbett, bailarina profissional em São Paulo, enviou à redação um CD com a música que fez há cinco anos e que se encaixa direitinho na campanha eleitoral da candidata Heloísa Helena. "Por uma coincidência, a senadora-candidata prometeu fazer toda a sua campanha vestida de blusinha branca", diz Tatiana, formada na Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e ex-integrante do Balé Stagium. Uma amostra da letra: "De blusinha branca / de blusinha branca / meu coração ferido / vi meu sonho traído / não vou me entregar / De blusinha branca / de blusinha branca / vou seguir minha estrada / ponho fé na virada / e vou trabalhar". A blusinha até que teve bom caimento na campanha da senadora alagoana, que foi expulsa do PT por discordar de seu comando. Para ouvir a música na íntegra: http://blusinhabranca. com.br. Mais sobre o trabalho de Tatiana pode ser encontrado no site http://www. sonoraparceria.com.br/.

 
 
 
 
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